Trump ataca Bruce Springsteen e chama-lhe “ameixa seca” após críticas do músico

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, respondeu na quinta-feira às críticas feitas por Bruce Springsteen à sua presidência, administração e políticas de imigração, classificando o músico como um “total loser” e afirmando que “parece uma ameixa seca”. Numa publicação na sua rede social Truth Social, Donald Trump acusou Springsteen de sofrer de um “caso…
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O Presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu às críticas de Bruce Springsteen à sua administração com uma série de ataques pessoais e um apelo ao boicote da digressão do artista.
Forbes Life

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, respondeu na quinta-feira às críticas feitas por Bruce Springsteen à sua presidência, administração e políticas de imigração, classificando o músico como um “total loser” e afirmando que “parece uma ameixa seca”.

Numa publicação na sua rede social Truth Social, Donald Trump acusou Springsteen de sofrer de um “caso horrível e incurável de síndrome de aversão a Trump” e apelou aos seus apoiantes para boicotarem a digressão “Land of Hope and Dreams American Tour”, que inclui cerca de 20 datas nos Estados Unidos.

O ataque surge depois de, no primeiro concerto da digressão, em Minneapolis, o músico ter adotado um tom abertamente crítico. O espetáculo começou com a frase “War, what is it good for? Absolutely nothing” e, perante o público, Bruce Springsteen declarou que “vivemos tempos perigosos”, acusando a administração de Donald Trump de ser “corrupta, incompetente, racista” e “traidora”.

Donald Trump respondeu também com ataques à aparência do artista, afirmando que este parece ter “sofrido muito às mãos de um cirurgião plástico muito mau”, e criticou os concertos, dizendo que “são uma porcaria”. Numa das mensagens, escreveu em maiúsculas: “OS APOIANTES MAGA DEVEM BOICOTAR OS SEUS CONCERTOS SOBREVALORIZADOS, QUE SÃO UMA PORCARIA. GUARDEM O DINHEIRO QUE GANHARAM COM ESFORÇO. A AMÉRICA ESTÁ DE VOLTA!!!”.

Donald Trump descreveu ainda o cantor como “medíocre e enfadonho”, reiterando o apelo ao boicote dos espetáculos.

O confronto entre os dois remonta ao primeiro mandato de Donald Trump. Bruce Springsteen, cuja carreira inclui música frequentemente associada a causas da classe trabalhadora e a críticas ao establishment, tem-se posicionado contra o presidente ao longo dos anos. Em 2024, durante um concerto em Inglaterra, chamou-lhe “um presidente inapto” à frente de “um governo fora de controlo” e criticou as elites económicas dos Estados Unidos.

Donald Trump respondeu na altura classificando o músico como “altamente sobrevalorizado” e “não talentoso”. A rivalidade tem origens ainda mais antigas, desde a campanha presidencial de 2016, quando Trump utilizou a canção “Born in the U.S.A.” em comícios. Springsteen apoiou então Hillary Clinton e chamou ao então candidato republicano “idiota”. Desde então, o músico manifestou apoio a Joe Biden e Kamala Harris, mantendo críticas regulares a Trump em palco, entrevistas e no seu programa na SiriusXM.

A polémica estende-se também aos preços dos concertos. Donald Trump classificou os bilhetes da digressão como “sobrevalorizados” e incentivou os apoiantes a não os comprarem. Alguns ingressos, vendidos como “Platinum” na plataforma Ticketmaster, atingiram valores até 3.000 dólares (cerca de 2.598 euros), ajustados em tempo real consoante a procura. Em algumas datas, como no Prudential Center, em Nova Jérsia, e no Madison Square Garden, em Nova Iorque, os bilhetes mais baratos ultrapassavam os 275 dólares (cerca de 238 euros) no início de março.

De acordo com estimativas da Forbes, Donald Trump tem uma fortuna avaliada em 6,2 mil milhões de dólares (cerca de 5,37 mil milhões de euros), com origem sobretudo no imobiliário e em criptomoedas. Já Bruce Springsteen tem um património estimado em 1,2 mil milhões de dólares (cerca de 1,04 mil milhões de euros), acumulado ao longo de décadas de concertos e gravações. O músico venceu 20 prémios Grammy e vendeu mais de 140 milhões de álbuns em todo o mundo. Em 2021, vendeu o seu catálogo musical à Sony por 500 milhões de dólares (cerca de 433 milhões de euros).

Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Paulo Marmé.

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