Na segunda-feira, o Governo chinês bloqueou o negócio no valor de 2 mil milhões de dólares da Meta para adquirir a startup de inteligência artificial (IA) Manus, fundada na China, uma manobra regulatória que surge no meio de uma disputa crescente entre Washington e Pequim em torno das tecnologias avançadas de IA.
De acordo com a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua, o departamento de análise de investimento estrangeiro da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) do país emitiu uma decisão para bloquear a venda da Manus.
A agência afirmou que também emitiu uma ordem a todas as partes envolvidas para que anulem a aquisição.
A startup lançou o seu agente de IA em março do ano passado, concebido para realizar autonomamente tarefas complexas, tais como redigir relatórios de investigação, preparar slides de apresentação e criar websites.
O lançamento foi aclamado pelos meios de comunicação estatais chineses como o mais recente produto de IA de grande sucesso do país, na sequência do lançamento do modelo de IA da Deepseek, que abalou as principais ações tecnológicas dos EUA.
A Meta, que anunciou a aquisição no final de dezembro, ainda não se pronunciou sobre a ordem do governo chinês.
Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Rita Meireles.





