“Navios do mundo, liguem os vossos motores. Deixem o petróleo fluir!”, afirma Trump

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou hoje que um acordo para acabar com o conflito no Médio Oriente foi "finalizado" com o Irão e anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz. Donald Trump anunciou também o levantamento "imediato" do bloqueio naval norte-americano. "O acordo com a República Islâmica do Irão está agora finalizado",…
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Acordo para acabar com o conflito no Médio Oriente e reabrir o Estreito de Ormuz foi "finalizado" entre EUA e Irão. Principais reações.
Economia

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou hoje que um acordo para acabar com o conflito no Médio Oriente foi “finalizado” com o Irão e anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz. Donald Trump anunciou também o levantamento “imediato” do bloqueio naval norte-americano.

“O acordo com a República Islâmica do Irão está agora finalizado”, escreveu o Presidente norte-americano na sua rede social Truth, poucos minutos após o anúncio do mediador paquistanês esta noite, madrugada de segunda-feira hora do Paquistão.

“Autorizo totalmente a reabertura do Estreito de Ormuz sem taxas de trânsito e, simultaneamente, o levantamento imediato do bloqueio naval dos EUA. Navios do mundo, liguem os vossos motores. Deixem o petróleo fluir!”, escreveu Trump.

Em troca da reabertura, os EUA levantarão o bloqueio marítimo imposto à entrada e saída de navios nos portos iranianos.

O acordo procura interromper as hostilidades que começaram a 28 de fevereiro, após a ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel que resultou na morte do Líder Supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei.

Os Estados Unidos e o Irão declararam a “cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes”, incluindo a ofensiva israelita no Líbano.

O encerramento do estreito de Ormuz provocou graves perturbações, uma vez que cerca de 20% do petróleo mundial transita por essa via.

EUA e Irão declararam a “cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes”, incluindo a ofensiva israelita no Líbano.

Embora ainda existam questões técnicas relativas ao programa nuclear iraniano, as delegações vão realizar reuniões preparatórias durante a semana, antes da assinatura oficial prevista para sexta-feira, 19 de junho, na Suíça.

Egito, Paquistão, Qatar e Arábia Saudita saudaram acordo

A Arábia Saudita saudou hoje o acordo alcançado entre os Estados Unidos e o Irão, que visa o fim definitivo da guerra no Médio Oriente, mas alertou que “os interesses de segurança dos Estados da região” devem ser considerados.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros saudita recordou que o acordo alcançado para terminar as operações militares e iniciar, no prazo de 60 dias, negociações detalhadas deve ter como objetivo um acordo permanente.

O documento da diplomacia de Riade sublinhou ainda a necessidade de se chegar a um acordo de paz duradouro que tenha em conta os interesses de segurança dos Estados da região, respeitando – sem detalhar – o princípio da não ingerência nos assuntos internos de outros países.

Entretanto, a diplomacia egípcia saudou também o acordo anunciado pelos Estados Unidos e pelo Irão, acreditando que pode representar um “ponto de viragem importante” para a paz na região.

“O Egito congratulou-se com o acordo alcançado entre os Estados Unidos e a República Islâmica do Irão, que considera ser um desenvolvimento muito significativo que vai restaurar a segurança e a estabilidade a nível regional e internacional”, referiu a diplomacia do Governo do Cairo.

No entanto, o Egito referiu que o documento acordado entre Washington e Teerão ainda não foi divulgado, e que “nesta fase” existe pouca informação sobre a questão crucial do programa nuclear iraniano.

Na mesma linha, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar manifestou o “total apoio a todos os esforços e iniciativas que visem reforçar a segurança e a estabilidade regional”.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, saudou igualmente o acordo indicando-se que se tratou de “passo histórico rumo à paz” e destacou o papel de Islamabade nos esforços diplomáticos para os contactos entre os Estados Unidos e o Ir

União Europeia louva acordo alcançado entre os EUA e o Irão

A União Europeia saudou o acordo alcançado entre os Estados Unidos e o Irão para pôr fim às hostilidades, realçando que deverá permitir a reabertura do estreito de Ormuz e permitir negociações mais amplas.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, frisou que deve ser restaurada a liberdade de navegação sem restrições.

Numa mensagem divulgada através das redes sociais, Ursula von der Leyen acrescentou que a liberdade de navegação é essencial para a estabilidade regional e para a economia global e que se podem “abrir as portas” a negociações mais amplas sobre a paz e a segurança no Médio Oriente.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, saudou, igualmente, o acordo anunciado entre os Estados Unidos e o Irão para pôr fim à guerra no Médio Oriente, acrescentando que os europeus estão prontos para contribuir para uma “paz duradoura”.

