A instabilidade provocada pela crise no Médio Oriente está a afetar os negócios na Europa. Toda a região, sobretudo a parte ocidental, está a ser impactada pela falta de liquidez, o que esta a perturbar os negócios de B2B. Segundo a análise feita pela Crédito Y Caución, marca de seguros de crédito interno e de exportação, as empresas francesas optaram por restringir as vendas a crédito, limitando o uso desta ferramenta comercial, perante o risco de incumprimento nos pagamentos. Os dados recolhidos pela área de research da empresa mostram que apenas 22% das operações B2B utilizam este recurso, percentagem que representa cerca de trinta pontos percentuais abaixo da média da região.
O inquérito realizado a negócios na área do B2B, mostra que os pagamentos em atraso naquele país afetam atualmente três em cada cinco empresas francesas, sendo que para 49% dos inquiridos os problemas de liquidez são a principal causa dos pagamentos em atraso. Isto reflete a vulnerabilidade das empresas ao fluxo de caixa apertado dos seus clientes. Assim, 38% destas sociedades apontam para dificuldades no planeamento do fluxo de caixa, enquanto 33% alertam que isso reduz a sua margem de liquidez. Além disso, 14% dos líderes inquiridos referem que o risco de não pagamento causa atrasos nos seus próprios pagamentos aos seus fornecedores.
No geral as empresas francesas não preveem uma melhoria no comportamento de pagamento nos próximos meses, sustentando assim uma abordagem mais conservadora na concessão de crédito.
O tecido empresarial francês não está otimista com o impacto do conflito no médio Oriente, com o aumento da inflação, com o agravamento do ambiente comercial e das condições financeira. A erosão da confiança empresarial tem impacto negativo no mercado interno, refere a Crédito y Caución, já que a preocupação vai além dos atrasos nos pagamentos. A preocupação com o aumento das insolvências, sobretudo dos seus fornecedores, é geral. São quase quatro em cada dez empresas que esperam que os níveis de insolvências aumentem ao longo do próximo ano. Além disso, os inquiridos receiam a descida das margens comerciais, devido à pr4essão contínua dos custos, ao limitado poder de fixação de preços e à moderação da procura.
No geral as empresas francesas não preveem uma melhoria no comportamento de pagamento nos próximos meses, sustentando assim uma abordagem mais conservadora na concessão de crédito. Este é concedido de forma seletiva e defensiva, e é gerido como uma exposição a conter, mais do que uma alavanca para o crescimento dos negócios.





