Guerra comercial: 43% das empresas portuguesas estão a sofrer com os efeitos das tarifas

Uma em cada quatro empresas portuguesas estão a sofrer com a incerteza gerada pela evolução tarifária a nível internacional. A guerra comercial iniciada pelo executivo da Casa Branca, no início de 2025, está a ter impactos nas transações comerciais um pouco por todo o mundo. A Europa continua ainda com inúmeras situações por resolver face…
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Segundo um estudo da Iberinform e da Crédito Y Caución, quase metade das empresas portuguesas referem que a guerra comercial, com os aumentos das tarifas e taxa alfandegárias impostas pela Casa Branca, estão a impactar a sua atividade.
Economia

Uma em cada quatro empresas portuguesas estão a sofrer com a incerteza gerada pela evolução tarifária a nível internacional. A guerra comercial iniciada pelo executivo da Casa Branca, no início de 2025, está a ter impactos nas transações comerciais um pouco por todo o mundo. A Europa continua ainda com inúmeras situações por resolver face às ameaças dos Estados Unidos. Uma das batalhas atuais prende-se com a importação dos vinhos franceses, já que Donald Trump ameaça impor tarifas de 100% sobre o vinho e champanhe franceses, caso a França não acabe com o seu imposto sobre serviços digitais aplicado às empresas tecnológicas.

O agravamento dos custos relacionados com a guerra comercial pode atingir 25% das empresas, percentagem muito acima dos 12% apurados no último relatório, no outono do ano passado.

Segundo o Estudo de Gestão de Risco de Crédito em Portugal, realizado pela Iberinform e pela Crédito Y Caución, empresa de seguros de crédito e de exportação, 43% das empresas nacionais estão a sofrer os efeitos da guerra comercial, que afeta o custo dos seus produtos e as margens comerciais. Este agravamento dos custos pode atingir 25% das empresas, percentagem muito acima dos 12% apurados no último relatório, no outono do ano passado. Segundo os inquéritos, 3% das empresas afirmam mesmo estar à procura de novos parceiros comerciais para evitar o custo das tarifas.

As empresas nacionais acreditam que a incerteza do ambiente geopolítico é o principal desafio que enfrentam nas suas operações diárias. São cerca de 38% as empresas que apontam este fator como determinante, seguindo-se, na ordem de importância, os encargos burocráticos e regulamentares, com um total de 33% das respostas. Os atrasos nos pagamentos e os custos laborais, ambas com 31% das respostas são as barreiras seguintes, a par com a redução das margens comerciais, com 30%, a dificuldade em atrair novos clientes, com 25% e, para finalizar, o aumento da concorrência, que recolhe 20% das respostas.

 

Fonte: Iberinform/Crédito y Caución 

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