Os mais ricos do mundo perdem 50 mil milhões de dólares com queda das bolsas

As bolsas norte-americanas registaram quedas na manhã de quarta-feira, depois de os dados do índice de preços no consumidor (CPI, na sigla em inglês) revelarem que a inflação nos Estados Unidos subiu em setembro ligeiramente acima do esperado. A reação dos mercados eliminou milhares de milhões de dólares das fortunas de algumas das pessoas mais…
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As maiores fortunas do mundo perderam 50 mil milhões de dólares (42,5 mil milhões de euros) depois de os mercados bolsistas terem reagido negativamente aos dados da inflação nos EUA, acima das expectativas. Elon Musk, Larry Ellison e Mark Zuckerberg estão entre os multimilionários mais afetados.
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As bolsas norte-americanas registaram quedas na manhã de quarta-feira, depois de os dados do índice de preços no consumidor (CPI, na sigla em inglês) revelarem que a inflação nos Estados Unidos subiu em setembro ligeiramente acima do esperado. A reação dos mercados eliminou milhares de milhões de dólares das fortunas de algumas das pessoas mais ricas do mundo, incluindo Elon Musk, Larry Ellison e Mark Zuckerberg.

Elon Musk foi um dos mais penalizados. Pelas 11h25, hora da costa leste dos Estados Unidos, a sua fortuna tinha diminuído 17,6 mil milhões de dólares (15 mil milhões de euros), depois de as ações da SpaceX e da Tesla recuarem cerca de 1,5% e 1,9%, respetivamente. A riqueza do empresário caiu assim para 952,8 mil milhões de dólares (809,9 mil milhões de euros), apenas um dia depois de ter descido abaixo da fasquia de um bilião de dólares.

Michael Dell, CEO da Dell Technologies, também sofreu perdas significativas. O empresário viu a sua fortuna diminuir aproximadamente 15 mil milhões de dólares (12,8 mil milhões de euros) durante a manhã, enquanto as ações da tecnológica que fundou caíam cerca de 8,6%.

Larry Ellison, cofundador da Oracle, perdeu cerca de 11,2 mil milhões de dólares (9,5 mil milhões de euros), depois de as ações da empresa recuarem aproximadamente 7%.

Outros multimilionários do setor tecnológico também registaram perdas expressivas. Mark Zuckerberg viu a sua fortuna diminuir cerca de 6,2 mil milhões de dólares (5,3 mil milhões de euros), enquanto Jensen Huang, CEO da Nvidia, perdeu aproximadamente 4 mil milhões de dólares (3,4 mil milhões de euros).

Nem todas as grandes tecnológicas acompanharam a tendência negativa. A Alphabet, empresa-mãe da Google, manteve-se praticamente inalterada, depois de as ações terem subido e recuado após a abertura dos mercados. A evolução refletiu-se nas fortunas dos cofundadores da Google, Larry Page e Sergey Brin, respetivamente a terceira e a quarta pessoas mais ricas do mundo, que registaram ligeiros ganhos.

Elon Musk continua a ser a pessoa mais rica do mundo

Apesar das perdas acumuladas ao longo dos últimos dois dias, Elon Musk continua a ser, por larga margem, a pessoa mais rica do mundo. Grande parte da sua fortuna resulta das participações que detém na SpaceX e na Tesla, o que torna o seu património particularmente sensível às oscilações das ações destas empresas.

As variações nas cotações podem, por isso, traduzir-se em alterações de dezenas de milhares de milhões de dólares na riqueza estimada do empresário em períodos muito curtos.

Inflação acima das expectativas pressiona os mercados

A queda das bolsas ocorreu depois de o Bureau of Labor Statistics (BLS), a agência norte-americana responsável pelas estatísticas do trabalho, ter divulgado os dados da inflação relativos a setembro. O índice de preços no consumidor subiu 0,6% durante o mês, enquanto a taxa de inflação homóloga avançou para 3,7%. O valor ficou acima dos 3,6% antecipados pelos economistas, segundo a CNBC.

Uma parte significativa da subida foi impulsionada pelo aumento dos preços da energia, num contexto marcado pela guerra com o Irão. Os dados do BLS indicam que os preços da energia acumulavam uma subida de 20,4% nos 12 meses anteriores.

A divulgação dos números pressionou os principais índices bolsistas norte-americanos. Por volta das 11h20, o Nasdaq recuava 1,1%, enquanto o S&P 500 perdia 0,77%.

A evolução da inflação continua a ser um indicador determinante para os mercados, uma vez que influencia as expectativas quanto à política monetária da Reserva Federal dos Estados Unidos e às futuras decisões sobre as taxas de juro.

Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Paulo Marmé.

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