Quatro obras de arte foram roubadas hoje do Museu Renoir em Cagnes-sur-Mer, na Côte d’Azur, por dois homens, disse hoje o presidente da câmara da cidade do sudeste de França onde o pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir viveu.
De acordo com a autarquia, as imagens das câmaras de segurança da cidade “os dois ladrões” puseram-se em fuga com quatro obras de arte, sendo que uma das telas de Renoir foi abandonada durante a fuga.
O presidente da Câmara de Cagnes-sur-Mer, Bryan Masson, disse que as obras roubadas do museu-atelier foram avaliadas em nove milhões de euros.
Segundo a Franceinfo, as três obras roubadas foram “Madame Colonna Romano”, “A Jovem Mulher junto ao Poço” e “Coco a Ler”.

A tela que foi encontrada no jardim foi “Retrato da Sra. Stephen Pichon”.

O alarme do museu disparou às 5:48 (4:48 em Lisboa) e, segundo o autarca, cinco minutos depois, a polícia municipal “já estava no local”.
Criado em 1960, o Museu Renoir, em Cagnes-sur-Mer, perto de Nice, está instalado na última residência do pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir (1841-1919).
Além do mobiliário original, o museu expõe objetos que pertenceram a Renoir — incluindo o cavalete e a cadeira de rodas —, bem como retratos e paisagens pintados pelo artista.
O roubo em Cagnes-sur-Mer ocorreu quase um ano depois do assalto de grande impacto no Louvre, o museu mais visitado do mundo, no centro de Paris.
Em poucos minutos, oito joias da Coroa de França desapareceram, incluindo o diadema da Imperatriz Eugénia, recuperado mais tarde bastante danificado.
O prejuízo foi estimado em 88 milhões de euros, segundo o museu do Louvre.
Desde então, o Ministério da Cultura francês transformou a segurança dos museus numa prioridade.
No final de julho, um colar de ouro pertencente ao Tesouro de Vix — datado da época celta e enterrado há 2500 anos na Borgonha, leste de França — foi roubado em plena manhã de um museu em Châtillon-sur-Seine, local que já tinha sido alvo de duas tentativas de roubo.
No início de julho, a norte de Estrasburgo (leste), ladrões levaram também peças de joalharia do Museu Lalique, em Wingen-sur-Moder.
O prejuízo estimado foi superior a 4,5 milhões de euros.
Num plano de 33 medidas divulgado em julho, o Ministério da Cultura recomendou, entre outras ações, a retirada temporária de determinadas peças dos expositores dos museus.
O objetivo foi “guardar, em locais adequados os objetos mais vulneráveis, enquanto se aguarda o reforço da segurança”, explicou na altura o ministério em comunicado.
com Lusa
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