Portugal recebe em julho o maior congresso mundial dedicado ao azeite

Portugal será palco, nos dias 2 e 3 de julho, da segunda edição do Olive Oil World Congress (OOWC), um dos principais fóruns internacionais dedicados ao setor oleícola. O congresso decorrerá no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, reunindo especialistas, investigadores, produtores, empresas e representantes institucionais de vários países produtores de azeite. A realização do…
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Portugal vai receber, em julho, a segunda edição do Olive Oil World Congress, um encontro que reunirá em Lisboa os principais protagonistas mundiais da fileira oleícola e que reforça o peso crescente do país no mercado internacional do azeite.
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Portugal será palco, nos dias 2 e 3 de julho, da segunda edição do Olive Oil World Congress (OOWC), um dos principais fóruns internacionais dedicados ao setor oleícola. O congresso decorrerá no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, reunindo especialistas, investigadores, produtores, empresas e representantes institucionais de vários países produtores de azeite.

A realização do evento em Portugal reforça o posicionamento do país como uma referência internacional na produção e exportação de azeite. A primeira edição realizou-se em Madrid, em junho de 2024.

“Hoje somos um dos principais produtores e exportadores mundiais de azeite, resultado de anos de investimento, modernização, inovação tecnológica e aposta na qualidade, fatores que colocaram o azeite português entre os mais valorizados nos mercados internacionais”, afirma José Manuel Fernandes, Ministro da Agricultura e Mar.

Também Pedro Lopes, presidente da Direção da Olivum – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal, considera que a escolha de Lisboa para acolher o congresso reflete a crescente relevância internacional do setor nacional: “Portugal é hoje um país com uma voz cada vez mais relevante no panorama mundial do azeite. Crescemos muito nos últimos anos, modernizámos o olival, investimos em tecnologia, inovamos no campo e nos lagares, e produzimos azeites de excelência, reconhecidos nacional e internacionalmente”.

Para Jaime Lillo, diretor executivo do Conselho Oleícola Internacional (COI), Lisboa tornar-se-á, durante os últimos dias de junho e os primeiros de julho, “a capital da comunidade internacional do azeite”. O responsável destaca a presença de representantes dos principais países produtores de azeite e de azeitonas de mesa, bem como de produtores, exportadores, importadores, empresas do setor e membros da comunidade científica. Segundo Jaime Lillo, o congresso constituirá “uma oportunidade única para dialogar sobre os principais desafios e contribuir para as soluções de que o setor olivícola internacional necessita”.

Alterações climáticas, digitalização e IA em debate

O programa do Olive Oil World Congress abordará alguns dos temas mais relevantes para o futuro da fileira oleícola, incluindo a adaptação às alterações climáticas, a digitalização da agricultura, a aplicação da inteligência artificial à produção agrícola, a qualidade e autenticidade do azeite e os impactos da instabilidade geopolítica nos mercados internacionais.

O congresso contará com especialistas nacionais e internacionais provenientes da investigação, da indústria e das organizações representativas do setor, promovendo a partilha de conhecimento e de boas práticas à escala global.

Um setor com peso crescente na economia portuguesa

A importância económica da fileira do azeite para Portugal mantém-se significativa. Para a campanha 2025/2026, estima-se uma produção de cerca de 179 mil toneladas, um valor semelhante ao da campanha anterior e 15% acima da média das últimas cinco campanhas.

No plano externo, em 2025, Portugal exportou 228.599 toneladas de azeite, gerando mais de mil milhões de euros em receitas externas e assegurando um saldo comercial positivo de cerca de 586 milhões de euros.

O setor oleícola representa atualmente “um ativo estratégico para Portugal”, refere José Manuel Fernandes, Ministro da Agricultura e Mar.

José Manuel Fernandes considera que o setor oleícola representa atualmente “um ativo estratégico para Portugal”, destacando não apenas a sua relevância económica e exportadora, mas também o contributo para a coesão dos territórios rurais, a sustentabilidade ambiental e a competitividade do setor agroalimentar nacional.

“Num contexto internacional cada vez mais exigente, é essencial continuar a investir na inovação, no conhecimento e na criação de condições que permitam ao setor manter a sua trajetória de crescimento e afirmação internacional”, acrescenta o ministro.

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