O Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, esteve encerrado durante três anos para obras de requalificação. Terminados os trabalhos, o espaço abre portas no dia 18 de setembro, com a estreia de “Macbeth”, de William Shakespeare, numa encenação e tradução de Pedro Penim, que é também o diretor artístico deste espaço.
Em cena até 31 de outubro, a peça, que poderá ser vista na na Sala Garrett, regressa ao mesmo palco onde estava em cena na noite de 2 de dezembro de 1964, quando um incêndio deixou o Teatro em ruínas. “Nesta encenação de Pedro Penim, o fogo que destruiu o edifício do D. Maria II, em 1964, e a ambição que consome a dupla de protagonistas entrelaçam-se em cena, numa abordagem contemporânea que reflete sobre a memória e o renascimento, fundindo realidade e ilusão”, lê-se no comunicado.
Entre o leque de atores que dão vida a este espetáculo estão Ana Coimbra, Ana Tang, Bárbara Branco, Bernardo de Lacerda, Hugo van der Ding, João Grosso, José Neves, José Raposo, June João, Sandro Feliciano, Stela e Vítor Silva Costa.
“Macbeth acompanha a ascensão e a queda de um homem consumido pela ambição. Depois de lhe ser profetizado que se tornará rei da Escócia, Macbeth, instigado pela mulher, decide tomar o destino nas próprias mãos. O caminho até ao poder desencadeia uma espiral de violência, culpa e paranoia, numa história sobre a ambição, o desejo e as consequências de tentar controlar o futuro”, continua.
O espetáculo é falado em português, mas nas sessões de sábado tem legendagem em inglês. Há ainda algumas sessões que terão interpretação em língua gestual portuguesa e audiodescrição: 11 e 25 de outubro.
“Macbeth” é um dos momentos que marca as celebrações da reabertura do teatro, mas existirão outros, como um espetáculo de videomapping projetado na fachada do Teatro (18 de setembro) ou uma exposição dedicada aos 180 anos do Teatro.





