Do norte ao sul de Portugal, todas as regiões atraem compradores internacionais que procuram, cada vez mais investir no mercado nacional. Segundo o estudo da consultora imobiliária Engel & Völkers Market Report Portugal 2025-2026, o perfil do comprador internacional varia de região para região, refletindo a crescente diversificação do investimento no mercado imobiliário português. O país está a consolidar-se como um dos mercados mais atrativos para o investidor internacional e apresenta diferenças consideráveis por regiões, refletindo as características e o posicionamento de cada uma das geografias regionais. Segundo o relatório, o mercado imobiliário nacional entrou numa nova fase de maturidade, sustentada por uma procura internacional cada vez mais diversificada. “Num contexto global marcado pela procura de estabilidade, qualidade de vida e segurança do investimento, Portugal continua a reforçar o seu posicionamento como um dos destinos residenciais e de investimento mais competitivos da Europa, beneficiando da capacidade de resposta de diferentes regiões a perfis e motivações distintos”, pode ler-se no comunicado da consultora.
Assim, norte-americanos, britânicos, franceses, alemães e irlandeses estão entre as nacionalidades que mais investem, no nosso território, embora com apostas diferenciadas. No Minho, continuam a destacar-se os compradores britânicos, atraídos pela qualidade de vida, pelo património e pela crescente valorização da região. Compram essencialmente moradias, segmento que é dominado por estrangeiros, que representam 95% das aquisições.
Analisando o perfil do comprador no Algarve confirma-se que a região concentra o maior investimento estrangeiro a nível nacional. Quinta do Lago e Vale do Lobo sobressaem pela forte componente internacional.
Por outro lado, no Porto, o mercado é dominado por portugueses, que registam um peso de 73% nas aquisições, contra os 27% de estrangeiros. Do lado dos compradores internacionais, destacam-se os norte-americanos, que consolidam a sua liderança, sendo seguidos pelos franceses e pelos espanhóis. Já em Vila Nova de Gaia o crescimento dos compradores estrangeiros tem sido notório, e já representam 33% das compras de imóveis. Destacam-se aqui nacionalidades como a norte-americana, a britânica e a francesa.
Na zona Oeste, os compradores estrangeiros representam 55% dos negócios, de acordo com os dados da Engel & Völkers. A consultora refere que norte-americanos, franceses e alemães lideram a procura, atraídos pela combinação entre a proximidade a Lisboa, qualidade de vida, autenticidade e preços ainda competitivos face a outros mercados.
Também se mantém fortemente internacional o perfil do comprador de Cascais, sendo esta zona um dos melhores exemplos da diversificação geográfica dos investidores, com destaque para as nacionalidades brasileira, russa e norte-americana. Cerca de 81,3% das aquisições nesta localidade são efetuadas por estrangeiros.
Por outro lado, no Porto, o mercado é dominado por portugueses, que registam um peso de 73% nas aquisições, contra os 27% de estrangeiros. Do lado dos compradores internacionais, destacam-se os norte-americanos.
Por último, analisando o perfil do comprador no Algarve confirma-se que a região concentra o maior investimento estrangeiro a nível nacional. Quinta do Lago e Vale do Lobo sobressaem pela forte componente internacional – cerca de 80% dos compradores são estrangeiros, com predominância para clientes do Reino Unido e da Irlanda, seguidos por investidores da Alemanha, Bélgica e Países Baixos. Sendo zonas que se destacam pela sua exclusividade, confirmam a capacidade que o Algarve tem para continuar a captar compradores de elevado património. Em Vilamoura, o peso internacional atinge os 75%, com os alemães, neerlandeses e belgas a dominarem as transações.
Margarita Oltra, regional manager da Engel & Völkers, refere, em comunicado, que “Portugal continua a afirmar-se como um destino imobiliário de referência à escala global, mas aquilo que hoje distingue verdadeiramente o mercado é a sua diversidade. Cada região oferece uma proposta de valor própria e consegue atrair perfis diferentes de compradores, seja pela qualidade de vida, pela proximidade aos centros urbanos, pelo património, pela envolvente natural ou pelo potencial de valorização. Esta diversidade torna o mercado português mais resiliente”.





