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	<title>Arte - Forbes Portugal: Mercado, Leilões e Coleções</title>
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	<description>A revista de líderes e de empreendedores com maior impacto no mundo dos negócios.</description>
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	<title>Arte - Forbes Portugal: Mercado, Leilões e Coleções</title>
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		<title>Retrato de Carlos V e Isabel de Portugal é a obra convidada nas Coleções Reais em Madrid</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Forbes Portugal Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 08:41:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Forbes Life]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Galeria das Coleções Reais em Madrid apresentou a sua nova obra convidada &#8220;Os imperadores Carlos V e Isabel de Portugal&#8221;, de Pedro Pablo Rubens, que estará exposta até 17 de janeiro de 2027. A obra de Rubens, datada de 1628 e que pertence à coleção da Fundação Casa de Alba, está habitualmente exposta no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Galeria das Coleções Reais em Madrid apresentou a sua nova obra convidada &#8220;Os imperadores Carlos V e Isabel de Portugal&#8221;, de Pedro Pablo Rubens, que estará exposta até 17 de janeiro de 2027.</p>
<p class="text-paragraph">A obra de Rubens, datada de 1628 e que pertence à coleção da Fundação Casa de Alba, está habitualmente exposta no Salão Flamengo do Palácio de Liria.</p>
<p class="text-paragraph">Rubens inspirou-se diretamente no retrato original pintado por Ticiano em 1548, por encomenda do imperador.</p>
<p class="text-paragraph">Assim, o retrato imperial do pintor flamengo constitui a única referência conservada do original de Ticiano, que desapareceu no incêndio do Alcázar de Madrid em 1734.</p>
<p class="text-paragraph">A encomenda foi feita a título póstumo, uma vez que Isabel de Portugal falecera em 1539.</p>
<p class="text-paragraph">Como Carlos não dispunha de um retrato que considerasse digno da memória dela, confiou ao mestre Ticiano a responsabilidade de preservar a lembrança de Isabel por meio de uma imagem idealizada, mais fiel às recordações do imperador do que aos traços reais da imperatriz.</p>
<p class="text-paragraph">No entanto, o retrato foi transferido para o quarto do rei no Alcázar de Madrid, depois de ter acompanhado o imperador durante os seus últimos anos em Yuste.</p>
<p class="text-paragraph">Foi no Alcázar que, devido ao incêndio de 1734, a obra de Ticiano se perdeu para sempre.</p>
<p class="text-paragraph">A perenidade deste retrato ao longo dos tempos deve-se ao trabalho de Rubens que, depois de visitar as coleções reais e as obras de Ticiano na sua primeira viagem diplomática à corte de Filipe IV, pintou o quadro que, a partir de quarta-feira, se encontra exposto na Galeria das Coleções Reais.</p>
<p class="text-paragraph">A obra destaca-se pelo contraste entre as vestes negras dos imperadores e a cor vermelha predominante na toalha de mesa e nas cortinas atrás das silhuetas, cortinas que se abrem para revelar o que parece ser a paisagem da Serra de Guadarrama.</p>
<p class="text-paragraph">No centro da mesa, um relógio simboliza a passagem do tempo, o tempo que Carlos V vive sem a mulher e o tempo que resta até a reencontrar.</p>
<p class="text-paragraph">Após a morte do pintor flamengo em 1640, a obra foi adquirida por Carlos I de Inglaterra e permaneceu no Reino Unido até ser comprada, em 1936, pelo 17.º Duque de Alba, Jacobo Fitz-James Stuart y Falcó, avô do atual duque.</p>
<p class="text-paragraph">O diretor das Coleções Reais, Víctor Cageao, agradeceu a colaboração da Fundação Casa de Alba por ter proporcionado à Sala dos Habsburgos (Sala de los Austrias, em espanhol) &#8220;uma peça fundamental para compreender a figura dos imperadores no quinto aniversário do seu casamento&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">A sua apresentação foi complementada por uma série de documentos da Biblioteca Real do Palácio Real, destinados a contextualizar a figura dos imperadores.</p>
<p class="text-paragraph">Entre eles, destacam-se vistas de Sevilha e Granada dessa época, cidades intimamente ligadas à celebração do casamento imperial e à lua-de-mel do casal, bem como uma gravura do túmulo da imperatriz e uma cédula real assinada pela mesma.</p>
<p><em>Lusa</em></p>
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		<title>Três obras de Renoir avaliadas em 9 M€ roubadas de museu em França. Ladrões ainda tentaram levar um quarto quadro</title>
		<link>https://www.forbespt.com/quatro-quadros-de-renoir-avaliados-em-9-me-roubados-de-museu-em-franca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Marmé]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 09:03:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Forbes Life]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quatro obras de arte foram roubadas hoje do Museu Renoir em Cagnes-sur-Mer, na Côte d&#8217;Azur, por dois homens, disse hoje o presidente da câmara da cidade do sudeste de França onde o pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir viveu. De acordo com a autarquia, as imagens das câmaras de segurança da cidade &#8220;os dois ladrões&#8221; puseram-se em fuga com quatro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quatro obras de arte foram roubadas hoje do Museu Renoir em Cagnes-sur-Mer, na Côte d&#8217;Azur, por dois homens, disse hoje o presidente da câmara da cidade do sudeste de França onde o pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir viveu.</p>
<p class="text-paragraph">De acordo com a autarquia, as imagens das câmaras de segurança da cidade &#8220;os dois ladrões&#8221; puseram-se em fuga com quatro obras de arte, sendo que uma das telas de Renoir foi abandonada durante a fuga.</p>
<p class="text-paragraph">O presidente da Câmara de Cagnes-sur-Mer, Bryan Masson, disse que as obras roubadas do museu-atelier foram avaliadas em nove milhões de euros.</p>
<p>Segundo a Franceinfo, as três obras roubadas foram &#8220;Madame Colonna Romano&#8221;, &#8220;A Jovem Mulher junto ao Poço&#8221; e &#8220;Coco a Ler&#8221;.</p>
<figure id="attachment_194794" aria-describedby="caption-attachment-194794" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-194794 size-full" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/09/imageye___-_imgi_18_6a9fc1a7b6a87450797965.png" alt="" width="750" height="309" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/09/imageye___-_imgi_18_6a9fc1a7b6a87450797965.png 750w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/09/imageye___-_imgi_18_6a9fc1a7b6a87450797965-600x247.png 600w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-194794" class="wp-caption-text">Os quadros &#8220;Madame Colonna Romano&#8221;, &#8220;A Jovem Mulher junto ao Poço&#8221; e &#8220;Coco a Ler&#8221;, de Auguste Renoir, foram os roubados do museu de Cagnes-sur-Mer (Alpes-Marítimos), a 8 de setembro de 2026.</figcaption></figure>
<p>A tela que foi encontrada no jardim foi &#8220;Retrato da Sra. Stephen Pichon&#8221;.</p>
<figure id="attachment_194795" aria-describedby="caption-attachment-194795" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-194795" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/09/imageye___-_imgi_17_6a9fc13d3578d370819839.jpg" alt="" width="750" height="854" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/09/imageye___-_imgi_17_6a9fc13d3578d370819839.jpg 750w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/09/imageye___-_imgi_17_6a9fc13d3578d370819839-600x683.jpg 600w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-194795" class="wp-caption-text">&#8220;Retrato da Sra. Stephen Pichon&#8221;, de Auguste Renoir, roubado do museu de Cagnes-sur-Mer (Alpes-Marítimos) e encontrado no jardim.</figcaption></figure>
<p class="text-paragraph">O alarme do museu disparou às 5:48 (4:48 em Lisboa) e, segundo o autarca, cinco minutos depois, a polícia municipal &#8220;já estava no local&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">Criado em 1960, o Museu Renoir, em Cagnes-sur-Mer, perto de Nice, está instalado na última residência do pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir (1841-1919).</p>
<p class="text-paragraph">Além do mobiliário original, o museu expõe objetos que pertenceram a Renoir — incluindo o cavalete e a cadeira de rodas —, bem como retratos e paisagens pintados pelo artista.</p>
<p class="text-paragraph">O roubo em Cagnes-sur-Mer ocorreu quase um ano depois do assalto de grande impacto no Louvre, o museu mais visitado do mundo, no centro de Paris.</p>
<p class="text-paragraph">Em poucos minutos, oito joias da Coroa de França desapareceram, incluindo o diadema da Imperatriz Eugénia, recuperado mais tarde bastante danificado.</p>
<p class="text-paragraph">O prejuízo foi estimado em 88 milhões de euros, segundo o <a href="https://www.forbespt.com/assalto-ao-louvre-conheca-as-oito-pecas-que-foram-roubadas-e-a-nona-que-os-ladroes-deixaram-cair-na-fuga/" target="_blank" rel="noopener">museu do Louvre</a>.</p>
<p class="text-paragraph">Desde então, o Ministério da Cultura francês transformou a segurança dos museus numa prioridade.</p>
<p class="text-paragraph">No final de julho, um colar de ouro pertencente ao Tesouro de Vix — datado da época celta e enterrado há 2500 anos na Borgonha, leste de França — foi roubado em plena manhã de um museu em Châtillon-sur-Seine, local que já tinha sido alvo de duas tentativas de roubo.</p>
<p class="text-paragraph">No início de julho, a norte de Estrasburgo (leste), ladrões levaram também peças de joalharia do Museu Lalique, em Wingen-sur-Moder.</p>
<p class="text-paragraph">O prejuízo estimado foi superior a 4,5 milhões de euros.</p>
<p class="text-paragraph">Num plano de 33 medidas divulgado em julho, o Ministério da Cultura recomendou, entre outras ações, a retirada temporária de determinadas peças dos expositores dos museus.</p>
<p class="text-paragraph">O objetivo foi &#8220;guardar, em locais adequados os objetos mais vulneráveis, enquanto se aguarda o reforço da segurança&#8221;, explicou na altura o ministério em comunicado.</p>
<p><em>com Lusa</em></p>
<p><em><strong>Leia também:</strong></em></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="VUG7VnLA0v"><p><a href="https://www.forbespt.com/assaltos-a-museus-mais-violentos-podem-indiciar-novo-perfil-de-criminosos/">Assaltos a museus mais violentos podem indiciar novo perfil de criminosos</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="“Assaltos a museus mais violentos podem indiciar novo perfil de criminosos” — Forbes Portugal" src="https://www.forbespt.com/assaltos-a-museus-mais-violentos-podem-indiciar-novo-perfil-de-criminosos/embed/#?secret=yR5UC6Dwnh#?secret=VUG7VnLA0v" data-secret="VUG7VnLA0v" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
