Minho quer reforçar peso económico e ligação à Galiza

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) reuniu-se, a 18 de setembro, com o presidente da CCDR Norte (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte), Álvaro Santos, num primeiro encontro que serviu para apresentar a missão da associação e colocar em cima da mesa algumas das prioridades para o desenvolvimento económico da região. Entre os…
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A organização administrativa do Minho e a ligação à plataforma logística e industrial galega PLISAN estiveram no centro da reunião entre a Associação Empresarial do Minho (AE Minho) e a CCDR Norte, num encontro que abriu caminho a uma colaboração mais próxima entre as duas entidades.
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A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) reuniu-se, a 18 de setembro, com o presidente da CCDR Norte (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte), Álvaro Santos, num primeiro encontro que serviu para apresentar a missão da associação e colocar em cima da mesa algumas das prioridades para o desenvolvimento económico da região.

Entre os temas discutidos estiveram a organização administrativa do Minho e a ligação à Plataforma Logística e Industrial de Salvaterra–As Neves (PLISAN), na Galiza. Duas questões que, para a AEMinho, estão relacionadas com a capacidade da região para articular investimento, mobilidade, infraestruturas e atividade empresarial.

A possibilidade de criação de uma Área Metropolitana do Minho faz parte da visão da AEMinho desde a sua fundação. A associação reafirmou, contudo, que está disponível para participar no debate sobre a reorganização administrativa sem condicionar essa participação à adoção de um modelo específico: “Não estamos presos a uma fórmula administrativa. O essencial é que o Minho seja pensado como uma região coesa, com uma estratégia comum para a mobilidade, o investimento e a ligação à Galiza. Encontrámos na CCDR Norte abertura para aprofundar este diálogo e transformar prioridades partilhadas em trabalho concreto”, afirma Ramiro Brito, presidente da AEMinho.

O princípio que considera essencial é que o Minho, abrangendo os distritos de Braga e Viana do Castelo, seja reconhecido como uma região única e coesa. Na perspetiva da associação, essa abordagem permitiria uma maior articulação das decisões relacionadas com investimento, mobilidade, infraestruturas e desenvolvimento económico.

Ligação à Galiza

A ligação à Galiza foi outra das prioridades apresentadas à CCDR Norte. A AEMinho retomou a posição que já tinha tornado pública relativamente à PLISAN, defendendo que o Minho não deve ficar à margem da ligação portuguesa a esta plataforma logística e industrial galega.

Para que as oportunidades associadas a investimento, emprego e exportações possam beneficiar empresas dos dois lados da fronteira, a associação considera necessária uma estratégia coordenada em áreas como as acessibilidades rodoviárias e ferroviárias, a disponibilização de solo industrial, as plataformas logísticas e a captação de investimento.

Durante a reunião, Álvaro Santos recebeu a delegação da AEMinho com abertura e mostrou alinhamento quanto à importância de uma visão integrada da região em áreas consideradas centrais, nomeadamente a mobilidade. O presidente da CCDR Norte demonstrou também atenção à evolução da PLISAN e à relação económica com a Galiza.

O encontro resultou ainda num convite para estreitar a colaboração entre as duas entidades, nomeadamente na preparação do próximo quadro comunitário de apoio e na reflexão estratégica para o Norte 2040.

A associação empresarial reiterou, por fim, a disponibilidade para contribuir para este trabalho com a perspetiva das empresas do Minho, num processo que pretende reforçar a articulação regional e a ligação económica com a vizinha Galiza.

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