Cerca de 29% dos portugueses vão reduzir gastos nas suas férias

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Com a chegada das férias de verão aumentam também as preocupações com os gastos associados a este tempo de lazer. Para onde ir, mantendo o orçamento familiar estável, é a maior dessas preocupações. O estudo do Observador Cetelem “Férias 2026”, centro de estudos sobre consumo e de acompanhamento económico do BNP Paribas Personal Finance, que…
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O estudo “Férias 2026”, realizado pelo Observador Cetelem, mostra que as famílias portuguesas preveem gastar, em média, 861 euros nas suas férias, sendo que 29% dos inquiridos admitem gastar menos este ano.
Economia

Com a chegada das férias de verão aumentam também as preocupações com os gastos associados a este tempo de lazer. Para onde ir, mantendo o orçamento familiar estável, é a maior dessas preocupações. O estudo do Observador Cetelem “Férias 2026”, centro de estudos sobre consumo e de acompanhamento económico do BNP Paribas Personal Finance, que teve por base cerca de mil entrevistas, revela que este ano o orçamento médio para as férias fixa-se nos 861 euros, um valor que fica bem abaixo do apurado em anos anteriores. No estudo de 2025 o valor médio estimado foi de 967 euros, sendo que antes da pandemia, o valor médio gasto em férias rondava os 1.353 euros.

A opção de viajar é apontada por 66% dos portugueses, sendo que destes 44% optem por turismo dentro de portas e apenas 30% viagem para fora do país, e 21% vão combinar as duas opções. Outro destaque neste estudo, é o facto de que a tecnologia ter a ter mais impacto na escolha dos destinos: 62% dos portugueses já consideram ferramentas de Inteligência Artificial no planeamento das suas férias, divididos pela pesquisa de destinos, comparação de opções, suporte em viagem e planeamento de roteiros personalizados.

Relativamente ao financiamento das suas férias, 54% dos inquiridos pagam as mesmas com recursos correntes, como o salário ou subsídio de férias e 49% recorrem a poupanças. São ainda 16% aqueles que recorrem a soluções de crédito, como cartão de crédito – cerca de 12% – e a crédito pessoal (2%).

O inquérito revelou ainda que 78% dos inquiridos já marcaram as suas férias de 2026, mas a maioria está a adaptar os seus planos para manter o controlo do orçamento. O Observador Cetelem concluiu que quase três em cada 10 portugueses admitem reduzir os gastos, devido a fatores como a inflação e o custo de vida, que recolhe 39% das respostas, seguido da intenção de fazer poupança, com 36% e o preço dos combustíveis, com 35% das opções. As limitações do próprio orçamento familiar recolhem 31% das respostas relativamente aos motivos para reduzir os gastos neste período. No entanto são 48% os que tentarão manter o mesmo nível de despesa do ano passado, 29% os que admitem cortes na despesa – sobretudo na faixa entre os 35 anos e os 44 anos – e apenas 12% planeiam gastar mais, sobretudo entre os jovens dos 18 aos 24 anos. Foram 57% os consumidores que impuseram um limite de mil euros nos gastos, e apenas 17% planeiam gastar mais de 1.500 euros.

Relativamente ao financiamento das suas férias, 54% dos inquiridos pagam as mesmas com recursos correntes, como o salário ou subsídio de férias e 49% recorrem a poupanças. São ainda 16% aqueles que recorrem a soluções de crédito, como cartão de crédito – cerca de 12% – e a crédito pessoal (2%).

O alojamento ocupa 32% dos gastos totais e a alimentação 29%, seguido dos transportes, com 21%. Apenas 18% da verba disponível é canalizada para atividades de lazer e entretenimento. Os hotéis são também a opção preferida, para 24% dos inquiridos, seguindo-se os apartamentos e moradias arrendadas e ainda casas de família.

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