30 Under 30: Um ano depois com Afonso Maló Franco

É provável que esta cara não lhe seja estranha, mas deixo-nos apresentá-lo de novo. Até porque já viveu várias vidas desde que entrou pela casa dos portugueses pela primeira vez. Chama-se Afonso Maló Franco e é vice-presidente na Laerdal Medical, a multinacional reconhecida como a empresa mais inovadora da Noruega, orador em conferências e apresentador…
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Em 2025, integrou a lista 30 Under 30 da Forbes Portugal, na categoria Tecnologia & Inovação. Um ano depois, falámos com Afonso Maló Franco sobre a sua carreira, objetivos e a área da tecnologia.
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É provável que esta cara não lhe seja estranha, mas deixo-nos apresentá-lo de novo. Até porque já viveu várias vidas desde que entrou pela casa dos portugueses pela primeira vez. Chama-se Afonso Maló Franco e é vice-presidente na Laerdal Medical, a multinacional reconhecida como a empresa mais inovadora da Noruega, orador em conferências e apresentador do Scandinavian Product Podcast, onde entrevista autores, executivos e fundadores de empresas.

Com a mãe e a irmã já envolvidas no mundo da televisão, a sua chegada a este meio não foi uma surpresa. Começou com dobragens, fez a série “Inspetor Max”, deu o salto para as novelas e parou. Cedo percebeu que não queria lidar com algumas das consequências desta profissão.

Passou pelo desporto e pelo marketing, mas foi na tecnologia que encontrou o lugar que mais o desafia. E Afonso gosta de ir atrás de novos objetivos.

Como é que surgiu a oportunidade na representação?

Tudo começou com dobragens para a Disney e para a Pixar. Muito porque a minha mãe estava associada à indústria e na altura a minha irmã estava a fazer a Clarinha do Super Pai. Tinha todo esse mundo ao meu redor em casa. Começo por fazer dobragens, ainda nem sabia ler, eles tinham de me dizer o que é que eu ia dizer. Depois houve um dia em que fui ver a minha irmã gravar, eles gostaram de mim e disseram: há esta nova série que vai ser feita, devias vir ao casting. Fiz o casting e acabei por ficar, foi o primeiro passo em televisão. Depois do Inspetor Max, decidi continuar e surgiu a oportunidade para fazer A Vingança, que era uma novela da SIC. Já era um bocadinho mais velho, tive uma perceção diferente do que é este mundo e daquilo que eu estava a fazer.

Depois deixamos de te ver em televisão e quando voltamos a ouvir falar de ti é já ligado ao râguebi. Como foi esse período entre um momento e outro?

A seguir à novela eu podia ter continuado, havia algumas propostas e ideias, mas não continuei porque, mesmo sendo miúdo, não gostei muito da parte da falta de privacidade. A fama ainda hoje é uma coisa que eu não procuro e decidi que queria preservar a minha privacidade. Depois também começou a minha jornada no râguebi, eu já jogava desde os cinco anos, mas aí as coisas começaram a ficar mais sérias, as primeiras seleções começavam a aparecer e eu sou muito competitivo. Continuei a fazer dobragens, porque gosto imenso e ainda hoje gosto desse mundo, mas, entretanto, foquei muito no râguebi. Eu sou muito assim, sou muito de fazer uma coisa e estar totalmente focado nela. Estou disposto a deixar coisas que até sou bom a fazer ou são especiais para mim. Se aparece uma coisa que realmente me desperta a atenção tenho facilidade em tomar essa decisão.

Nesse momento o teu objetivo era seguir uma carreira no râguebi?

Não sabia bem. Desde muito cedo, que o meu foco era chegar ao topo daquilo que eu podia chegar em termos de râguebi. Isso é uma coisa minha em tudo o que faço, se me foco em alguma coisa gosto de ir a fundo, não vou fazer só para me entreter. Para mim o que isso significa é conseguir atingir os objetivos que traço para mim próprio. O objetivo na altura era conseguir ser o melhor jogador que eu poderia ser e isso significava chegar a capitão da seleção do meu escalão. Depois tive uma fase em que me tornei capitão da seleção e foi uma fase da minha vida em que comecei a pensar duas vezes: será que posso mesmo ser jogador profissional? Considerei ir jogar para França, mas sempre tive esta ambição a nível de trabalho e sempre tive esta ideia de “não sei se quero ser desportista”, não era uma visão que tinha para mim. Chegou uma altura em que comecei a pensar: isto não é aquilo que quero fazer no futuro. Quase que do dia para a noite pus o râguebi de parte e foquei na universidade.

Sentes que o teu foco muda assim que cumpres o teu objetivo?

