Nissan admite produzir veículos da chinesa Geely no Reino Unido

A Nissan anunciou que assinou um protocolo de entendimento não vinculativo para estudar a produção de veículos da Geely na sua fábrica de Sunderland, no nordeste de Inglaterra, numa operação que poderá começar durante o exercício fiscal de 2027. Segundo a AFP (Agence France-Presse), o fabricante japonês está a analisar um acordo de produção contratual…
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A Nissan está a avaliar a possibilidade de fabricar veículos da Geely na sua fábrica de Sunderland, no Reino Unido. A iniciativa poderá permitir ao grupo chinês, proprietário de marcas como Omoda e Jaecoo, reforçar a sua presença industrial na Europa sem construir uma nova unidade de produção.
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A Nissan anunciou que assinou um protocolo de entendimento não vinculativo para estudar a produção de veículos da Geely na sua fábrica de Sunderland, no nordeste de Inglaterra, numa operação que poderá começar durante o exercício fiscal de 2027.

Segundo a AFP (Agence France-Presse), o fabricante japonês está a analisar um acordo de produção contratual que permitiria à Geely utilizar capacidade industrial existente na unidade britânica. A fábrica continuaria, contudo, a ser propriedade da Nissan e os trabalhadores manter-se-iam empregados da empresa japonesa.

A possibilidade surge numa altura em que os fabricantes chineses procuram acelerar a sua expansão europeia através da produção local, contornando alguns dos desafios logísticos e comerciais associados à importação de veículos a partir da China.

A Geely tem vindo a ganhar visibilidade no mercado europeu através de várias marcas automóveis, incluindo a Omoda e a Jaecoo, que têm reforçado a sua presença em diversos países europeus, incluindo Portugal.

O eventual acordo reflete também uma transformação mais ampla da indústria automóvel europeia. Desde 2019, o mercado automóvel da região tem registado um crescimento mais lento do que o esperado, deixando vários fabricantes com capacidade produtiva por utilizar. Em paralelo, os construtores chineses enfrentam um mercado interno mais competitivo e uma procura menos dinâmica, levando-os a olhar para a Europa como uma oportunidade estratégica de crescimento.

Caso avance, o acordo entre Nissan e Geely poderá constituir mais um passo na crescente integração entre fabricantes europeus e chineses.

Nos últimos anos, várias empresas chinesas optaram por adquirir ou utilizar fábricas já existentes em vez de investir na construção de novas unidades industriais.

A AFP recorda que a Geely adquiriu em 2023 uma antiga fábrica da Nissan em Barcelona, Espanha, onde pretende produzir até 200 mil veículos por ano. Mais recentemente, a Nissan vendeu também à Geely a sua unidade de Rosslyn, na África do Sul.

A tendência não se limita à relação entre Nissan e Geely. No mês passado, a Stellantis, grupo que detém marcas como Peugeot, Fiat, Opel, Jeep, Citroën e Chrysler, anunciou planos para partilhar com parceiros chineses as suas fábricas de Madrid, Saragoça e Rennes, unidades que operam abaixo da sua capacidade.

Outros fabricantes europeus, incluindo a Ford e o Grupo Volkswagen, também têm vindo a estudar soluções semelhantes, num contexto em que a utilização mais eficiente das fábricas existentes se tornou uma prioridade para a indústria.

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