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		<title>Joalharia contemporânea: Lisboa recebe Bienal a partir de 19 de setembro</title>
		<link>https://www.forbespt.com/joalharia-contemporanea-lisboa-recebe-bienal-a-partir-de-19-de-setembro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Marmé]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2026 14:02:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Forbes Life]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como nos relacionamos com o mundo que habitamos e com tudo aquilo que o constitui? É a partir desta pergunta que a PIN – Associação Portuguesa de Joalharia Contemporânea em parceria com o MUDE – Museu do Design apresentam Coexistências / Coexistences, a 3.ª Bienal de Joalharia Contemporânea de Lisboa. A Bienal de Joalharia Contemporânea [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Como nos relacionamos com o mundo que habitamos e com tudo aquilo que o constitui? É a partir desta pergunta que a PIN – Associação Portuguesa de Joalharia Contemporânea em parceria com o MUDE – Museu do Design apresentam Coexistências / Coexistences, a 3.ª Bienal de Joalharia Contemporânea de Lisboa.</p>
<blockquote><p>A Bienal de Joalharia Contemporânea regressa à capital para explorar, através da joalharia, as relações entre o ser humano, a matéria e os diferentes mundos que partilhamos.</p></blockquote>
<p>De 19 a 27 de setembro de 2026, com inauguração oficial a 24 de setembro, a programação da Bienal de Joalharia Contemporânea de Lisboa reúne artistas, curadores, investigadores e profissionais nacionais e internacionais, entre exposições, encontros e outros momentos de reflexão.</p>
<p>O programa distribui-se por três espaços centrais de Lisboa: MUDE, Convento dos Cardaes e Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual.</p>
<p>“A 3.ª Bienal de Joalharia Contemporânea de Lisboa propõe a joalharia como um lugar de reflexão sobre a complexa teia de relações que nos liga à Terra, convocando a beleza como possibilidade de encontro entre diferentes realidades”, avança a organização: “A Bienal pretende questionar as diferentes formas de habitar e partilhar o mundo: é um convite a repensar o lugar do humano e a imaginar novas formas de coexistência com o outro: culturas, espécies e ecossistemas”, explica Marta Costa Reis, presidente da direção da PIN. “Entre utopias e diferentes sistemas de conhecimento, os artistas são convidados a imaginar outros futuros, num diálogo que atravessa os mundos mineral, vegetal, animal, digital, espiritual e artificial”, refere a organização.</p>
<blockquote><p>A Bienal apresenta um programa multidisciplinar que inclui exposições, instalações, conferências, workshops e diversas iniciativas dirigidas não só aos profissionais do setor como ao público em geral.</p></blockquote>
<p>No MUDE, a exposição “Coexistências – A Joalharia e a Beleza do Mundo”, com curadoria de Marta Costa Reis e Patrícia Domingues, dá corpo ao tema central da edição. O museu organiza, igualmente, a Exposição da Coleção de Joalharia Contemporânea de Tereza Seabra, composta por cerca de 300 peças reunidas ao longo de mais de meio século e agora doadas ao Município de Lisboa/MUDE, bem como o colóquio internacional da Bienal, que reúne investigadores, curadores e artistas nos dias 25 e 26 de setembro.</p>
<blockquote><p>“Pretendemos continuar a posicionar a joalharia em diálogo com o património, o design, as artes visuais e diferentes áreas do conhecimento&#8221;, diz Marta Costa Reis, presidente da direção do PIN – Associação Portuguesa de Joalharia Contemporânea.</p></blockquote>
<p>O Convento dos Cardaes, no coração do Príncipe Real, acolhe a exposição coletiva internacional “O que nos cega / What Makes Us Blind”, que parte do ouro para interrogar as noções de valor e preciosidade e os custos da extração de materiais na joalharia contemporânea. Entre 25 e 27 de setembro, o claustro recebe ainda a Jewellery Room, reunindo seis galerias portuguesas e internacionais, com peças em exposição e para aquisição. Já no dia 27 termina com uma homenagem à vida e obra de Maria da Conceição Moura Borges, Kukas, pioneira da joalharia contemporânea portuguesa.</p>
<p>A atribuição do prémio da Bienal, dia 25 fica a cargo de um júri internacional composto por Constança Entrudo, Jimena Rios e Marina Elenskaya.</p>
<h3>Seis escolas internacionais presentes</h3>
<p>Os organizadores sublinham ainda que a dimensão pedagógica da Bienal encontra também no Ar.Co, um dos seus principais palcos, com uma exposição que reúne seis escolas internacionais de joalharia contemporânea – do Brasil à Noruega, com curadoria de Catarina Silva, diretora do Departamento de Joalharia do Ar.Co. O programa completa-se com masterclasses orientadas pelos artistas Ted Noten e Sofia Björkman. “Pretendemos continuar a posicionar a joalharia em diálogo com o património, o design, as artes visuais e diferentes áreas do conhecimento. A Bienal procura ampliar o lugar desta disciplina no panorama cultural contemporâneo, valorizando simultaneamente a projeção dos seus criadores e afirmando a joalharia como uma das áreas mais dinâmicas das indústrias culturais e criativas”, revela Marta Costa Reis, finalizando: “Esta visão passa, naturalmente, por consolidar Lisboa como referência no circuito internacional da joalharia contemporânea.”</p>
<p>A 3.ª Bienal de Joalharia Contemporânea de Lisboa prolonga-se com um extenso programa de eventos paralelos, que agrega mais de 25 exposições e iniciativas em galerias, museus, igrejas e outros espaços da cidade.</p>
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		<title>Assinaturas de van Gogh permitem perceber relação do artista com a sua obra, revela estudo</title>
		<link>https://www.forbespt.com/assinaturas-de-van-gogh-permitem-perceber-relacao-do-artista-com-a-sua-obra-revela-estudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Portugal Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2026 11:17:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Forbes Life]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A presença da assinatura Vincent em menos de um quinto dos quadros de Vincent van Gogh permite perceber a relação do artista com a sua obra, segundo o estudo &#8220;Simplesmente Vincent&#8221;, publicado pelo Museu van Gogh, em Amesterdão. Realizado pela investigadora Julia Engelmayer e datado de abril deste ano, o estudo &#8220;Simply &#8216;Vincent&#8217;- An overview [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A presença da assinatura Vincent em menos de um quinto dos quadros de Vincent van Gogh permite perceber a relação do artista com a sua obra, segundo o estudo &#8220;Simplesmente Vincent&#8221;, publicado pelo Museu van Gogh, em Amesterdão.</p>
<p class="text-paragraph">Realizado pela investigadora Julia Engelmayer e datado de abril deste ano, o estudo &#8220;Simply &#8216;Vincent&#8217;- An overview of Van Gogh&#8217;s signed paintings&#8221; (&#8220;Simplesmente &#8216;Vincent&#8217; &#8211; Uma visão geral sobre as pinturas assinadas por van Gogh&#8221;) defende que a presença ou ausência de assinatura nos quadros, assim como a cor em que é feita permitem abrir &#8220;uma pequena janela&#8221; para a compreensão de van Gogh e da relação que mantinha com o seu trabalho.</p>
<p class="text-paragraph">Por vezes vermelha e bem visível, outras vezes discreta ou escondida entre pinceladas, a assinatura Vincent &#8211; ou a abreviatura Vt &#8211; surge em apenas 133 dos 840 quadros de Vincent van Gogh (1853-1890), representando pouco mais de 15% do total da sua produção artística, feita nos seus dez últimos anos de vida.</p>
<p class="text-paragraph">Orgulho, amizade, equilíbrio composicional ou motivos puramente comerciais aparentam estar na base da opção de van Gogh, de acordo com o estudo.</p>
<p class="text-paragraph">A investigadora Julia Engelmayer, antiga curadora do Museu van Gogh, no âmbito da sua tese de mestrado, reuniu as assinaturas numa base de dados e analisou-as por cor, forma, posição e visibilidade, associando a análise da grafia do pintor. Recorreu ainda a documentação do artista, como a correspondência com o irmão Theo.</p>
<p class="text-paragraph">As assinaturas de van Gogh já tinham sido estudadas em 2013 pela curadora Marieke Jooren, em &#8220;Van Gogh&#8217;s Finishing Touches&#8221;, mas as questões então levantadas exigiam uma abordagem mais abrangente, como a quantificação das telas, uma análise dos diferentes estilos de caligrafia e o contexto das obras, defende Englemayer na introdução do estudo divulgado.</p>
<p class="text-paragraph">Ao contrário do uso generalizado, no final do século XIX, de assinar com o apelido, van Gogh optava sempre pelo primeiro nome. Segundo a investigadora, a opção prendia-se com a atividade de van Gogh em França: Vincent não oferecia dificuldades de pronúncia, por oposição ao apelido neerlandês.</p>
<p class="text-paragraph">Numa missiva de março de 1888, dirigia a Theo, van Gogh pediu que o seu nome aparecesse publicamente tal como o escrevia nas telas: &#8220;Vincent e não van Gogh&#8221;, pela &#8220;excelente razão&#8221; de que as pessoas não conseguiriam pronunciar o apelido.</p>
<p class="text-paragraph">Van Gogh, segundo Julia Englemayer, rompeu também com as convenções em relação à cor, utilizando cores vibrantes como o vermelho, que se encontra na assinatura de pelo menos 75 quadros. Foi o caso de &#8220;Marine Landscape near Les Saintes-Maries-de-la-Mer&#8221; (1888), porque, como explicou a Theo, precisava de &#8220;uma nota vermelha no verde&#8221; da paisagem.</p>
<p class="text-paragraph">Julia Engelmayer recorda que o pintor, que só começou a assinar os seus quadros em 1884, era muito crítico quanto à sua obra e considerava grande parte do seu trabalho como exercícios ou estudos preparatórios.</p>
<p class="text-paragraph">A frequência das assinaturas aumentou durante a permanência em Paris, acompanhando ambições comerciais, defende a investigadora, e manteve-se elevada no início da estada em Arles.</p>
<p class="text-paragraph">Engelmayer afirma que as cartas de van Gogh mostram que assinava pinturas de que se orgulhava particularmente, como &#8220;The Potato Eaters&#8221; (1885), que considerava a sua primeira obra-prima: escreveu &#8220;Vincent&#8221; no encosto de uma cadeira, embora a assinatura seja agora quase invisível.</p>
<p class="text-paragraph">Assinava também obras destinadas a familiares, amigos ou a trocas com outros artistas, embora um caso singular seja &#8220;Three Pairs of Shoes&#8221; (1886), trocada com o pintor australiano John Russell, que contém duas assinaturas: uma pequena, ao estilo de van Gogh, e uma maior com caligrafia semelhante à de Russell &#8211; o que sugere que o pintor australiano pode ter acrescentado a assinatura mais visível.</p>