“Saúdo o fim desta guerra dispendiosa e o restabelecimento total da liberdade de navegação no estreito de Ormuz”, declarou António Costa, numa publicação na rede social X, poucas horas após o anúncio de um acordo para pôr fim à guerra no Médio Oriente, que inclui o Líbano e tem uma cerimónia de assinatura agendada para sexta-feira, em Genebra.

Governo português saúda acordo entre Teerão e Washington

Também o Governo português saudou o acordo alcançado pelos Estados Unidos e o Irão, esperando que possa ser o ponto de partida para uma paz duradoura para a região e o mundo.

Na mensagem publicada na rede social Facebook, o Ministério dos Negócios Estrangeiros “agradece a incansável mediação do Paquistão e os importantes contributos do Catar, da Arábia Saudita e da Turquia.

Presidente da República espera que acordo ponha fim imediato ao conflito

O Presidente da República português, António José Seguro, saudou, entretanto, o acordo alcançado entre os Estados Unidos e a República Islâmica do Irão, esperando que este sirva para pôr fim imediato ao conflito, incluindo no Líbano.

Numa nota publicada no ‘site’ da Presidência da República, António José Seguro disse também esperar que a implementação do acordo “traga a paz, segurança e estabilidade indispensáveis ao desenvolvimento de toda a região, e permita o retomar da livre circulação no estreito de Ormuz”.

“Portugal estará sempre do lado da busca de soluções diplomáticas e do respeito pelo direito internacional e agradece os esforços de todas as partes envolvidas na mediação”, refere ainda o Presidente da República.

Lagarde saúda acordo mas aponta que não é fim de crise no país

A presidente do Banco Central Europeu (BCE) saudou hoje o acordo anunciado entre Irão e os EUA, cuja assinatura deverá ser formalizada nos próximos dias, mas alertou que não resolve já a questão nuclear iraniana.

“Se a notícia for corroborada pelos acontecimentos dos próximos dias e pela assinatura de um memorando de entendimento, pelo que entendi, na sexta-feira, na Suíça, não podemos deixar de nos alegrar”, disse Christine Lagarde em entrevista à emissora pública Radiofrance Culture, citada pela agência Efe.

Em particular, Lagarde destacou a importância da reabertura e desminagem do estreito de Ormuz, apontando que foi o encerramento desta via que levou a um aumento extraordinário dos custos das matérias-primas e a uma maior instabilidade mundial.

A presidente do BCE sublinhou que, apesar de tentativas anteriores não terem produzido acordos bem-sucedidos, “parece que desta vez é a certa”.

Ainda assim, vincou que “a história ainda não terminou” e disse que a questão do enriquecimento de urânio “continua a ser debatida” – o que era “entre aspas, um dos ‘objetivos’ desta guerra”.

A responsável registou ainda que a sua cautela também está relacionada com a existência de calendários de comunicação, tendo considerado que “não é totalmente anódino” que o pacto tenha sido tornado público no dia do 80.º aniversário do Presidente norte-americano, Donald Trump, e na véspera da cimeira de líderes do G7, que decorre entre hoje e quarta-feira em Évian, França.

Ainda assim, se o que foi acordado “é realmente a paz”, “pouco importa” que os anúncios tenham sido feitos atendendo às datas.

Os Estados Unidos e o Irão declararam a “cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes”, incluindo a ofensiva israelita no Líbano.

Embora ainda existam questões técnicas relativas ao programa nuclear iraniano, as delegações vão realizar reuniões preparatórias durante a semana, antes da assinatura oficial prevista para sexta-feira, 19 de junho, na Suíça.

A limitação da circulação no estreito de Ormuz resultou em aumentos dos preços dos combustíveis e desencadeou um aumento da inflação pelo mundo.

Na Europa, o Conselho do BCE decidiu, na semana passada, aumentar as três taxas de juro diretoras do BCE em 25 pontos base pela primeira vez desde 2023.

Na decisão publicada na quinta-feira, o BCE refere que “a guerra no Médio Oriente está a gerar pressões inflacionistas e a decisão de aumentar as taxas de juro apresenta-se robusta face a um conjunto de cenários, que mapeiam a forma como o choque poderá evoluir e afetar as perspetivas de médio prazo para a área do euro”.

com Lusa

 

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