Atlas, a ferramenta que promete revolucionar os negócios imobiliários

É já na próxima quinta-feira, dia 23 de abril, que abre as portas, na FIL, em Lisboa, mais um Salão Imobiliário de Portugal (SIL), que durante três dias será um ponto de encontro entre investidores, empresários, técnicos e outros profissionais na área. Será neste evento que a Segmento Urbano – empresa de arquitetura que já…
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A empresa Segmento Urbano vai lançar oficialmente no SIL, em Lisboa, a sua plataforma inovadora que permite compreender o potencial de um ativo territorial, identificar as condicionantes e o seu enquadramento urbanístico, apoiando a decisão ao investimento imobiliário.
Imobiliário Tecnologia

É já na próxima quinta-feira, dia 23 de abril, que abre as portas, na FIL, em Lisboa, mais um Salão Imobiliário de Portugal (SIL), que durante três dias será um ponto de encontro entre investidores, empresários, técnicos e outros profissionais na área. Será neste evento que a Segmento Urbano – empresa de arquitetura que já foi pioneira no conceito de Land Staging, inspirado no de Home Staging -, vai apresentar a sua nova ferramenta de inteligência territorial, solução que promete transformar a forma como são tomadas decisões sobre terrenos no setor imobiliário e da construção.

A Segmento Urbano atua no território antes do projeto imobiliário, apoiando as decisões necessárias para avançar com a construção – o onde, o como e o porquê – antes mesmo de se avançar com o desenho. A empresa investiu num sistema integrado, que inclui a plataforma Atlas, para leitura imediata do potencial do território, a LandStaging, para estruturar as decisões antes do arranque, e a Build Lab, para executar em contexto real. “Mais do que projetar, ajudamos a evitar erros, reduzir risco e aumentar o valor das decisões desde o início. Antes de construir, há uma decisão. E essa decisão define tudo o que vem depois”, pode ler-se no site da empresa.

Com um stand próprio na SIL, a Segmento Urbano fará a apresentação oficial da sua solução na feira com demonstrações contínuas e interação com a ferramenta. O objetivo da empresa é demonstrar na prática como a leitura do território pode ser simplificada e integrada num processo mais ágil e informado. A Atlas permite compreender o potencial de um ativo territorial, identificar as condicionantes e o enquadramento urbanístico. A empresa explica que, através de uma interface fácil, o utilizador pode desenhar diretamente um terreno no mapa e aceder a uma leitura integrada que reúne, num único ponto, informação que exigiria recolha intensa em múltiplas fontes e análise técnica especializada para ser reunida. De seguida, a ATLAS fornecerá um relatório imediato e automático sobre o terreno em análise. Esta funcionalidade já está disponível em Lisboa, Porto, Sintra, Cascais, Setúbal, Lagos, Beja, Alcácer do Sal, Matosinhos e Aljezur, sendo mais demorado para o resto dos municípios, entre 48 a 72 horas.

“A Atlas é uma plataforma de inteligência territorial pensada para evoluir de forma progressiva, tanto em cobertura como em profundidade de análise e funcionalidades. Está a ser disponibilizada de forma faseada (…)”, explica Maria João Correia, fundadora da Segmento Urbano. 

A tecnologia Atlas foi desenvolvida em parceria com a Closer, consultora de ciência de dados e Inteligência Artificial, fundada em 2006 e sediada em Lisboa. A solução combina IA com processamento de dados geoespaciais e múltiplas fontes de informação territorial. Segundo a Segmento Urbano esta plataforma agrega dados georreferenciados, legislação urbanística e planos territoriais. Ali podem ser encontramos dados dos PDM, REN ou RAN, aplicando modelos de interpretação automatizada que permitem organizar e transformar grandes volumes de informação técnica e normativa numa base clara e utilizável para a decisão. “Este processo reduz significativamente o tempo necessário para avaliações preliminares, mantendo o rigor exigido pelo setor”, pode ler-se no comunicado da empresa.

Maria João Correia, arquiteta e fundadora da Segmento Urbano, refere, a propósito deste lançamento, que “A forma como hoje se decide sobre território continua, em muitos casos, desajustada à complexidade e ao valor em causa. Projetos de milhões dependem ainda de informação dispersa, processos morosos e interpretações pouco uniformes. A Atlas surge precisamente para desafiar esse modelo e introduzir uma nova forma de ler o território: mais integrada, rápida e alinhada com a exigência atual do setor. Mais do que uma ferramenta digital, representa uma mudança de paradigma na forma como se estrutura a decisão territorial”.

A responsável acrescenta ainda, em comunicado, que “A Atlas é uma plataforma de inteligência territorial pensada para evoluir de forma progressiva, tanto em cobertura como em profundidade de análise e funcionalidades. Está a ser disponibilizada de forma faseada, acompanhando a integração contínua de novos dados e capacidades. A ambição é que se torne uma referência transversal para diferentes perfis, de profissionais a particulares, e que passe a fazer parte natural do processo de decisão, com a flexibilidade e robustez que o setor exige”.

 

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