<p class="text-paragraph">A frequência das assinaturas diminuiu nos últimos anos da vida de van Gogh, sobretudo após o seu internamento no sanatório de Saint-Rémy, em 1889. Durante os seus últimos meses em Auvers-sur-Oise, acrescentou Vincent a apenas uma tela: o retrato de Adeline Ravoux, que ofereceu à jovem modelo, nota a investigadora.</p>
<p class="text-paragraph">Numa carta de 1888 endereçada a Theo, van Gogh escreveu: &#8220;Tinha começado a assinar as minhas pinturas, mas depressa parei. Parecia-me demasiado sem sentido&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">Julia Engelmayer conclui que não existe uma explicação isolada para Vincent van Gogh assinar ou não os seus quadros, prendendo-se antes com orgulho, amizade, aspirações comerciais ou razões puramente composicionais. Mas a sua relação com o ato de assinar ou não, conclui, &#8220;abre uma pequena janela&#8221; para a forma como vivia a pintura.</p>
<p><em>Lusa</em></p>
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		<title>Museu do Caramulo prolonga exposição “White Box #1: Intervalos” até 18 de outubro</title>
		<link>https://www.forbespt.com/museu-do-caramulo-prolonga-exposicao-white-box-1-intervalos-ate-18-de-outubro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Marmé]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Aug 2026 11:04:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Forbes Life]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Museu do Caramulo prolongou a exposição “White Box #1: Intervalos” até 18 de outubro, passando a integrar a programação de outono do museu e oferecendo uma oportunidade adicional para conhecer este projeto artístico. Com curadoria de José Maçãs de Carvalho, “White Box #1: Intervalos” assinala a conclusão da primeira de três residências artísticas que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Museu do Caramulo prolongou a exposição “<a href="https://www.forbespt.com/caramulo-inaugura-exposicao-temporaria-obras-originais-foram-produzidas-no-local/" target="_blank" rel="noopener">White Box #1: Intervalos</a>” até 18 de outubro, passando a integrar a programação de outono do museu e oferecendo uma oportunidade adicional para conhecer este projeto artístico.</p>
<p>Com curadoria de José Maçãs de Carvalho, “White Box #1: Intervalos” assinala a conclusão da primeira de três residências artísticas que compõem o ciclo White Box. A exposição reúne obras originais de Catarina Leitão, Fabrizio Matos, Daniela Krtsch e João Fonte Santa, criadas no âmbito destas residências e concebidas exclusivamente para este projecto.</p>
<p>Inspirada nos antigos Cabinets of Curiosities dos séculos XVI e XVII, considerados os precursores dos primeiros museus modernos, a exposição propõe uma leitura contemporânea da descoberta, da multiplicidade e do fascínio pelo raro. Ao longo do percurso, o visitante encontra obras que estabelecem novas relações entre objetos, ideias e narrativas, num convite à curiosidade e à reflexão.</p>
<p>A exposição, que conta também com um catálogo que reúne e documenta as obras e o conceito curatorial, pode ser visitada diariamente no Museu do Caramulo, até 18 de outubro.</p>
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		<title>&#8220;As grandes coleções de arte fizeram-se por pessoas que têm capacidade de ver para além dos números&#8221;</title>
		<link>https://www.forbespt.com/as-grandes-colecoes-de-arte-fizeram-se-por-pessoas-que-tem-capacidade-de-ver-para-alem-dos-numeros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Marmé]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 11:13:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Forbes Life]]></category>
		<category><![CDATA[Investimento]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ARCOlisboa é a principal feira internacional de arte contemporânea em Portugal que vai para a 9ª edição, fazendo de Lisboa um ponto de encontro para colecionadores, galeristas, artistas e profissionais do setor quer nacionais, quer internacionais. A feira decorre na Cordoaria Nacional entre os dias 28 e 31 de maio, estando previstos, neste momento, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ARCOlisboa é a principal feira internacional de arte contemporânea em Portugal que vai para a 9ª edição, fazendo de Lisboa um ponto de encontro para colecionadores, galeristas, artistas e profissionais do setor quer nacionais, quer internacionais.</p>
<p>A feira decorre na Cordoaria Nacional entre os dias 28 e 31 de maio, estando previstos, neste momento, mais de 450 artistas e 83 galerias de 17 países.</p>
<p>À Forbes Portugal, Rita Sousa Tavares, coordenadora local da ARCOlisboa, fala do evento deste ano, do peso financeiro do mercado da arte contemporânea e do tipo de compradores de arte que procuram Lisboa para fazer as suas aquisições.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-187425" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/698494566_1518900563125523_542991781079016248_n-960x640.jpg" alt="" width="960" height="640" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/698494566_1518900563125523_542991781079016248_n-960x640.jpg 960w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/698494566_1518900563125523_542991781079016248_n-1920x1280.jpg 1920w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/698494566_1518900563125523_542991781079016248_n-768x512.jpg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/698494566_1518900563125523_542991781079016248_n-1536x1024.jpg 1536w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/698494566_1518900563125523_542991781079016248_n-1200x800.jpg 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/698494566_1518900563125523_542991781079016248_n-600x400.jpg 600w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/698494566_1518900563125523_542991781079016248_n.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p><strong>A ARCOlisboa começou como uma aposta cultural e tornou-se também uma plataforma económica. Hoje, qual é o verdadeiro peso financeiro do mercado da arte contemporânea em Portugal?<br />
</strong>É muito difícil de aferir em números redondos e qualquer tentativa minha seria sempre por sugestão. Existe uma lacuna em termos de dados de desempenho financeiro para a representação da cultura em Portugal e em particular no setor das vendas de arte. Ou seja, o impacto da arte contemporânea não pode ser apenas valorizado pelo valor tangível.</p>
<p>A ARCOlisboa tem um impacto estratégico no setor do mercado da arte que se reflete numa projeção global de Portugal e dos artistas portugueses. É sem dúvida o principal, ou um dos principais, instrumentos de promoção internacional de Lisboa como capital de arte contemporânea, atrai turismo cultura, que é o mais qualificado e aquele com maior impacto económico.  Por outro lado, funciona como um agente no setor, sendo sem dúvida um dos principais catalisadores que estimulou a abertura de novas galerias em Portugal na última década e atraiu outros eventos contribuindo para um ecossistema mais robusto, profissional e internacionalizado. Por fim, contribuiu para incentivar um investimento mais focado na área artística institucional de arte e, ano após ano, introduz novos visitantes nacionais e internacionais aos museus e galerias do país.</p>
<blockquote><p>&#8220;A ARCOlisboa atrai turismo cultura, que é o mais qualificado e aquele com maior impacto económico&#8221;</p></blockquote>
<p>Voltando ao peso financeiro das vendas, no caso da ARCOlisboa, o valor total de vendas das galerias é reservado. O que sabemos é que existe uma consistência na participação das galerias ao longo destes anos e isso serve por si só de barómetro e indicador, assim como o aumento do número de galerias, de espaços artísticos, de prémios corporativos de aquisição, prémios de colecionismo. Tudo isso prova o aumento do investimento em arte contemporânea no mercado português.</p>
<p>Para perceber mais sobre a dinâmica do peso financeiro do mercado da arte contemporânea e daí retirar a leitura possível para Portugal, é importante ler anualmente o relatório da UBS em parceria com a Art Basel – <em>The Art Basel and the UBS Global Art Market Report</em>. Basicamente, o ano de 2025 foi de recuperação, depois de uma queda violenta que se fez sentir em 2023 e 2024. O mercado de arte global apresentou um aumento de 4% nas vendas globais em 2025 para um total estimado de 59,6 mil milhões de dólares, mas este valor continua abaixo do pico de 67,8 mil milhões de dólares atingido em 2022, e como sabemos, o mercado está a operar num contexto geopolitico instável ou volátil,  pelo que a recuperação pode demorar algum tempo.</p>
<blockquote><p>&#8220;O mercado de arte global apresentou um aumento de 4% nas vendas globais em 2025 para um total estimado de 59,6 mil milhões de dólares&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>O perfil do colecionador mudou nos últimos anos? É português ou é estrangeiro?<br />
</strong>Eu diria que continua a ser sobretudo português, mas começamos sem dúvidas a contar com coleções de arte de expats muito interessantes em Portugal. Brasileiros, franceses, belgas, americanos, turcos e até canadianos. Todos os anos escolhemos um conjunto de coleções privadas em Lisboa para visitarmos durante a ARCOlisboa com o grupo de colecionadores internacionais de arte que a feira convida, disponibilizando voos, hotel e um programa artístico intenso para além da visita à feira, neste programa têm aparecido cada vez mais casas estrangeiras o que enriquece muitíssimo o panorama, não só em termos de artistas representados, como em termos de experiência de colecionismo.</p>
<p><strong>Estamos perante compradores mais passionais ou mais investidores atentos ao potencial de valorização das obras?</strong><br />
Não conheço ninguém que compre arte apenas pelo seu potencial de valorização. Primeiro vem a empatia, a ligação à peça, primeiro vem a paixão. Quem compra arte gosta de arte e quer viver com a peça que adquire, ou tê-la no seu acervo ou coleção; caso contrário, provavelmente apostaria noutro tipo de investimento financeiro. Dito isto, os compradores tendem a ter uma atitude ponderada. Pelos menos os que conheço.</p>
<p>Na feira, assisto frequentemente à pergunta feita aos galeristas, sobretudo por parte dos compradores menos experientes, quando já se apaixonaram pela peça, já tomaram a decisão e estão a querer fechar o negócio: &#8220;Acha que isto se vai valorizar?&#8221;, mas sinto que é quase um conforto final para justificar a compra.</p>
<blockquote><p>&#8220;Quem compra arte gosta de arte e quer viver com a peça que adquire, ou tê-la no seu acervo ou coleção; caso contrário, provavelmente apostaria noutro tipo de investimento financeiro&#8221;.</p></blockquote>
