Seguro escolhe Cabo Verde para a primeira visita de Estado e reforça aposta na parceria económica

O Presidente da República, António José Seguro, iniciou esta terça-feira uma visita de Estado de três dias a Cabo Verde (até 23 de julho), a primeira do seu mandato e uma escolha que pretende reforçar a relevância política, económica e estratégica da relação entre os dois países. A chegada a Cabo Verde aconteceu ainda esta…
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Na sua primeira visita de Estado enquanto Presidente da República, António José Seguro escolheu Cabo Verde para sublinhar a importância estratégica da relação entre os dois países. A agenda de três dias é marcada por encontros políticos de alto nível, um fórum económico bilateral e iniciativas ligadas à economia azul, inovação e cooperação.
Economia

O Presidente da República, António José Seguro, iniciou esta terça-feira uma visita de Estado de três dias a Cabo Verde (até 23 de julho), a primeira do seu mandato e uma escolha que pretende reforçar a relevância política, económica e estratégica da relação entre os dois países.

A chegada a Cabo Verde aconteceu ainda esta segunda-feira, pelas 19h35 (hora de Lisboa). À chegada ao Aeroporto Internacional Nelson Mandela, na cidade da Praia, Seguro foi recebido para dar início a uma agenda que combina encontros institucionais, iniciativas económicas e projetos de cooperação. O primeiro dia incluiu a deposição de uma coroa de flores no Memorial Amílcar Cabral, uma cerimónia oficial de boas-vindas no Palácio Presidencial e uma reunião com o Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves.

António José Seguro foi distinguido com o Primeiro Grau da Ordem Amílcar Cabral, a mais elevada condecoração atribuída por Cabo Verde. Segundo o decreto presidencial publicado no boletim oficial do arquipélago, a distinção reconhece o compromisso do chefe de Estado português com o aprofundamento da parceria estratégica entre os dois países, bem como o seu percurso em defesa da democracia, da liberdade, da justiça social e da cooperação internacional.

Foto: Ana Rocha Nené/Presidência da República

No diploma, as autoridades cabo-verdianas sublinham ainda que Portugal e Cabo Verde continuam a aprofundar uma parceria centrada em áreas como a inovação, a economia azul, a ação climática, a ciência, a transição digital, a qualificação dos recursos humanos e o desenvolvimento sustentável.

A componente económica assume um papel central na deslocação. Na quarta-feira realiza-se, no auditório do Banco de Cabo Verde, um fórum económico Cabo Verde–Portugal, destinado a reforçar as relações empresariais e o investimento entre os dois países.

No mesmo dia, Seguro reúne-se também com o novo primeiro-ministro cabo-verdiano, Francisco Carvalho, líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), cuja vitória nas eleições legislativas de maio marcou uma mudança política no arquipélago.

Economia azul

Já na quinta-feira, o Presidente português desloca-se à ilha da Boa Vista para participar na abertura da V Conferência Internacional da Década do Oceano, dedicada ao tema “Economia Azul: Caminhos Sustentáveis”, colocando a gestão sustentável dos recursos marinhos entre as prioridades da cooperação bilateral.

O programa inclui igualmente visitas a projetos apoiados pela cooperação portuguesa, entre os quais o centro de hemodiálise do Hospital Agostinho Neto. Portugal participou também, no início deste ano, no apoio ao primeiro transplante renal realizado em Cabo Verde.

A visita decorre cerca de um ano após a deslocação de Marcelo Rebelo de Sousa ao arquipélago, em julho de 2025, para as comemorações dos 50 anos da independência cabo-verdiana, mas acontece num contexto político diferente. Além da eleição de um novo Governo, Cabo Verde prepara-se para eleições presidenciais marcadas para 15 de novembro, numa altura em que José Maria Neves ainda não anunciou se pretende candidatar-se a um segundo mandato.

A acompanhar o Presidente português estão a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Ana Isabel Xavier, e uma delegação parlamentar composta por representantes de sete forças políticas: Pedro Pinto (Chega), Paulo Núncio (CDS-PP), Ana Oliveira (PSD), Carlos Pereira (PS), Miguel Rangel (Iniciativa Liberal), Jorge Pinto (Livre) e Alfredo Maia (PCP).

com Lusa

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