Comité Olímpico dos EUA poderá vender a sua participação comercial na equipa do país

O Comité Olímpico e Paralímpico dos EUA está a ponderar um plano para vender uma participação minoritária nos direitos comerciais da equipa nacional dos EUA, uma ideia que abriria possibilidades de investimento privado para o financiamento antes dos Jogos de Los Angeles de 2028. O Comité Olímpico dos Estados Unidos (USOPC), cujo financiamento depende em…
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O USOPC está a estudar a possibilidade de vender uma participação minoritária nos direitos comerciais da equipa nacional dos EUA a investidores privados, à semelhança de um plano anunciado pela FIFA no início deste ano, que suscitou uma enorme reação negativa a nível mundial.
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O Comité Olímpico e Paralímpico dos EUA está a ponderar um plano para vender uma participação minoritária nos direitos comerciais da equipa nacional dos EUA, uma ideia que abriria possibilidades de investimento privado para o financiamento antes dos Jogos de Los Angeles de 2028.

O Comité Olímpico dos Estados Unidos (USOPC), cujo financiamento depende em grande medida de patrocínios e acordos de licenciamento, terá, segundo consta, contratado o Raine Group para explorar várias opções diferentes.

O plano mais provável prevê a criação de uma entidade comercial denominada “United States Olympic and ⁠Paralympic Ventures”, parte da qual poderia ser vendida a investidores privados.

Sarah Hirshland, diretora executiva do comité, afirmou à Reuters que o modelo comercial para a USOPV está “em fase avançada de desenvolvimento” e descreveu-o como “um ponto de transição natural”.

Fontes revelaram à Sky News que o negócio poderá avaliar os direitos comerciais do USOPC em vários mil milhões de dólares.

Jon Mason, vice-presidente de comunicações estratégicas do USOPC, afirmou à Forbes que o comité “está a avaliar uma série de modelos comerciais para gerar mais recursos em apoio à sua missão”.

O USOPC é uma organização sem fins lucrativos que supervisiona a participação dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos, desde a seleção dos atletas que participam nos Jogos até à certificação das Federações Nacionais de cada modalidade e à aplicação das disposições federais. O comité autofinancia-se principalmente através de três fontes de receitas principais: direitos de transmissão olímpica, patrocínios nacionais e licenciamento de produtos como vestuário com a inscrição “Team USA”, e doadores privados.

A criação de uma subsidiária comercial separada e a venda de uma participação minoritária representariam uma mudança fundamental no financiamento olímpico e poderiam criar um fundo de dotação a longo prazo, semelhante a um fundo soberano, que não dependesse do ciclo quadrienal de transmissão olímpica. A injeção de capital poderia ajudar a apoiar desportos de menor dimensão que muitas vezes operam à beira da insolvência, e a modernizar o licenciamento, os meios digitais e a comercialização direta ao consumidor na perspetiva dos Jogos de Los Angeles de 2028.

Convidar investidores privados para a mesa de negociações cria também uma nova cadeia de responsabilização. Os investidores de capital privado esperariam um retorno do seu investimento, o que poderia levar o ramo comercial a dar prioridade a desportos lucrativos e de grande visibilidade, em detrimento das disciplinas olímpicas e paralímpicas não transmitidas pela televisão.

O Congresso concedeu ao USOPC um monopólio legal exclusivo sobre a propriedade intelectual olímpica, destinado a apoiar explicitamente o desporto amador no interesse público, num regime de direitos de autor exclusivo dos EUA. Permitir que fundos privados lucrem com propriedade intelectual protegida a nível federal poderia suscitar preocupações jurídicas por parte dos legisladores. Tal acordo poderia também apoiar os apelos dos atletas a uma partilha coletiva de receitas, à semelhança das transformações laborais e salariais em curso nos desportos universitários e nas ligas profissionais.

Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Rita Meireles. 

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