<p>Depois, há os compradores informados, que fazem o trabalho de casa e conhecem o contexto e o percurso dos artistas. Esses sabem que certos nomes lhes dão mais segurança, mas muitas vezes apostam no desconhecido e nos artistas mais emergentes. O que noto é que há cada vez mais compradores bem informados, naturalmente porque hoje há acesso a muito mais informação.</p>
<p>Se olharmos para trás percebemos que as grandes coleções mundiais de arte fizeram-se com apostas em artistas emergentes que estavam a começar, com muita paixão, e não apenas em apostas racionais e “seguras”. As grandes coleções de arte fizeram-se por pessoas que têm capacidade de ver para além dos números.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-187427" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/fotosdwafsdd-960x501.jpg" alt="" width="960" height="501" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/fotosdwafsdd-960x501.jpg 960w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/fotosdwafsdd-1920x1001.jpg 1920w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/fotosdwafsdd-768x401.jpg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/fotosdwafsdd-1536x801.jpg 1536w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/fotosdwafsdd-1200x626.jpg 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/fotosdwafsdd-600x313.jpg 600w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/fotosdwafsdd.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p>A verdade é que quem compra uma peça de arte com paixão raramente se arrepende; arrependem-se mais os que compram apenas por investimento. Viver com arte de que gostamos, que nos faz questionar e que enriquece o nosso dia a dia, o nosso imaginário e o dos nossos filhos, é muito mais gratificante do que assistir à valorização financeira de um investimento. Os dividendos retirados da convivência diária com a arte não podem por isso ser subestimados nesta equação.</p>
<blockquote><p>&#8220;Se olharmos para trás percebemos que as grandes coleções mundiais de arte fizeram-se com apostas em artistas emergentes que estavam a começar, com muita paixão, e não apenas em apostas racionais&#8221;.</p></blockquote>
<p><strong>Que tipo de colecionadores internacionais estão hoje a olhar para Portugal? Há nacionalidades ou perfis de investidores particularmente ativos nesta edição da ARCOlisboa?<br />
</strong>Sim, colecionadores belgas, brasileiros e espanhóis. São as principais nacionalidades dos colecionadores internacionais que sabemos de antemão que visitarão a ARCOlisboa este ano.</p>
<p><strong>A arte contemporânea tornou-se um ativo. O mercado português já acompanha essa lógica mais financeira?<br />
</strong>Nos termos descritos em cima, acho que sim. Temos artistas portugueses muito bons e muito valorizados internacionalmente.</p>
<blockquote><p>&#8220;Quem compra uma peça de arte com paixão raramente se arrepende; arrependem-se mais os que compram apenas por investimento&#8221;.</p></blockquote>
<p><strong>Há hoje uma nova geração de colecionadores portugueses? Se sim, que diferenças existem entre os colecionadores mais antigos e os compradores mais jovens que entram agora no mercado?</strong><br />
Começa a haver sim. Há sinais claros do surgimento de uma nova geração de colecionadores/compradores de arte em Portugal, embora este movimento esteja numa fase inicial.</p>
<p>Os grandes colecionadores de arte portugueses, da geração que tem hoje entre 60 e 80 anos, são na sua maioria homens, frequentemente empresários com poder de compra.</p>
<p>A nova geração de compradores de arte tem um perfil mais diversificado em termos de género e origem, incluindo jovens profissionais e expats, são no fundo o reflexo da evolução da sociedade portuguesa como um todo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-187428" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/imageye___-_imgi_59_bandera-arcolisboa-v2-960x823.jpeg" alt="" width="960" height="823" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/imageye___-_imgi_59_bandera-arcolisboa-v2-960x823.jpeg 960w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/imageye___-_imgi_59_bandera-arcolisboa-v2-1920x1646.jpeg 1920w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/imageye___-_imgi_59_bandera-arcolisboa-v2-768x658.jpeg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/imageye___-_imgi_59_bandera-arcolisboa-v2-1536x1317.jpeg 1536w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/imageye___-_imgi_59_bandera-arcolisboa-v2-2048x1756.jpeg 2048w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/imageye___-_imgi_59_bandera-arcolisboa-v2-1200x1029.jpeg 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/imageye___-_imgi_59_bandera-arcolisboa-v2-600x514.jpeg 600w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p>A ARCOlisboa tem investido muito na divulgação da feira junto dos jovens e de há três anos para cá, com o apoio do Ministério da Cultura, abrimos as portas da feira de forma completamente gratuita a todos os jovens até aos 25 anos. Isto é importante porquê? Porque estamos a apostar no futuro e na sustentabilidade deste setor. Estes jovens serão os colecionadores, curadores, artistas, galeristas diretores dos museus e os empresários deste mercado amanhã. É fundamental que as gerações se renovem, e só através da promoção do gosto de ver arte se consegue renovar esta geração.</p>
<p>As novas gerações não começam a comprar arte só porque sim, ou só porque está na moda, não, elas têm que ser lavadas, convidadas, seduzidas, contextualizadas, têm que ver, ver e ver, têm que ter contacto com este mercado. Em Portugal e pelo mundo fora.</p>
<p>Não é por acaso que as galerias mais jovens e mais inovadores estão a ter um bom desempenho a nível de vendas, é porque elas sabem comunicar com as novas gerações.</p>
<blockquote><p>&#8220;Abrimos as portas da feira de forma completamente gratuita a todos os jovens até aos 25 anos. Isto é importante porquê? Estes jovens serão os colecionadores, curadores, artistas, galeristas diretores dos museus e os empresários deste mercado amanhã&#8221;.</p></blockquote>
<p><strong>Este ano, a ARCOlisboa está prevista ter, neste momento, 83 galerias de 17 países. O que torna Lisboa atrativa para o circuito global da arte contemporânea neste momento?</strong><br />
A cidade está sem dúvida a viver um período de grande dinamismo, alimentado pela chegada de uma nova onda de residentes internacionais, mas também de um turismo mais qualificado.</p>
<p>Este novo público, composto por profissionais de tecnologia, nómadas digitais, reformados com poder de compra e empresários estrangeiros, está a injetar um novo poder de compra e interesse no mercado artístico local.</p>
<p>Basta ver o público que vai hoje às inaugurações das galerias em Lisboa, galerias essas, que em alguns casos são estrangeiras e estão aqui estabelecidas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-187430" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/imageye___-_imgi_47_1-960x640.jpeg" alt="" width="960" height="640" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/imageye___-_imgi_47_1-960x640.jpeg 960w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/imageye___-_imgi_47_1-768x512.jpeg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/imageye___-_imgi_47_1-1536x1024.jpeg 1536w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/imageye___-_imgi_47_1-1200x800.jpeg 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/imageye___-_imgi_47_1-600x400.jpeg 600w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/imageye___-_imgi_47_1.jpeg 1920w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p>No que toca à ARCOlisboa, desde 2016, ela é intencionalmente, muito mais do que uma feira de arte e de um evento concentrado na Cordoaria Nacional. É uma celebração da arte na cidade e um motor que muito tem contribuído para ativar todo a ecossistema artístico. Assim, como já tem vindo a acontecer em articulação com as principais instituições culturais lisboetas, a par da feira concebemos um programa paralelo dirigido a convidados nacionais e estrangeiros, que inclui inaugurações, visitas a exposições, coleções privadas, jantares, e outras atividades.</p>
<p>A ARCOlisboa converteu-se numa verdadeira art week, e a par dos conteúdos das galerias representadas, a feira conta com um programa intenso de conversas sobre arte – aberto a todo o público de forma gratuita, duas grandes exposições, em cada um dos torreões, uma área toda reservada a edições de arte, entre muitas outras atividades.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>The post <a href="https://www.forbespt.com/as-grandes-colecoes-de-arte-fizeram-se-por-pessoas-que-tem-capacidade-de-ver-para-alem-dos-numeros/">&#8220;As grandes coleções de arte fizeram-se por pessoas que têm capacidade de ver para além dos números&#8221;</a> appeared first on <a href="https://www.forbespt.com">Forbes Portugal</a>.</p>
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		<title>A ilha púrpura de Manuel João Vieira: as notas e paisagens do artistas estão no MAAT</title>
		<link>https://www.forbespt.com/a-ilha-purpura-de-manuel-joao-vieira-as-notas-e-paisagens-do-artistas-estao-no-maat/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Marmé]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 10:49:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Forbes Life]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Manuel João Vieira é uma referência da cena cultural e artística portuguesa, com um envolvimento periódico na política, a cada cinco anos, quando há eleições presidenciais e anuncia a sua candidatura. Fundador e vocalista dos “Ena Pá 2000” e dos “Irmãos Catita”, Manuel João Vieira estudou na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, tendo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Manuel João Vieira é uma referência da cena cultural e artística portuguesa, com um envolvimento periódico na política, a cada cinco anos, quando há <a href="https://www.forbespt.com/presidenciais-campanha-arranca-este-domingo-com-recorde-de-11-candidatos/" target="_blank" rel="noopener">eleições presidenciais</a> e anuncia a sua candidatura.</p>
<p>Fundador e vocalista dos “Ena Pá 2000” e dos “Irmãos Catita”, Manuel João Vieira estudou na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, tendo também uma vertente ligada às artes plásticas e pintura.</p>
<p>É a faceta de Manuel João Vieira como pintor que levou a Fundação EDP a estrear esta quarta-feira, dia 20 de maio, a exposição “Manuel João Vieira – A ilha púrpura: notas e paisagens”, no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Belém, Lisboa.</p>
