BYD quer tornar-se a maior fabricante automóvel do mundo até 2030

A fabricante automóvel chinesa BYD pretende tornar-se o maior produtor mundial de veículos até 2030, em termos de produção e de vendas, afirmou o fundador e presidente da empresa, Wang Chuanfu, durante a assembleia anual de acionistas. Citado hoje pelo portal económico chinês Yicai, Wang considerou que um “sistema tecnológico maduro” permitirá à BYD expandir…
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O fundador e presidente da BYD, Wang Chuanfu, afirmou, durante a assembleia anual de acionistas, que a fabricante automóvel chinesa pretende tornar-se o maior produtor mundial de veículos até 2030, em termos de produção e de vendas.
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A fabricante automóvel chinesa BYD pretende tornar-se o maior produtor mundial de veículos até 2030, em termos de produção e de vendas, afirmou o fundador e presidente da empresa, Wang Chuanfu, durante a assembleia anual de acionistas. Citado hoje pelo portal económico chinês Yicai, Wang considerou que um “sistema tecnológico maduro” permitirá à BYD expandir simultaneamente os mercados doméstico e internacional.

O responsável destacou que o mercado chinês continua pressionado por uma intensa guerra de preços e pela redução dos incentivos fiscais à compra de veículos elétricos. Após o lançamento de uma nova geração de baterias e de tecnologias de carregamento rápido, concebidas para responder aos principais desafios enfrentados pelos utilizadores de veículos elétricos, Wang prometeu a introdução de “muitas mais” tecnologias “novas e exclusivas” nos próximos dois anos.

Com sede na cidade de Shenzhen, no sul da China, a BYD deixou de fabricar veículos com motores de combustão em 2022 e ultrapassou a norte-americana Tesla como maior vendedora mundial de automóveis elétricos. Em 2025, as vendas globais da empresa aumentaram 8%, para cerca de 4,6 milhões de veículos, o que a colocou na quinta posição mundial do setor, ainda longe da japonesa Toyota, que vendeu mais de 10 milhões de unidades pelo quinto ano consecutivo, segundo o Yicai.

Wang Chuanfu, presidente da BYD afirma que o fabricante conseguiu construir uma imagem de marca premium nos mercados internacionais, prevendo que a empresa ultrapasse este ano a meta de 1,5 milhões de veículos vendidos no exterior.

Wang considerou que a atual conjuntura, marcada pela subida dos preços dos combustíveis devido à guerra no Irão e ao bloqueio do estreito de Ormuz, é favorável à BYD. A empresa foi afetada no primeiro trimestre pela redução das isenções fiscais concedidas por Pequim à compra de veículos elétricos, que passaram de 10% para 5%, com um limite máximo equivalente a 2.200 dólares (cerca de 1.900 euros). Como consequência, as vendas da BYD caíram 30% face ao mesmo período do ano anterior, para pouco mais de 700 mil unidades. No entanto, a recuperação registada nos dois meses seguintes fez com que o balanço dos primeiros cinco meses do ano fosse praticamente idêntico ao de 2025.

A desaceleração do mercado interno levou a BYD, à semelhança de outras fabricantes chinesas, a apostar na internacionalização para sustentar o crescimento. Em maio, as vendas da empresa no exterior aumentaram 81%, ultrapassando os 160 mil veículos, impulsionadas em parte pela produção local em países como Brasil, Tailândia e, futuramente, Hungria. Paralelamente, a empresa está a estudar um investimento de cerca de dois mil milhões de euros para instalar uma rede de 3.000 postos de carregamento ultrarrápido de 1.500 quilowatts na Europa até ao final do próximo ano, depois de já ter iniciado a instalação de estações na Alemanha e no Reino Unido.

Segundo Wang, a BYD conseguiu construir uma imagem de marca premium nos mercados internacionais, prevendo que a empresa ultrapasse este ano a meta de 1,5 milhões de veículos vendidos no exterior.

(Lusa) 

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