Três obras de Renoir avaliadas em 9 M€ roubadas de museu em França. Ladrões ainda tentaram levar um quarto quadro

Quatro obras de arte foram roubadas hoje do Museu Renoir em Cagnes-sur-Mer, na Côte d'Azur, por dois homens, disse hoje o presidente da câmara da cidade do sudeste de França onde o pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir viveu. De acordo com a autarquia, as imagens das câmaras de segurança da cidade "os dois ladrões" puseram-se em fuga com quatro…
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Mais um roubo num museu de arte em França. Desta feita, dois homens atacaram o Museu Renoir em Cagnes-sur-Mer, levando três telas e tentando ainda apoderar-se de uma quarta que foi abandonada no jardim.
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Quatro obras de arte foram roubadas hoje do Museu Renoir em Cagnes-sur-Mer, na Côte d’Azur, por dois homens, disse hoje o presidente da câmara da cidade do sudeste de França onde o pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir viveu.

De acordo com a autarquia, as imagens das câmaras de segurança da cidade “os dois ladrões” puseram-se em fuga com quatro obras de arte, sendo que uma das telas de Renoir foi abandonada durante a fuga.

O presidente da Câmara de Cagnes-sur-Mer, Bryan Masson, disse que as obras roubadas do museu-atelier foram avaliadas em nove milhões de euros.

Segundo a Franceinfo, as três obras roubadas foram “Madame Colonna Romano”, “A Jovem Mulher junto ao Poço” e “Coco a Ler”.

Os quadros “Madame Colonna Romano”, “A Jovem Mulher junto ao Poço” e “Coco a Ler”, de Auguste Renoir, foram os roubados do museu de Cagnes-sur-Mer (Alpes-Marítimos), a 8 de setembro de 2026.

A tela que foi encontrada no jardim foi “Retrato da Sra. Stephen Pichon”.

“Retrato da Sra. Stephen Pichon”, de Auguste Renoir, roubado do museu de Cagnes-sur-Mer (Alpes-Marítimos) e encontrado no jardim.

O alarme do museu disparou às 5:48 (4:48 em Lisboa) e, segundo o autarca, cinco minutos depois, a polícia municipal “já estava no local”.

Criado em 1960, o Museu Renoir, em Cagnes-sur-Mer, perto de Nice, está instalado na última residência do pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir (1841-1919).

Além do mobiliário original, o museu expõe objetos que pertenceram a Renoir — incluindo o cavalete e a cadeira de rodas —, bem como retratos e paisagens pintados pelo artista.

O roubo em Cagnes-sur-Mer ocorreu quase um ano depois do assalto de grande impacto no Louvre, o museu mais visitado do mundo, no centro de Paris.

Em poucos minutos, oito joias da Coroa de França desapareceram, incluindo o diadema da Imperatriz Eugénia, recuperado mais tarde bastante danificado.

O prejuízo foi estimado em 88 milhões de euros, segundo o museu do Louvre.

Desde então, o Ministério da Cultura francês transformou a segurança dos museus numa prioridade.

No final de julho, um colar de ouro pertencente ao Tesouro de Vix — datado da época celta e enterrado há 2500 anos na Borgonha, leste de França — foi roubado em plena manhã de um museu em Châtillon-sur-Seine, local que já tinha sido alvo de duas tentativas de roubo.

No início de julho, a norte de Estrasburgo (leste), ladrões levaram também peças de joalharia do Museu Lalique, em Wingen-sur-Moder.

O prejuízo estimado foi superior a 4,5 milhões de euros.

Num plano de 33 medidas divulgado em julho, o Ministério da Cultura recomendou, entre outras ações, a retirada temporária de determinadas peças dos expositores dos museus.

O objetivo foi “guardar, em locais adequados os objetos mais vulneráveis, enquanto se aguarda o reforço da segurança”, explicou na altura o ministério em comunicado.

com Lusa

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