<p>A “Ilha púrpura: notas e paisagem” reúne no MAAT Gallery cerca de 50 obras de Manuel João Vieira: pintura – nomeadamente algumas telas de grande dimensão –, desenho e um núcleo de escultura. As obras datam entre a década de 80 do século XX até à atualidade, com várias pinturas e desenho feito já este ano, e um conjunto de esculturas satíricas.</p>
<blockquote><p>As obras de Manuel João Vieira estão presentes em coleções como a Coleção Elídio Pinho, Fundação de Serralves, Coleção de Arte Fundação EDP, Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e Centro de Arte Moderna – Fundação Calouste Gulbenkian, entre outras.</p></blockquote>
<p>A exposição tem curadoria de João Pinharanda que explica, em comunicado, que as obras de Manuel João Vieira &#8220;revelam uma clara vocação figurativa através da qual se desenvolvem narrativas&#8221;: “As suas telas surgem povoadas de figuras, símbolos e soluções de composição que usam a cultura greco-romana e citam os últimos séculos da história da pintura ocidental (maneirismo, barroco e rococó, romantismo e simbolismo, pintura metafísica ou surrealismo) até se encontrarem com a vocação eclética que o chamado ‘regresso à pintura’ definiu como uma das linhas mais significativas da sua geração”.</p>
<figure id="attachment_187457" aria-describedby="caption-attachment-187457" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-187457 size-large" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/MJV-3-1920x1280.jpg" alt="" width="1920" height="1280" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/MJV-3-1920x1280.jpg 1920w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/MJV-3-960x640.jpg 960w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/MJV-3-768x512.jpg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/MJV-3-1536x1024.jpg 1536w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/MJV-3-2048x1366.jpg 2048w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/MJV-3-1200x800.jpg 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/MJV-3-600x400.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /><figcaption id="caption-attachment-187457" class="wp-caption-text">Vista da exposição Manuel João Vieira – A ilha púrpura: notas e paisagens. MAAT, 2026. Foto: Bruno Lopes</figcaption></figure>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-187457" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/MJV-3.jpg" alt="" width="1" height="1" /><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-187457" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/MJV-3.jpg" alt="" width="1" height="1" /></p>
<p>Ainda de acordo com a curadoria da exposição, “a sua obra é provocadora na técnica, nas cores, na mistura dos tempos formais, na densa figuração e seres bizarros, nas narrativas que sugere, nas composições inesperadas. A água surge como elemento unificador da maioria das obras (navios, marinheiros, sereias, riachos, lagos e mares), ocupando planos importantes em cada imagem, sustentando ou preenchendo espaços de ligação entre as cenas”.</p>
<blockquote><p>&#8220;Manuel João Vieira – A ilha púrpura: notas e paisagens&#8221; abre ao público de 20 de maio a 7 de setembro, no MAAT.</p></blockquote>
<p>Ainda no comunicado em que é apresentada a exposição, é referido que as obras que estão patentes &#8220;surgem como pinturas palacianas, murais e decorativas, sugerindo elementos de cenografias e perspetivas teatrais&#8221;, como &#8220;metáforas dos tantos papéis que o próprio artista representa, vindo também à boca de cena como performer musical e como político que entende ‘todo o mundo como um palco’ para o comentar desmontando os seus sistemas discursivos”, salienta João Pinharanda.</p>
<figure id="attachment_187461" aria-describedby="caption-attachment-187461" style="width: 1048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-187461 size-full" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/ouyra-foto.png" alt="" width="1048" height="608" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/ouyra-foto.png 1048w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/ouyra-foto-960x557.png 960w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/ouyra-foto-768x446.png 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/05/ouyra-foto-600x348.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1048px) 100vw, 1048px" /><figcaption id="caption-attachment-187461" class="wp-caption-text">Vista da exposição Manuel João Vieira – A ilha púrpura: notas e paisagens. MAAT, 2026. Foto: Bruno Lopes</figcaption></figure>
<p>Com um “peculiar estilo de intervenção”, sublinha o curador, a obra de Manuel João Vieira é “muitas vezes humorística e paródica, outras enigmática nas relações que estabelece, que exige de quem a interprete vastos conhecimentos de arte, literatura, história e mitologia”.</p>
<p>“Manuel João Vieira – A ilha púrpura: notas e paisagens” estará <a href="https://maat.pt/pt/event/manuel-joao-vieira-ilha-purpura-notas-e-paisagens" target="_blank" rel="noopener">exposta no MAAT</a> até 07 de setembro próximo. Existem &#8220;visitas flash&#8221;, gratuitas, de 30 minutos, na última meia-hora em que o museu está aberto. Todos os dias, às 18 h, exceto terça-feira em que o MAAT está encerrado.</p>
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		<title>Exposição na Gulbenkian junta quase 300 peças da &#8216;Liga dos Campeões&#8217; da &#8220;Arte &#038; Moda&#8221;</title>
		<link>https://www.forbespt.com/exposicao-na-gulbenkian-junta-quase-300-pecas-da-liga-dos-campeos-da-arte-moda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Portugal Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Apr 2026 11:56:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Forbes Life]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Exposições]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quase 300 peças da “Liga dos Campeões da Arte e da Moda”, de artistas como Rubens e Rembrandt e criadores como Givenchy e Guo Pei, fazem parte da nova exposição temporária do Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa. “Arte &#38; Moda”, que abriu hoje ao ao público, inclui 270 obras, que vão do Antigo Egipto ao [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quase 300 peças da “Liga dos Campeões da Arte e da Moda”, de artistas como Rubens e Rembrandt e criadores como Givenchy e Guo Pei, fazem parte da nova exposição temporária do Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa. “Arte &amp; Moda”, que abriu hoje ao ao público, inclui 270 obras, que vão do Antigo Egipto ao século XX, entre pinturas, gravuras, porcelanas, tapeçarias e vestuário, colocando lado a lado peças da Coleção Gulbenkian com outras de colecionadores particulares e entidades como o MUDE – Museu do Design, em Lisboa, o Museu do Traje de Madrid, os arquivos da Givenchy, a Fundação Azzedine Alaïa, em Paris, a Maison Guo Pei, de onde chegaram seis peças “diretamente da China, algumas das quais são mostradas ao público na Europa pela primeira vez”.</p>
<p class="text-paragraph">O comissário da mostra, Eloy Martínez de la Pera Celada, disse aos jornalistas, hoje numa visita de imprensa, que com “Arte &amp; Moda” teve a oportunidade única “de trabalhar a Liga dos Campeões da Arte e da Moda”. Para o curador espanhol de arte, o maior desafio na preparação da exposição, que durou cerca de cinco anos, “foi encontrar as 140 peças de Alta Costura que conseguem dar continuidade à história que se queria contar ao público”.</p>
<p class="text-paragraph">“Tivemos de arranjar peças de Moda ao nível das obras de arte, peças que pudessem dialogar com Rubens, Carpaccio ou uma das mais belas máscaras egípcias de ouro de sempre”, disse. Eloy Martínez de la Pera Celada salientou a grandiosidade das obras que compõem a Coleção Gulbenkian, iniciada por “um dos mais importantes colecionadores de beleza do século XX”.</p>
<blockquote><p><strong>A mostra estará patente até 21 de junho, de segunda a sexta-feira entre 10:00 e as 18:00, e aos sábados e domingos das 10:00 às 21:00. O Museu Calouste Gulbenkian encerra à terça-feira.</strong></p></blockquote>
<p class="text-paragraph">“Calouste Gulbenkian não era apenas um colecionador, amava beleza, e, por isso, a exposição é um tributo a este tipo de pessoas que colecionam as mais belas peças da Humanidade, que agora estão em Lisboa num dos mais belos museus do mundo”, afirmou no início da visita de imprensa. “Arte &amp; Moda” está patente na Galeria Principal do edifício sede e “faz a ponte entre o museu fechado e o que vai abrir”, afirmou o ex-diretor do Museu Gulbenkian, António Filipe Pimentel, que ainda programou a exposição, recordando que este ano se celebra o 70.º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian. A zona que acolhe a exposição permanente do museu está encerrada para obras de requalificação, prevendo-se a sua reabertura para o próximo mês de julho, quando passam extamente 70 anos sobre a constituição da fundação, em 18 de julho de 1956.</p>
<p class="text-paragraph">A exposição “Arte &amp; Moda”, que evoca a organização da exposição permanente do museu, inicia-se com um vestido de Alta Costura da criadora chinesa Guo Pei, criado em 2006 com linho, seda, ouro, prata, metal, lantejoulas, cobre cristais e strass, que foi colocado num manequim que ostenta na cabeça uma máscara funerária egípcia, que data dos anos 300 a.C. (antes de Cristo), o primeiro dos vários “diálogos estéticos, conceptuais, emocionais e por vezes sociais” que compõem a mostra.</p>
<p class="text-paragraph">Eloy Martínez de la Pera Celada explicou que, com esta mostra, “que conta várias histórias”, quis-se “prestar tributo a Calouste Gulbenkian e a Nevarte Essayan, a sua mulher, pessoas que viviam com estas peças na sua casa, que eram colecionadores de livros e revistas de moda”. “Não eram colecionadores falsos, eram pessoas que gostavam de moda”, disse. A mostra inclui peças usadas por Nevarte Essayan.</p>
<p class="text-paragraph">“Arte &amp; Moda” serve também para mostrar que a Alta Costura “esteve sempre na história da Humanidade”. “Os desenhos que vemos nos sarcófagos dos faraós eram Alta Costura. Nefertiti é Alta Costura. Nos pequenos desenhos que vemos nas crateras gregas [vasos de cerâmica de grande porte] as deusas estão a usar Alta Costura, no ‘Quatrocentto’ [ano 1400 em Itália, que marca a primeira fase do Renascimento] é Alta Costura. Quando vemos os retratos na National Gallery, em Londres, no Museu do Prado, em Madrid, é Alta Costura. Não é só agora. Eles usavam e gostavam de Moda, em todas as civilizações”, referiu o curador.</p>
