Saúde mental, espiritualidade e felicidade: os livros da Pergaminho para a rentrée

“Livros para Viver Melhor” é a filosofia da Pergaminho, um dos selos editoriais mais reconhecidos em Portugal nas áreas da autoajuda, espiritualidade e psicologia, com um catálogo que inclui também ficção inspiracional. Para a rentrée literária, a editora reúne propostas que abordam questões tão diferentes como a felicidade, a saúde mental, a parentalidade, a relação…
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Da parentalidade à saúde mental, passando pela espiritualidade, poesia e divulgação científica, a Pergaminho apresenta para os últimos meses do ano uma seleção de livros pensados para ajudar a compreender melhor o mundo e, sobretudo, a nós próprios.
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“Livros para Viver Melhor” é a filosofia da Pergaminho, um dos selos editoriais mais reconhecidos em Portugal nas áreas da autoajuda, espiritualidade e psicologia, com um catálogo que inclui também ficção inspiracional. Para a rentrée literária, a editora reúne propostas que abordam questões tão diferentes como a felicidade, a saúde mental, a parentalidade, a relação com a natureza e a procura de um sentido para a vida.

A programação começa em setembro com “Anandamida, o Neurotransmissor de Deus — A Prova Científica do Despertar Espiritual”, de Borja Vilaseca. O autor parte da química do cérebro para explorar uma molécula menos conhecida do que a dopamina ou a serotonina: a anandamida, associada a sensações de bem-estar e a processos ligados à perceção e à regulação emocional.

 

Vilaseca propõe uma aproximação entre ciência e espiritualidade e apresenta hábitos e práticas que, segundo a proposta do livro, podem ajudar a explorar o potencial desta molécula. Escritor, conferencista e empreendedor, é autor de vários bestsellers de desenvolvimento pessoal, publicados em 25 países e com mais de um milhão de exemplares vendidos.

Também em setembro chega “A Minha Psicóloga Disse-me… — 110 Sessões para Te Pores em Primeiro Lugar e Deixares de Aguentar Tanta M*RDA”, de Yulibeth R. G. e Katherine Hoyer. O livro nasce de conversas e experiências relacionadas com terapia e procura abordar, de forma direta, questões como culpa, limites, amor-próprio e a dificuldade de colocar as próprias necessidades em primeiro lugar.

 

A proposta dirige-se particularmente a quem se sente cansado de tentar corresponder permanentemente às expectativas dos outros e procura encontrar formas mais saudáveis de lidar com as próprias emoções e relações. Katherine Hoyer encara a escrita como uma forma de acompanhar quem se sente perdido, enquanto Yulibeth R. G. parte do seu próprio processo de recuperação para abordar temas como resiliência e recomeço.

A parentalidade está no centro de “Os Filhos Mais Felizes do Mundo — Um Guia Prático e Positivo para Sobreviver a Birras, Criar Bons Hábitos e Conviver Melhor em Família”, da pedopsiquiatra finlandesa Kaija Puura. A autora questiona a ideia de que educar uma criança para o sucesso deve ser o principal objetivo e defende uma abordagem centrada na autonomia, empatia, autoestima e capacidade de adaptação.

 

Com base na experiência clínica e em exemplos do quotidiano familiar, o livro oferece ferramentas para ajudar pais e educadores a compreenderem melhor o comportamento das crianças, melhorar a comunicação e criar um ambiente familiar mais equilibrado.

Em outubro, “Não És Tu, É o Mundo — Cuidar da Saúde Mental num Mundo que Perdeu a Cabeça”, da psiquiatra Joanna Cheek, propõe uma inversão de perspetiva sobre a saúde mental. Em vez de encarar ansiedade, depressão, raiva ou sensação de sobrecarga exclusivamente como sinais de uma falha individual, a autora questiona se estes sintomas não poderão também ser uma reação a um mundo marcado por instabilidade e crise.

 

Com experiência clínica, investigação e uma perspetiva intercultural, Cheek defende que o bem-estar individual não pode ser separado das condições sociais e ambientais em que vivemos. A proposta passa, por isso, por combinar o cuidado de nós próprios com uma reflexão sobre os desequilíbrios mais amplos que podem contribuir para o sofrimento psicológico.

A relação entre seres humanos e natureza é outro dos temas fortes da rentrée da Pergaminho. Em “O Cântico da Terra — Uma Viagem Poética e Científica pela Maravilha da Natureza”, Stefano Mancuso parte do “Cântico das Criaturas”, de São Francisco de Assis, para refletir sobre o lugar da humanidade no conjunto da vida.

 

O especialista em neurobiologia vegetal transforma cada elemento celebrado por São Francisco — o sol, o vento, a água e a terra — num ponto de partida para falar sobre a interdependência dos seres vivos e a necessidade de uma relação mais responsável com os recursos naturais. Mancuso, professor na Universidade de Florença e uma das referências mundiais na área da neurobiologia vegetal, cruza assim ciência, filosofia e poesia numa reflexão sobre a sobrevivência da própria espécie humana.

A espiritualidade surge de outra forma em “História de um Cão que Fala de Deus”, de Marta Monfrinotti. O encontro entre a autora e Ruth, uma cadela inicialmente difícil de compreender, transforma-se numa viagem de descoberta pessoal. Entre caminhadas, dificuldades de adaptação e a construção progressiva de uma relação de confiança, a protagonista encontra no animal uma espécie de guia para refletir sobre a vida, as relações e a fé.

 

Monfrinotti, psicoterapeuta e formada em Psicologia pela Universidade La Sapienza, em Roma, parte desta experiência para construir uma narrativa sobre amor, medo, esperança e a capacidade de encontrar significado nos acontecimentos aparentemente mais simples.

Ainda em outubro, “Uma Felicidade Mais Tranquila — A Boa Vida Não se Conquista, Cultiva-se”, de Tae Soo, questiona a própria ideia de perseguir constantemente a felicidade. Em vez de procurar uma satisfação permanente, o autor propõe desenvolver hábitos que permitam construir uma vida mais equilibrada e uma maior resistência à infelicidade.

O livro apresenta 58 sugestões práticas para lidar com um mundo descrito como cada vez mais tumultuoso, abordando questões como o sono, a saúde, a relação com os outros e a capacidade de aceitar a imperfeição.

 

Em novembro, a poesia ganha espaço com “Espero que Te Lembres — Poemas de Amor, Saudade e Vida”, de Josie Balka. A autora explora temas como o amor, a perda, a vulnerabilidade e os recomeços, numa coleção de textos sobre aquilo que permanece depois das relações e das experiências que marcam a vida. Apresentadora, locutora e poeta canadiana, Balka é autora de vários livros de poesia que se tornaram bestsellers internacionais.

A fechar a seleção está novamente Paulo Coelho, desta vez com “O Círculo da Felicidade”. O livro reúne histórias protagonizadas por personagens e situações muito diferentes — de um missionário e um eremita a uma criança generosa, passando por uma aldeia à espera da chuva e por uma traça apaixonada por uma estrela — para construir uma reflexão sobre a existência e o sentido da vida.

Autor de “O Alquimista”, um dos romances mais traduzidos de sempre, Paulo Coelho é o escritor de língua portuguesa mais vendido de sempre, com uma obra publicada em mais de 170 países. Em “O Círculo da Felicidade”, regressa ao formato de histórias breves para propor aos leitores de diferentes idades uma oportunidade de reflexão sobre a vida, a esperança e a capacidade de reencontrar o essencial.

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