O grupo BCP teve lucros de 1.018,6 milhões de euros em 2025, os maiores de sempre e mais 12,4% face a 2024, divulgou hoje o banco em conferência de imprensa.
O presidente executivo do banco, Miguel Maya, disse que no ano em que completou 40 anos o banco registou os “melhores resultados de sempre”.
A margem financeira (a diferença entre juros cobrados nos créditos e juros pagos nos depósitos) cresceu 2,4% para 2.898,1 milhões de euros, num contexto de taxas de juro mais baixas, e as comissões aumentaram 4,3% para 847,4 milhões de euros.
Os custos operacionais subiram 8,3% para 1.415,1 milhões de euros.
Em ‘outros proveitos’ o banco regista 69,7 milhões de euros positivos (que contrastam com 70 milhões de euros negativos de 2024).
As imparidades e outras provisões (para fazer face a perdas, sobretudo com créditos) foram de 830,7 milhões de euros, menos 10,3% do que as constituídas em 2024.
Por países, apenas na operação em Portugal o BCP gerou lucros de 869,4 milhões de euros (mais 10,6% em relação a 2024).
BCP quer pagar aos acionistas até 90% dos lucros (C/ÁUDIO E C/VÍDEO)
O presidente executivo do BCP disse hoje que o banco quer alterar a política de dividendos e aumentar de 75% para 90% o resultado a distribuir aos acionistas.
Na conferência de imprensa de hoje, em que divulgou lucros históricos de 1.018,6 milhões de euros, Miguel Maya disse que na próxima assembleia-geral será feita uma proposta de alteração da política de distribuição de resultados.
Até agora o banco tinha como objetivo distribuir até 75% dos resultados e agora quer passar a distribuir até 90% dos resultados aos acionistas, incluindo já referente a 2025.
O presidente não executivo do banco, Nuno Amado, considerou que a nova política de distribuição de resultados é fundamental para “atrair capital e atrair investidores” para o banco.
Dos até 90% em resultados que o BCP quer distribuir, mantém-se o pagamento de dividendos de 50% sendo o restante valor em recompra de ações próprias (desde que cumpridos os objetivos de capital).
O BCP acrescentou que já submeteu um requerimento aos reguladores para este plano.
O grupo BCP teve lucros de 1.018,6 milhões de euros em 2025, os maiores de sempre e mais 12,4% face a 2024, divulgou hoje o banco em conferência de imprensa.
O presidente executivo do banco, Miguel Maya, disse aos jornalistas que no ano em que completou 40 anos o banco registou os “melhores resultados de sempre”.
O BCP tem como principais acionistas o grupo chinês Fosun, com 20,03%, e a petrolífera Sonangol, com 19,49%.
O banco tem uma grande dispersão de ações. Hoje, na bolsa de Lisboa, as ações do BCP subiram 1,13% para 0,92 euros.
com Lusa