<p class="text-paragraph">Eloy Martínez de la Pera Celada quer que quem visite a exposição perceba que “milhões e milhões de pessoas antes adoraram o seu McQueen, o seu Balenciaga, que havia um Balenciaga no século XV e havia um Balenciaga e um McQueen no século II”. O curador recordou também que, embora hoje em dia se fale da ‘roupa sem género’, ela já existia. “O homem tem usado saias desde o início dos séculos. Não somos modernos ao falar de homens de saias”. A exposição demonstra também que “a moda não é só uma coisa de mulheres” e que os homens “já eram vanguardistas há 300 anos”, quando usavam saltos altos e collants. “Arte &amp; Moda” também mostra ao público que a moda “foi essencial em revoluções sociais”.</p>
<blockquote><p><strong>“Arte &amp; Moda” integra peças de criadores de moda como Alexander McQueen, Gianni Versace, Thierry Mugler, Vivienne Westwood, Christian Dior, Azzedine Alaïa, Yohji Yamamoto, Hubert de Givenchy, Cristóbal Balenciaga ou Issey Miake, havendo também peças criadas por designers de moda portugueses, como Miguel Vieira, Maria Gambina, José António Tenente e as duplas Storytailors e Alves/Gonçalves.</strong></p></blockquote>
<p class="text-paragraph">“Para a mulher ser moderna, no início do século XX, não podia continuar com os corpetes, usados no século XIX. A moda foi usada para empoderar a Mulher no início do século XX e esta exposição fala sobre isso também”, referiu. Para o curador, “a pintura deve à Moda a inspiração, mas a Moda deve à Pintura a permanência no tempo”. São os quadros de Vittore Carpaccio, integrados na exposição, que mostram o que se vestia no século XIV em Florença, “porque as peças foram desaparecendo, por causa da humidade, de desastres naturais, dos usos”.</p>
<p class="text-paragraph">“As peças perfeitas são do século XVIII para a frente, não há muita moda antes disso. Conhecemos a moda desses períodos graças à escultura, à pintura, às peças arqueológicas, à ‘Art Deco’”, salientou. O azul e branco das porcelanas, a cerâmica islâmica, o dragão e a fénix, a cor preta, o design de tapeçarias, as filigranas, o Japão, penas e símbolos do romântico são temáticas que formam núcleos da mostra, nos quais as peças de arte são postas em diálogo com as peças de vestuário. Ao longo do percurso, as obras destacam-se num espaço onde as paredes, o chão e o teto foram forrados a preto. O núcleo que encerra a mostra junta a pintura “O espelho de Vénus”, de Sir Edward Burne-Jones, que retrata Vénus e outras nove mulheres, e dez manequins nos quais são exibidos vestidos criados pelos designers “que fizeram os melhores plissados do século XX”, como se as figuras saíssem do quadro.</p>
<p class="text-paragraph">“Arte &amp; Moda” integra peças de criadores de moda como Alexander McQueen, Gianni Versace, Thierry Mugler, Vivienne Westwood, Christian Dior, Azzedine Alaïa, Yohji Yamamoto, Hubert de Givenchy, Cristóbal Balenciaga ou Issey Miake, havendo também peças criadas por designers de moda portugueses, como Miguel Vieira, Maria Gambina, José António Tenente e as duplas Storytailors e Alves/Gonçalves. A mostra estará patente até 21 de junho, de segunda a sexta-feira entre 10:00 e as 18:00, e aos sábados e domingos das 10:00 às 21:00. O Museu Calouste Gulbenkian encerra à terça-feira.</p>
<p><em>Lusa</em></p>
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		<title>Obra de Vieira da Silva vai a leilão em Paris com base até 350 mil euros</title>
		<link>https://www.forbespt.com/obra-de-vieira-da-silva-vai-a-leilao-em-paris-com-base-ate-350-mil-euros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Portugal Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 13:18:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Forbes Life]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma obra sem título da pintora Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992) está integrada num leilão da Christie’s, em Paris, em abril, com base de licitação entre 250 mil e 350 mil euros. O leilão internacional, marcado para os dias 15, 16 e 17 de abril, reunirá obras de arte moderna e contemporânea, com um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma obra sem título da pintora Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992) está integrada num leilão da Christie’s, em Paris, em abril, com base de licitação entre 250 mil e 350 mil euros.</p>
<p class="text-paragraph">O leilão internacional, marcado para os dias 15, 16 e 17 de abril, reunirá obras de arte moderna e contemporânea, com um núcleo reservado ao desenho, e apresentará também peças de três coleções privadas, segundo um comunicado da leiloeira.</p>
<p class="text-paragraph">Na listagem, na área dedicada a mulheres artistas, surge a obra de Maria Helena Vieira da Silva “proveniente de uma importante coleção europeia”, ao lado de nomes como Claude Lalanne, Berthe Morisot, Germaine Richier, Anna-Eva Bergman, Olga de Amaral e Magdalena Abakanowicz.</p>
<p class="text-paragraph">A venda em Paris surge na sequência dos leilões realizados no início de março, em Londres, com resultados superiores a 281 milhões de euros, refere a Christie’s, anunciando agora obras de mestres modernos e do pós-guerra, tais como Gerhard Richter, Serge Poliakoff, Pierre Soulages, Joan Miró, Fernando Botero, David Hockney, Anish Kapoor e Jean-Michel Basquiat.</p>
<p class="text-paragraph">Um dos principais destaques do leilão será a peça fauvista de Maurice Vlaminck, “La Femme au Chapeau” (com base de licitação entre cinco milhões e sete milhões de euros), proveniente da antiga coleção de Ambroise Vollard, e “Pomme de New York&#8221;, de Claude Lalanne, com estimativas idênticas.</p>
<p class="text-paragraph">Na seleção de obras em papel, estará em foco “Femme en peignoir jaune se coiffant”, um desenho em pastel e carvão de grandes dimensões de Edgar Degas, proveniente de uma coleção suíça (entre 1,8 milhões e 2,5 milhões de euros), descrito como &#8220;emblemático de uma obra que marca uma rutura na história da arte&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">Em 2024, num leilão também da Christie’s, em Paris, cinco obras de Maria Helena Vieira da Silva foram vendidas por um total de 418 mil euros &#8211; provenientes da coleção Paul e Jacqueline Duchein &#8211; no qual esteve em destaque o óleo sobre tela “Curiosités” (1980), arrematado por 220,5 mil euros, enquanto “Les Irrésolutions résolues IX” (1969) foi vendido por 119,7 mil euros.</p>
<p class="text-paragraph">As outras obras de Vieira da Silva vendidas neste leilão foram o quadro “Façades” (1982), por 63 mil euros, o guache sobre papel “Nature morte” (1986), por 11.340 euros, e o painel de azulejos “Le Chat”, do mesmo ano, por 4.032 euros.</p>
<p class="text-paragraph">Um ano antes, a pintura “Construction” foi vendida pela mesma leiloeira, em Paris, por 245 mil euros.</p>
<p class="text-paragraph">O valor recorde para a artista em leilão aconteceu em 2018, com “L&#8217;Incendie 1”, quadro leiloado em Londres, pela mesma leiloeira, por 2,290 milhões de euros.</p>
<p class="text-paragraph">Nascida em Lisboa, em 1908, Vieira da Silva mudou-se para a capital francesa quando tinha 19 anos para poder estudar durante uma época de intensa atividade artística, tendo acabado por se instalar na cidade, onde morreu em 1992.</p>
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		<title>Que tendências revelam as grandes exposições de 2026?</title>
		<link>https://www.forbespt.com/que-tendencias-revelam-as-grandes-exposicoes-de-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leonor Marques Guedes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 16:00:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Forbes Life]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Exposições]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Algumas das exposições mais aguardadas nas principais capitais culturais, em 2026, oferecem mais do que apenas uma agenda para os amantes de arte. De Paris a Nova Iorque, passando por Londres, Madrid e Tóquio, as esperadas mostras servem de barómetro das transformações em curso no mercado global de arte e no universo do colecionismo. A [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas das exposições mais aguardadas nas principais capitais culturais, em 2026, oferecem mais do que apenas uma agenda para os amantes de arte. De Paris a Nova Iorque, passando por Londres, Madrid e Tóquio, as esperadas mostras servem de barómetro das transformações em curso no mercado global de arte e no universo do colecionismo. A curadoria dos grandes museus revela quais os artistas, períodos e narrativas que estão a ganhar centralidade institucional, o que, frequentemente, antecede ou acompanha mudanças na forma como o valor artístico é produzido, legitimado e procurado por colecionadores. Eis algumas das tendências mais evidentes, por temas, cidades e exposições:</p>
<h3><span style="color: #003366;">▶ Obras clássicas e Modernismo</span></h3>
<p>Museus consagrados, como o Musée de l’Orangerie e o Musée d’Orsay, em Paris, e o Museo Nacional Thyssen‑Bornemisza, em Madrid, reafirmam a centralidade de nomes clássicos, cujo valor já é amplamente reconhecido.</p>
<p><strong><em>Henri Rousseau: The Ambition of Painting</em></strong><strong>, no Musée de l’Orangerie, em Paris, de 25</strong><strong> </strong><strong>de Março a 20</strong><strong> </strong><strong>de Julho</strong></p>
<p>A retrospetiva de Henri Rousseau no Musée de l’Orangerie apresenta cerca de 50 obras, incluindo peças emblemáticas da Barnes Foundation, oferecendo uma leitura completa da carreira do artista francês. A exposição afasta-se da narrativa simplista do “Douanier” autodidata e revela Rousseau como um artista ambicioso, consciente do seu papel no desenvolvimento do modernismo e das dinâmicas do mercado artístico da época.</p>
<figure id="attachment_182239" aria-describedby="caption-attachment-182239" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-182239 size-medium" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/henri-rousseau-960x867.jpg" alt="" width="960" height="867" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/henri-rousseau-960x867.jpg 960w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/henri-rousseau-768x694.jpg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/henri-rousseau-600x542.jpg 600w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/henri-rousseau.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption id="caption-attachment-182239" class="wp-caption-text">Henri Rousseau, La Charmeuse de serpentes (1907). Musée d’Orsay.</figcaption></figure>
<p>Ao reunir pinturas icónicas e estudos preparatórios, a curadoria destaca a inventividade do artista e a forma como influenciou contemporâneos como Picasso, ao mesmo tempo que evidência fases da sua obra até agora menos exploradas. A abordagem revela tendências claras no colecionismo contemporâneo: o interesse não se limita ao nome de Rousseau, mas centra-se também em períodos específicos da sua produção que são agora reconhecidos institucionalmente. As obras em evidências sinalizam algumas das fases do modernismo estão a ganhar relevância e antecipa o interesse do público em narrativas históricas reinterpretadas e, agora, legitimadas pelos grandes museus.</p>