Isto por um lado leva-te a nunca estares satisfeito como ser humano, porque tens sempre um objetivo, nunca consegues viver o presente e estar grato por aquilo que tens. Por outro lado, atingir um objetivo é uma coisa boa e devias estar orgulhoso. É bom ser ambicioso, temos uma vida só e é importante fazermos aquilo que gostamos da forma que gostamos. Eu sou intenso, gosto de fazer as coisas intensamente. Eu tinha entre 16 e 18 anos, nessa altura acho que era um bocado imaturo e se calhar estava sempre focado em “qual é o próximo objetivo”, hoje em dia vejo a vida de uma forma um bocadinho diferente.

Que valores é que aprendeste com o râguebi e de que forma eles te ajudam hoje a nível profissional?

Há vários. Um que está sempre muito presente é o companheirismo. Há uma coisa muito especial no râguebi que é quando vais para dentro de campo, porque é um desporto com muito contacto, há aquela sensação de: tu vais para campo com os teus amigos para dares o litro fisicamente, vais quase que lutar, usando uma metáfora, vais-te sacrificar pelos teus companheiros de equipa, pelos teus amigos. Quando estou numa equipa, eu vou fazer tudo aquilo que posso para que os meus companheiros de equipa estejam bem, estejam felizes, sejam bem-sucedidos, para que como equipa estejamos a cumprir os nossos objetivos e cheguemos onde queremos. A ambição é um valor que também me foi incutido muito cedo. O respeito. Eu posso estar numa competição, mas não deixam de ser equipas de seres humanos.

E como é que foi o teu percurso académico?

Eu estava muito apaixonado por marketing. Estudei gestão, mas já na minha licenciatura queria muito fazer o mestrado em marketing fora. Acabei depois por conseguir entrar em Kingston Business School para fazer o mestrado em marketing e brand management. Na altura a minha ambição seria ser chief marketing officer numa empresa com produtos com que me identificava. Eu faço o mestrado ainda com essa expectativa, fui o melhor aluno do mestrado e depois começa a minha carreira.

Como é que são os primeiros passos a nível profissional?

Eu conheço a minha agora mulher em Londres, na mesma universidade. Ela é norueguesa, decide voltar e eu decido voltar com ela, já estava a escrever a tese na altura e decido vir para a Noruega sem trabalho. Quando cheguei percebi que havia uma marca de cerveja que eu adorava, eles tinham um marketing brutal, é uma das maiores marcas de cerveja aqui na Noruega: a Lervig. Eu pensei para mim: porque não trabalhar nesta empresa? Mas eles não tinham nada em aberto portanto marquei uma reunião com o CEO para fazer um pitch de mim próprio para um estágio de verão em marketing. Lembro-me que fiz uma análise de todo o website deles, fiz um pitch do que eu poderia trazer à empresa como marketing intern. Ele gostou muito disso e ofereceu-me o trabalho, ou seja, quando cheguei quase que tive trabalho logo no dia a seguir por ter tido essa atitude.

Mas não ficaste por aí, como é que chegas à Laerdal?

Comecei a perceber que adoro marketing, mas aquilo que eu gosto mesmo de fazer é criar produtos na área da tecnologia. Nesse estágio começo a criar esse bichinho e a pensar: quais é que são as funções que têm essa responsabilidade de inovação, criação de produto em tecnologia, e cheguei à conclusão que seria product management em tecnologia. A Laerdal, que é a empresa onde estou hoje, estava à procura de um product manager e eu lancei-me. Tinha 21 anos e disse a amigos e mesmo familiares da minha mulher que me estava a candidatar como product manager para a Laerdal, que é uma multinacional, toda a gente sem exceção me disse: eu admiro a tua ambição, mas esquece, não vais entrar com 21 anos. Eu tentei na mesma e a verdade é que me lembro que foram umas quatro rondas de entrevistas, fui ficando, até que a entrevista final foi um case study, preparei-me muito bem e acabei por ficar. A partir daí, a minha carreira aqui na Laerdal disparou.

E porque é que achas que ficaste tu?

Olhando para trás e analisando em retrospetiva o meu case study, há uma coisa que eu tenho vindo a treinar há muitos anos que é a comunicação e o meu case study foi muito analítico, preparei-me mesmo muito bem para o caso e provavelmente mais do que outros candidatos, tive a capacidade de articular as ideias de uma forma clara, de uma forma confiante e é isso que a Laerdal também vê num product manager, uma pessoa que também tem a capacidade de interagir, de comunicar de estar confiante. Eram quatro pessoas na entrevista e eu conseguia ver que eles estavam a gostar, mas que havia ali alguma hesitação, talvez por as minhas respostas não serem tão séniores, e a dada altura lembro-me dizer: eu sei que sou muito novo e que não tenho experiência para este cargo, mas se há uma coisa que eu sei é que eu vou a fundo, vou aprender tudo bastante rápido, se há coisa que eu sei é aprender. Na altura lembro-me de ver as reações e perceber que eles gostaram da atitude e acabei por ficar. Isso foi um marco na minha carreira porque me abriu portas para a carreira gigante que tenho agora.

