Comércio online: 63% dos consumidores aumentaram compras online nos dois últimos anos

A ConsumerChoice apresentou esta semana um novo estudo sobre o panorama do comércio eletrónico em Portugal, setor que tem vindo a crescer substancialmente desde a crise pandémica. Assim, o inquérito realizado pela empresa especialista em avaliação de marcas mostra que a confiança, a segurança e a experiência do utilizador são aspetos fundamentais nas decisões de compra online. Além disso, as…
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Segundo um estudo da ConsumerChoice sobre o ecommerce em Portugal, as compras online estão a conquistar a preferência dos consumidores nacionais. O preço mais competitivo, com promoções e descontos, é um fator determinante para finalizar a compra.
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A ConsumerChoice apresentou esta semana um novo estudo sobre o panorama do comércio eletrónico em Portugal, setor que tem vindo a crescer substancialmente desde a crise pandémica. Assim, o inquérito realizado pela empresa especialista em avaliação de marcas mostra que a confiança, a segurança e a experiência do utilizador são aspetos fundamentais nas decisões de compra online. Além disso, as compras online estão a consolidar a sua preferência junto dos consumidores nacionais: são cerca de 63% os inquiridos que afirmam ter aumentado as suas compras virtuais nos últimos dois anos. Além disso, 32% dos consumidores afirma realizar compras online com uma frequência mensal.

Este método de aquisição é escolhido não apenas pela comodidade e facilidade de utilização, mas também por fatores económicos, já que 73% dos entrevistados indicam que o preço competitivo é um fator determinante na compra e 71% refere que as promoções e os descontos são importantes na hora de comprar. O recurso a um comparador de preços para encontrar a melhor escolha é também uma prática comum para 51% dos participantes neste inquérito.

A segurança é um aspeto valorizado e sendo que 67% dos inquiridos desistem de certas lojas ou plataformas online, seja porque desconfiam dos preços demasiado baixos, seja pela ausência de informação institucional ou por apresentar métodos de pagamento pouco seguros.

O canal preferido dos portugueses para as compras online são os marketplace, que são a opção principal para 81% dos consumidores, seguido pelos sites oficiais das marcas que recolhem 54% das respostas. Os sites dos retalhistas com lojas físicas recolhem 41% das preferências, o que mostra que os compradores se sentem mais seguros em comprar em locais com maior reconhecimento. Moda e acessórios, com 64% e tecnologia e elétronica, com 54% são as categorias que dominam as compras online.

Relativamente à segurança do ecommerce, são 80% os inquiridos que afirmam nunca ter sido vítima de burla ou fraude, mas, no entanto, são quase metade aqueles que conhecem alguém que já passou por essa situação. Isto indica que os compradores têm noção dos riscos que correm. Daí que a segurança na hora de fazer o pagamento seja um aspeto valorizado e leva 67% dos inquiridos a desistir de certas lojas ou plataformas online, seja porque desconfiam dos preços demasiado baixos, pela ausência de informação institucional ou por apresentar métodos de pagamento pouco seguros.

Nassrin Majid, diretora-geral da ConsumerChoice, refere, em comunicado, a propósito do estudo realizado em Portugal que “Os dados mostram um consumidor cada vez mais racional, que procura o melhor preço e valoriza promoções, mas que não abdica da confiança no momento da decisão. Existe uma clara sensibilidade ao preço, porém também uma percepção de risco que influencia o comportamento. Nesse sentido, o comércio eletrónico cresce, mas cresce com exigência. E isso significa que hoje não basta ser competitivo, é preciso ser confiável.”

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