<p><strong><em>Renoir and Love</em></strong><strong>, no Musée d’Orsay, em Paris, de 17</strong><strong> </strong><strong>de </strong><strong>Março a 19</strong><strong> </strong><strong>de </strong><strong>Julho</strong></p>
<p><em>Renoir and Love</em> propõe uma leitura singular da obra de Pierre‑Auguste Renoir, privilegiando a dimensão afectiva da sua pintura e, em particular, as representações de amor, intimidade e sociabilidade do artista. Reunindo obras‑ícone como <em>Dance at Le Moulin de la Galette</em> ao lado de retratos e cenas de cotidiano, a exposição constrói um discurso em torno da forma como o artista traduziu os vínculos humanos em cor, luz e movimento. Este recorte temático da mostra, em vez de uma retrospetiva estritamente cronológica, convida o público a reconsiderar não apenas o lugar de Renoir na história do Impressionismo, mas também as razões pelas quais certas obras se tornaram culturalmente emblemáticas.</p>
<figure id="attachment_182241" aria-describedby="caption-attachment-182241" style="width: 726px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-182241 size-full" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/renoir.jpg" alt="" width="726" height="900" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/renoir.jpg 726w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/renoir-600x744.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 726px) 100vw, 726px" /><figcaption id="caption-attachment-182241" class="wp-caption-text">Pierre-Auguste Renoir, La Promenade (1870). J. Paul Getty Museum</figcaption></figure>
<p>Esta curadoria temática e narrativa reflete uma tendência cada vez mais evidente no mercado de arte: o interesse por leituras que recontextualizam nomes consagrados para revelar novos aspetos da sua produção. As obras reforçam o estatuto de Renoir não apenas como figura histórica, mas como fonte de temas que continuam a ressoar cultural e economicamente.</p>
<p><strong><em>Vilhelm Hammershøi: Survey</em></strong><strong>, Museo Nacional Thyssen</strong><strong>‑</strong><strong>Bornemisza, em Madrid, até 31</strong><strong> </strong><strong>de </strong><strong>Maio</strong></p>
<p>Esta retrospectiva dedicada a Vilhelm Hammershøi apresenta uma seleção de interiores silenciosos e paisagens urbanas, característicos da estética minimalista e contemplativa do artista dinamarquês. Ao reunir obras provenientes de coleções internacionais, a exposição permite apreciar a subtileza do uso da luz e a economia de elementos que conferem às suas composições uma intimidade quase cinematográfica. A curadoria destaca a coerência da sua visão artística e a capacidade de transformar espaços comuns em experiências visuais densas, estabelecendo um diálogo com tendências contemporâneas de perceção e narrativa.</p>
<figure id="attachment_182242" aria-describedby="caption-attachment-182242" style="width: 752px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-182242" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/hammershoi.jpg" alt="" width="752" height="900" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/hammershoi.jpg 752w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/hammershoi-600x718.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 752px) 100vw, 752px" /><figcaption id="caption-attachment-182242" class="wp-caption-text">Vilhelm Hammershøi, Interior, Young Woman Seen from behind (ca. 1904), Randers Kunstmuseum</figcaption></figure>
<p>Esta visibilidade internacional evidencia uma tendência crescente no mundo da arte: a procura por artistas que combinam rigor formal com profundidade conceptual. Obras que circulam em nichos regionais podem assumir relevância global, e esta mostra de Hammershøi demonstra o interesse crescente em explorar dimensões históricas menos visíveis, mas altamente significativas.</p>
<h3><span style="color: #003366;">▶  Revisão do cânone: novas leituras de artistas consagrados</span></h3>
<p>As seguintes exposições não se limitam a reafirmar o valor histórico das obras de Schiele, Gainsborough ou Klee, mas a explorar novas narrativas, períodos ou contextos fora do foco tradicional.</p>
<p><strong><em>Egon Schiele: Portrait of Dr Erwin von Graff</em></strong><strong>, na Neue Galerie, em Nova Iorque, até 4 de Maio</strong></p>
<p>A exposição na Neue Galerie, Nova Iorque, centra-se num dos retratos mais expressivos de Egon Schiele, dedicado ao médico vienense Dr. Erwin von Graff, e explora a complexa relação entre o artista e o modelo. Reunindo pinturas, desenhos preparatórios e material de arquivo, a curadoria permite-nos compreender como esta amizade influenciou a expressão psicológica intensa e os traços distintivos do expressionismo austríaco. O foco da mostra nesta fase específica da carreira de Schiele revela dimensões menos conhecidas do seu trabalho, oferecendo uma leitura que vai além do cânone tradicional e destaca a riqueza formal e emocional da obra.</p>
<figure id="attachment_182243" aria-describedby="caption-attachment-182243" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-182243 size-full" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/schiele.jpg" alt="" width="640" height="730" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/schiele.jpg 640w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/schiele-600x684.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption id="caption-attachment-182243" class="wp-caption-text">Egon Schiele, Portrait of Dr. Erwin von Graff (1910). Private Collection</figcaption></figure>
<p>A tendência é clara: a valorização de obras de fases particulares ou contextos específicos de artistas já consagrados. Ao legitimar este período menos explorado, a curadoria não só amplia o entendimento histórico de Schiele, como também orienta a procura de obras raras ou menos estudadas.</p>
<p><strong><em>Gainsborough: The Fashion of Portraiture</em></strong><strong>, na Frick Collection, Nova Iorque, até 11</strong><strong> </strong><strong>de </strong><strong>Maio</strong></p>
<p>A exposição dedica-se à faceta menos explorada de Thomas Gainsborough, centrando-se na relação entre retrato e moda no século XVIII britânico. Ao combinar retratos de elite com detalhes de vestuário e adereços, a curadoria destaca como o artista utilizou a representação de tecidos, cortes e estilos para construir status social e identidade visual. Uma nova abordagem que nos permite uma leitura mais rica das obras do artista e sublinha que Gainsborough não se limitava a captar a fisionomia humana, mas também narrativas culturais subtis ligadas à época.</p>
<figure id="attachment_182244" aria-describedby="caption-attachment-182244" style="width: 803px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-182244 size-medium" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/gainsborough-803x960.jpg" alt="" width="803" height="960" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/gainsborough-803x960.jpg 803w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/gainsborough-768x919.jpg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/gainsborough-600x718.jpg 600w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/gainsborough.jpg 989w" sizes="auto, (max-width: 803px) 100vw, 803px" /><figcaption id="caption-attachment-182244" class="wp-caption-text">Thomas Gainsborough, Peter Darnell Muilman, Charles Crokatt and William Keable in a Landscape (1750). Frick Collection.</figcaption></figure>
<p>Ao ressaltar essas dimensões contextuais, a exposição sinaliza uma tendência crescente no mundo da arte: o interesse não se limita a nomes consagrados, mas estende-se a obras que nos oferecem informação histórica ou estética inédita.</p>
<p><strong><em>Paul Klee: Other Possible Worlds</em></strong><strong>, no Jewish Museum, em Nova Iorque, de 20</strong><strong> </strong><strong>de </strong><strong>Março a 26</strong><strong> </strong><strong>Julho</strong></p>
<p>A exposição concentra-se no período tardio de Paul Klee, incluindo obras produzidas durante o seu exílio após ser considerado “degenerado” pelo regime nazi. Reúne cerca de 100 pinturas e desenhos, muitos raramente exibidos, acompanhados por documentação que contextualiza a sua vida e os desafios políticos e pessoais enfrentados. A curadoria da mostra revela dimensões menos conhecidas do artista, como a sua experimentação e a profundidade conceptual, permitindo uma leitura renovada da sua prática e das influências transversais entre exílio, resistência e criatividade.</p>
<figure id="attachment_182245" aria-describedby="caption-attachment-182245" style="width: 905px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-182245 size-full" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/klee.jpg" alt="" width="905" height="699" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/klee.jpg 905w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/klee-768x593.jpg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/klee-600x463.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 905px) 100vw, 905px" /><figcaption id="caption-attachment-182245" class="wp-caption-text">Paul Klee, Fire at Full Moon (1933). Museum Folkwang</figcaption></figure>
<p>A tendência é clara: fases específicas e obras pouco estudadas, mesmo de artistas já consagrados, estão a ganhar relevância. Um novo olhar sobre narrativas históricas e contextos sociais acrescentam valor simbólico e económico às obras.</p>
<h3><span style="color: #003366;">▶  Redescoberta de artistas mulheres e marginalizadas</span></h3>
<p><strong><em>Maruja Mallo</em></strong><strong>, no Museo Reina Sofía, em Madrid, até 16</strong><strong> </strong><strong>de </strong><strong>Março</strong></p>
<p>A retrospetiva dedicada a Maruja Mallo oferece uma visão abrangente do percurso da artista galega, centralizando o seu papel no surrealismo espanhol e a sua capacidade de articular inovação formal com narrativa social.</p>
<p>A exposição apresenta obras icónicas, desenhos e materiais de arquivo que revelam a sua originalidade e a dimensão experimental do seu trabalho, desde composições geométricas a figuras que exploram identidade, género e modernidade.</p>
<figure id="attachment_182246" aria-describedby="caption-attachment-182246" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-182246 size-medium" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/mallo-960x641.jpg" alt="" width="960" height="641" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/mallo-960x641.jpg 960w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/mallo-768x513.jpg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/mallo-1200x802.jpg 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/mallo-600x401.jpg 600w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/mallo.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption id="caption-attachment-182246" class="wp-caption-text">Maruja Mallo, Sorpresa del trigo (1936). Private collection.</figcaption></figure>