Fala-me sobre essa carreira, como é que foi o percurso a partir daí?

A partir daí eu foquei, quase como obsessão, em tentar aprender tudo o que é bom product management em tecnologia. Eu sabia que aquilo que me iria dar as ferramentas que eu precisava. Comecei a mandar mensagens no Linkedin a product managers da Duolingo, Google, Amazon e outras empresas, e comecei a ter reuniões com essas pessoas quase que antes de ter reuniões na Laerdal. Comecei a aprender imenso e depois é um bocado uma bola de neve, tu começas a aprender muito, começas a ter questões, depois perguntas ainda mais refinadas, o que te leva a abrir outras portas, conhecimentos. Acho que nos meus primeiros dois, três anos na Laerdal eu li 100 livros por ano, e não estou a exagerar, foi mesmo dia e noite a tentar aprender. Comecei a trazer ideias e as pessoas da empresa começaram a ver isto como inovação quase interna a nível de formas de trabalhar e facilmente me comecei a posicionar na Laerdal como alguém que traz ideias novas e alguém com vontade de desafiar o status quo. Isso chamou à atenção do chief product officer, que também é dono da empresa, o John Laerdal, e eu começo a criar uma relação com ele muito próxima. Os resultados, entretanto, começaram a aparecer e então houve uma altura em que eu quase que me começo a posicionar como um diretor de product management, porque na altura a empresa não tinha esse cargo. Isso foi uma coisa que depois levou precisamente à criação desse cargo, três anos depois de eu ter entrado. Passado mais um ano e meio, derivado também a ter feito um bom trabalho, recebi então uma proposta para vice-presidente no dia em que fazia 27 anos. Foi uma coisa muito polémica porque obviamente eu ainda era muito novo, foi uma coisa muito intimidante para mim, mas acabei por aceitar no dia em que fiz anos. Acabou por não correr como eu queria, fiquei nesse cargo durante uns oito meses e acabou por ser uma posição que eu não estava a gostar muito. Coincidiu com a Easee, que era na altura uma das empresas tecnológicas que estava a crescer mais na Europa, me contactar para que eu fosse liderar o produto. Essas duas coisas, eu não estar a gostar muito do cargo e uma proposta de uma empresa que eu tinha muita curiosidade, acabou por me levar a aceitar e a sair da Laerdal. Foi uma decisão do Afonso mais imaturo, que eu não teria feito hoje. Nessa altura também comecei a partilhar aquilo que estávamos a fazer e comecei a escrever. Alguns artigos começaram a ficar virais e começo a receber propostas para ir falar nas maiores conferências de produto, inovação e design do mundo.

O lado público de que fugiste há uns anos regressa à tua carreira.

Exatamente. Uma carreira mais pública, a nível de partilhar conhecimento, escrever. O reconhecimento começa a aparecer.

E neste momento estás onde?

Voltei para a Laerdal. Entretanto saí da Easee para criar a minha própria empresa como consultor e advisor para fundadores e CEO. Fiz isso durante um ano, criei um podcast que chegou a número 2 na Escandinávia e podcast número 1 de produtos e growth nos nórdicos. É engraçado porque na altura a minha mulher perguntou-me qual era o meu objetivo com o podcast e eu disse imediatamente: número 1 em produto e growth, pelo menos na Escandinávia. E de novo quase toda a gente com quem eu falava dizia: Afonso, número um é o Lex Fridman ou é o Joe Rogan, isso é totalmente irreal. E a verdade é que o podcast estava número dois na Apple duas semanas a seguir ao lançamento. Isso deu-me um prazer enorme, porque eu adoro falar com pessoas, explorar tópicos, aprender.

Mas a certa altura senti-me um bocado sozinho como consultor independente, talvez por este espírito de equipa que o râguebi me deu, eu gosto imenso de estar rodeado de equipas, tinha muitas saudades disso como consultor independente. Quando saí da Laerdal saí bem, sempre com boas relações, com um respeito enorme pela empresa e pela família. E isto também coincidiu com uma conversa com o John Laerdal, ele queria muito que eu voltasse e eu também mostrei interesse em voltar. Acabámos por formalizar um cargo de vice-presidente para operações.

Qual é a diferença entre este cargo e aquele que deixaste?

