O Rock in Rio Lisboa já não tem apenas impacto no panorama dos festivais no País. Também mexe com a economia. O evento liderado por Roberta Medina teve impacto na economia do concelho de Lisboa, com os negócios locais a registarem um crescimento expressivo dos pagamentos por cartão. A conclusão é do REDUNIQ Insights, o relatório da UNICRE que analisa os pagamentos realizados na sua rede nacional. De acordo com este relatório, o primeiro fim de semana do festival destacou-se pelo forte crescimento da faturação e do número de transações, face a período homólogo de 2024, enquanto o segundo registou um maior volume de compras, mas de valor médio inferior.
Com base nos dados da UNICRE, nos dias 20 e 21 de junho, que se inserem no primeiro fim de semana do Rock in Rio, os negócios na capital lisboeta registaram um aumento de 63,68% no número de transações e de 64,96% na faturação, face ao período homólogo do festival em 2024. O ticket médio manteve-se praticamente estável (+0,79%), nos 32,56 euros. No segundo fim de semana do evento (27 e 28 de junho), as transações cresceram 6,32%, mas a faturação recuou 20,46%, refletindo uma descida de 25,19% no ticket médio, para 35,35 euros.
O consumo estrangeiro também reforçou o peso na economia local durante os dias de festival. Os cartões emitidos no estrangeiro representaram 39,06% da faturação total no primeiro fim de semana (35,97% em 2024) e 34,28% no segundo (30,29% em 2024). Os Estados Unidos da América lideraram a faturação estrangeira em ambos os períodos (24,91% e 23,94%, respetivamente), seguidos pela Irlanda (17,82% e 16,85%), Brasil (8,06% e 9,40%) e Reino Unido (6,48% e 5,92%).
Por setores de atividade, o retalho alimentar tradicional, as gasolineiras, a restauração e a moda estiveram entre os principais beneficiados pelo impacto do festival de música. No primeiro fim de semana, destacaram-se o retalho alimentar tradicional (+143,83%), as gasolineiras (+102,70%) e as perfumarias (72,89%). No segundo, as gasolineiras lideraram o crescimento (+74,53%), seguidas do retalho alimentar tradicional (+68,19%) e da moda (+34,13%).
O Head of Merchant Acquiring da UNICRE, Tiago Oom, realça que “os grandes eventos são hoje verdadeiros motores de aceleração da atividade económica urbana. No caso do Rock in Rio Lisboa, os dados mostram não só um aumento expressivo dos pagamentos no primeiro fim de semana, mas também padrões de consumo distintos entre os dois períodos do festival”.





