Após cancelar três veículos elétricos, Honda perde 2,29 mil milhões de euros em 2025

A fabricante automóvel japonesa Honda registou um prejuízo de 423,9 biliões de ienes (2,29 mil milhões de euros) no ano fiscal de 2025, que terminou em março, após cancelar três veículos elétricos. No ano fiscal anterior, a Honda tinha tido um lucro de 835,8 biliões de ienes (4,52 mil milhões de euros). "O cancelamento do…
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A Honda, fabricante automóvel japonesa, apresentou um prejuízo de 2,29 mil milhões de euros, no ano fiscal de 2025, que terminou em março, após cancelar três veículos elétricos.
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A fabricante automóvel japonesa Honda registou um prejuízo de 423,9 biliões de ienes (2,29 mil milhões de euros) no ano fiscal de 2025, que terminou em março, após cancelar três veículos elétricos. No ano fiscal anterior, a Honda tinha tido um lucro de 835,8 biliões de ienes (4,52 mil milhões de euros). “O cancelamento do lançamento e desenvolvimento de modelos de veículos elétricos que estavam programados para produção na América do Norte resultou em perdas adicionais de 1,31 biliões de ienes [7,09 mil milhões de euros] no quarto trimestre”, explicou hoje a empresa, ao apresentar os resultados para o ano fiscal completo.

A fabricante sediada em Tóquio registou prejuízos operacionais de 414,3 biliões de ienes (2,24 mil milhões de euros) no ano fiscal de 2025, em comparação com um lucro de 1,21 biliões de ienes (6,56 mil milhões de euros) no ano fiscal anterior. As receitas da Honda cresceram 0,5% em termos homólogos, atingindo 21,8 biliões de ienes (118 mil milhões de euros), graças em grande parte à venda de motociclos.

No ano fiscal de 2025, a Honda vendeu 22,1 milhões de motociclos, um aumento de 7,4%, embora os novos registos tenham diminuído no Japão, na América do Norte e na Europa. Já no segmento automóvel, a fabricante registou uma quebra de 8,9% nas vendas, para 3,39 milhões de unidades em todo o mundo.

Após a divulgação dos resultados, as ações da empresa chegaram a subir até 9% na Bolsa de Tóquio, embora o aumento tenha moderado para cerca de 5% às 14:00 (06:00 em Lisboa), uma hora e meia antes do fecho da sessão.

“Embora a indústria automóvel tenha enfrentado um ambiente de negócios adverso, incluindo tarifas mais elevadas e vendas mais baixas devido a fatores como a escassez de semicondutores, implementámos reduções de custos em toda a empresa como uma única equipa e, excluindo as perdas relacionadas com veículos elétricos, obtivemos lucro”, afirmou a empresa. A Honda disse esperar terminar o atual ano fiscal, em março de 2027, com um lucro líquido de 260 mil milhões de ienes (1,41 mil milhões de euros) e aumentar as vendas em 6,2%, para 23,2 biliões de ienes (125 mil milhões de euros).

Em março, o construtor nipónico anunciou o cancelamento do utilitário desportivo Honda 0, o automóvel de turismo Honda 0 e o Acura RSX — que seriam fabricados nos Estados Unidos, devido à queda significativa da procura por veículos elétricos. A empresa afirmou ainda na altura que planeava impulsionar os híbridos e reavaliar a alocação dos recursos face à desaceleração do mercado de veículos elétricos nos EUA.

Pouco depois, cancelou o lançamento de dois modelos totalmente elétricos (Afeela) que produzia em colaboração com a Sony, sob a marca Sony Honda Mobility. Após a divulgação dos resultados, as ações da empresa chegaram a subir até 9% na Bolsa de Tóquio, embora o aumento tenha moderado para cerca de 5% às 14:00 (06:00 em Lisboa), uma hora e meia antes do fecho da sessão.

(Lusa)

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