O cargo passado era mais de estratégia de produto. O cargo que eu tenho agora é em parceria com o departamento de estratégia de produto, mas totalmente focado em fazer o design da organização para que nós estejamos como uma organização capaz de executar a estratégia e a visão que temos. Ou seja, a minha a minha responsabilidade é ter a certeza de que a Laerdal está preparada para o sucesso: como trabalhamos, como as equipas colaboram, as ferramentas que usam, a cultura que nós temos internamente, a nível de produto, engenharia e design. O processo, as operações, a forma como as equipas criam um produto, tudo isso é a minha responsabilidade de desenhar, melhorar, inspecionar, tentar perceber os desafios que existem das diferentes equipas, dos diferentes líderes. Além disso, estou muito próximo com o CPO e com o CTO em estratégia de produto, e, por fim, há também uma componente que nós chamamos enablement, que é mais a nível de trabalhar com líderes, há um bocadinho uma componente de coaching aqui, para sermos o melhor que podemos.

Como é que tem sido trabalhar esta área da tecnologia numa altura em que ela muda tão rápido?

Para mim é muito entusiasmante, porque o desafio intelectual é dez vezes maior. Se por exemplo há cinco anos, líderes com funções parecidas com a minha teriam de pensar “será que temos a estrutura da organização certa? Será que temos os processos certos? Será que temos a cultura certa?”, hoje isso é um tudo ou nada para uma organização. Tens uma disrupção muito grande a acontecer e as empresas que se adaptam rapidamente serão aquelas que irão ter sucesso no futuro. Esta questão da inteligência artificial (IA) é extremamente intelectualmente estimulante, não há um dia em que não tenha uma ideia de como fazer alguma coisa diferente, ou como adotar uma ferramenta que ainda não temos, ou como mudar um processo que já está ultrapassado. Eu costumo dizer que ninguém sabe realmente qual é o guia prático hoje. Há cinco anos existiam as melhores práticas que tu podias aprender, hoje o guia está sempre a mudar. Isto é a era de criares o teu próprio guia prático para conseguires redesenhar algo que se adapta a ti e ao teu contexto atual, com a maturidade que possuis hoje. E isso não consegues aprender de outras empresas, porque está tudo a mudar muito rápido e nem eles sabem também. Acabas mesmo por ter de experimentar coisas novas que não foram feitas nunca. E isso, para mim, é o trabalho de sonho.

Quais são as tendências do mercado que mais te entusiasmam hoje em dia?

Obviamente a inteligência artificial, acho que há muita gente que ainda não percebe o impacto que os agentes de IA vão ter nas organizações. No passado existiam cargos e responsabilidades muito definidas, hoje quando chegas a uma altura em que podes ter um agente de IA em parceria com uma pessoa, os cargos começam a fundir-se. Vamos ter um aumento muito grande de produtividade em empresas que conseguem adotar estas tecnologias. As empresas têm de começar a redesenhar como estruturam a informação, como interagem e tudo isso para estarem prontas para estes agentes. Isso interessa-me muito, como é que fazes o design de uma organização para que esteja agent ready. É importante que as pessoas percebam que os cargos vão mudar, eu não acredito num apocalipse no mercado de trabalho, em qualquer onda de inovação que tivemos na história, há sempre trabalhos que são perdidos, trabalhos que são criados e outros que são mudados. Acho que principalmente vamos ter uma mudança. Ou seja, a IA pode substituir muitas tarefas e automatizar muitas outras, mas não necessariamente profissões.

Outra questão é o possível fim da gestão intermédia. Tu podes criar produtos todos os dias com a tecnologia que existe, então aquilo que é mais importante é o teu julgamento sobre aquilo que, basicamente, merece existir. A ligação disto ao possível fim da gestão intermédia é que como as equipas conseguem criar de uma forma tão rápida, os líderes atualmente têm de estar muito mais próximos do contexto. Eu acho que as organizações do futuro vão ser naturalmente mais planas.

Por fim, outra coisa que se fala muito o fim do SaaS (software como um serviço). Eu acho que as empresas de SaaS, que resolvem um problema muito específico e muito pequenino, estão sim em risco de a morte, mas acho que o mercado de SaaS vai aumentar porque assim que começas a fazer a implementação dos agentes, eles vão trabalhar dentro dos produtos SaaS que existem, em vez dos seres humanos.

Ao longo da entrevista falaste algumas vezes sobre momentos em que dizias que ias fazer algo e as pessoas diziam que seria impossível. Achas que és tu que gostas de provar que as pessoas estão erradas ou as pessoas é que já deviam parar de te questionar?

Vou ser muito honesto, eu acho que talvez no início, quando tive reações desse género, talvez houvesse essa questão de validação externa, essa necessidade de provar aos outros. E é uma coisa que tenho vindo a trabalhar, hoje sou muito mais motivado por questões internas do que externas. Os desafios que traço para mim próprio são desafios que eu sei que quero fazer e não penso muito naquilo que os outros vão pensar. A motivação não é para provar que os outros estão errados, a motivação é provar a mim próprio que eu consigo ser melhor amanhã do que era hoje. E se a pergunta é: mas será que as pessoas não acreditarem que tu consegues te motiva? Quem sabe, talvez.

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