<p>A tendência é clara: há um interesse crescente nas artistas historicamente marginalizadas, cuja obra combina qualidade e relevância cultural.</p>
<p><strong><em>Aurèlia Muñoz</em></strong><strong>, no Museo Nacional Thyssen</strong><strong>‑</strong><strong>Bornemisza, em Madrid, de 29</strong><strong> </strong><strong>de Abril a 7</strong><strong> </strong><strong>de Setembro</strong></p>
<p>A exposição dedicada a Aurèlia Muñoz destaca a importância da sua obra têxtil no contexto da arte catalã e espanhola do século XX. Reunindo tapeçarias, desenhos preparatórios e estudos de cor, a curadoria evidencia o rigor artístico e a expressividade das suas composições, colocando a arte têxtil, frequentemente marginalizada, em diálogo com práticas artísticas mais reconhecidas.</p>
<figure id="attachment_182247" aria-describedby="caption-attachment-182247" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-182247 size-medium" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/munoz-640x960.jpg" alt="" width="640" height="960" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/munoz-640x960.jpg 640w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/munoz-768x1152.jpg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/munoz-1024x1536.jpg 1024w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/munoz-600x900.jpg 600w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/munoz.jpg 1148w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption id="caption-attachment-182247" class="wp-caption-text">Aurèlia Muñoz. Museo Nacional Thyssen‑Bornemisza.</figcaption></figure>
<p>A tendência é clara: há um interesse crescente por práticas históricas que escaparam ao circuito tradicional de valorização, em especial artistas mulheres cuja obra combina inovação formal e relevância cultural. Ao conferir visibilidade a Muñoz, é destacada a importância destas peças têxteis de grande qualidade histórica e estética.</p>
<p><strong><em>Ewa Juszkiewicz</em></strong><strong>, no Museo Nacional Thyssen</strong><strong>‑</strong><strong>Bornemisza, em Madrid, de 26</strong><strong> </strong><strong>de </strong><strong>Maio a 6</strong><strong> </strong><strong>de </strong><strong>Setembro</strong></p>
<p>A monográfica de Ewa Juszkiewicz apresenta o trabalho da artista polaca contemporânea, conhecida por reinterpretar retratos clássicos europeus através de subversão formal e conceptual. A exposição reúne pinturas recentes que transformam figuras históricas, desconstruindo padrões tradicionais de representação e questionando normas de género e estética. A curadoria evidencia a capacidade da artista de dialogar com o passado e cria novas narrativas visuais, tornando visível o valor conceptual da obra de Juszkiewicz.</p>
<figure id="attachment_182248" aria-describedby="caption-attachment-182248" style="width: 444px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-182248 size-full" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/juszkiewicz.png" alt="" width="444" height="750" /><figcaption id="caption-attachment-182248" class="wp-caption-text">Ewa Juszkiewicz, In a Shady Valley, Near a Running Water (2023). The Levett Collection.</figcaption></figure>
<p>A exposição sinaliza uma tendência clara: o crescente interesse em artistas mulheres contemporâneas que desafiam convenções e ampliam o cânone. Esta visibilidade institucional legitima obras inovadoras, antecipando procura e valorização de peças que, para além da técnica, carregam peso histórico e cultural, consolidando a posição da artista no mercado internacional de arte.</p>
<h3><span style="color: #003366;">▶ Arte contemporânea e globalização</span></h3>
<p><strong><em>Mariko Mori Retrospective</em></strong><strong>, no Mori Art Museum, em Tóquio, de 31</strong><strong> </strong><strong>de </strong><strong>Outubro a 28</strong><strong> </strong><strong>de </strong><strong>Mar</strong><strong>ço</strong></p>
<p>A retrospetiva de Mariko Mori reúne cerca de 80 obras que exploram a interseção entre arte, ciência e espiritualidade. Nesta mostra, o espectador entra em ambientes imersivos cuja curadoria enfatiza a capacidade da artista de conjugar tecnologia, performance e estética contemporânea, transformando, assim, conceitos abstratos em experiências sensoriais.</p>
<p>Ao destacar práticas que desafiam fronteiras disciplinares, a exposição revela a crescente centralidade de artistas que exploram narrativas globais e interdisciplinares.</p>
<figure id="attachment_182249" aria-describedby="caption-attachment-182249" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-182249 size-medium" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/mori-960x471.jpg" alt="" width="960" height="471" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/mori-960x471.jpg 960w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/mori-768x377.jpg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/mori-1200x589.jpg 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/mori-600x294.jpg 600w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/mori.jpg 1429w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption id="caption-attachment-182249" class="wp-caption-text">Mariko Mori, Esoteric Cosmos: Pure Land (1996-1998). Mori Art Museum.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>A tendência é claro: mercados internacionais prestam atenção a obras inovadoras que cruzam géneros e técnicas, e artistas que interligam culturas e tecnologias tornam-se alvo de procura estratégica, refletindo a globalização do mercado contemporâneo.</p>
<p><strong><em>David Hockney</em></strong><strong>, na Serpentine, em Londres, até 23</strong><strong> </strong><strong>de </strong><strong>Agosto</strong></p>
<p>A exposição de David Hockney, na Serpentine, apresenta obras recentes do artista, incluindo pinturas digitais criadas num iPad, assim como trabalhos em grandes formatos tradicionais. A curadoria sublinha a capacidade do artista de experimentar com novas tecnologias sem perder a força expressiva que caracteriza toda a sua carreira. Ao integrar suportes digitais e tradicionais, a mostra evidencia a flexibilidade de Hockney em dialogar com públicos contemporâneos e expandir fronteiras formais, consolidando a sua posição como referência viva no panorama artístico internacional.</p>
<figure id="attachment_182251" aria-describedby="caption-attachment-182251" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-182251 size-medium" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/hockney-960x540.jpg" alt="" width="960" height="540" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/hockney-960x540.jpg 960w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/hockney-768x432.jpg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/hockney-1200x675.jpg 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/hockney-600x338.jpg 600w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/hockney.jpg 1429w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption id="caption-attachment-182251" class="wp-caption-text">David Hockney, A Year in Normandie (detail) (2020-202). Serpentine.</figcaption></figure>
<p>A tendência é clara: há uma valorização crescente de obras que combinam inovação tecnológica e reputação histórica. A exposição sinaliza que o público está atento a artistas que reinventam continuamente a sua prática e que produzem peças com relevância estética e conceptual, antecipando interesse por obras que cruzam tradição e inovação.</p>
<p><strong><em>Frida Kahlo: The Making of an Icon</em></strong><strong>, no Tate Modern, em Londres, de 25</strong><strong> </strong><strong>de </strong><strong>Junho a 3</strong><strong> </strong><strong>de </strong><strong>Janeiro de</strong><strong> </strong><strong>2027</strong></p>
<p>A retrospetiva da Tate Modern apresenta mais de 130 obras de Frida Kahlo, incluindo pinturas, desenhos, fotografias e documentos pessoais, oferecendo uma visão multidimensional da artista enquanto figura cultural, ativista e ícone global. A curadoria contextualiza a sua produção artística em relação às experiências pessoais, ao ativismo político e à circulação internacional da sua obra, ao mesmo tempo que demostra como Kahlo influenciou e foi influenciada por outros artistas.</p>
<p><figure id="attachment_182252" aria-describedby="caption-attachment-182252" style="width: 742px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-182252 size-medium" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/kahlo-742x960.jpg" alt="" width="742" height="960" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/kahlo-742x960.jpg 742w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/kahlo-768x994.jpg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/kahlo-1187x1536.jpg 1187w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/kahlo-600x777.jpg 600w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/03/kahlo.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 742px) 100vw, 742px" /><figcaption id="caption-attachment-182252" class="wp-caption-text">Frida Kahlo, Untitled [Self-portrait with thorn necklace and hummingbird], (1940). Tate Modern</figcaption></figure>A tendência é clara: o público está cada vez mais sensível a artistas que representam experiências, culturas e histórias globais.</p>
<p>Em conjunto, estas exposições revelam as atuais e diferentes formas de olhar e valorizar a arte. O tema da pintura histórica e modernismo reforça a importância de artistas clássicos e de fases específicas das suas obras, sublinhando como a história da arte continua a ser reinterpretada e celebrada. Já a revisão do cânone destaca novas leituras de nomes consagrados, revelando dimensões pouco conhecidas e incentivando uma reflexão mais profunda sobre contextos e narrativas esquecidas. O foco na redescoberta de artistas mulheres e marginalizadas evidencia a emergência de vozes historicamente silenciadas, valorizando inovação, diversidade e experiências culturais antes negligenciadas. Por fim, a arte contemporânea e globalização expõe o diálogo entre tradição, tecnologia e práticas transnacionais, sublinhando a expansão de horizontes e a interligação de culturas na produção artística atual.</p>
<p>The post <a href="https://www.forbespt.com/que-tendencias-revelam-as-grandes-exposicoes-de-2026/">Que tendências revelam as grandes exposições de 2026?</a> appeared first on <a href="https://www.forbespt.com">Forbes Portugal</a>.</p>
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