A Fundação Jerónimo Martins tem uma carteira de 20 milhões de euros destinados ao programa de apoio à reconstrução e recuperação de mais de 100 instituições nos municípios de Leiria, Marinha Grande e Ourém afetados pelo comboio de tempestades que assolou o País no início do ano.
A instituição revela que, já no próximo dia 8 de junho, serão lançadas as primeiras obras em cada um dos concelhos, com as equipas técnicas de engenharia e construção que a Fundação constituiu para este programa.
De acordo com a Fundação Jerónimo Martins, estão abrangidos creches e lares de idosos, mas também estruturas de apoio a pessoas com deficiência e outras respostas sociais prioritárias, incluindo habitações de famílias vulneráveis identificadas pelas autarquias. Deste programa, estima-se que possam beneficiar cerca de 12 mil pessoas, maioritariamente crianças, idosos e famílias vulneráveis.
O programa foi apresentado esta manhã na presença dos presidentes de câmara das três autarquias e do presidente da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, Paulo Fernandes.
A conferência de imprensa teve lugar no Centro Social Paroquial de Regueira de Pontes (Leiria), uma Instituição Particular de Solidariedade Social com valência de creche, residencial sénior e serviço de apoio domiciliário a idosos, que foi severamente afetada pela tempestade e que será uma das instituições abrangidas.
A Fundação Jerónimo Martins salienta que está no terreno desde o início lembrando que, depois da tempestade que ocorreu na noite de 28 de janeiro, apoiou de imediato mais de 250 colaboradores do grupo Jerónimo Martins. “Esse esforço chegou ao terreno nos primeiros sete dias desde o fim da tempestade, tendo destinado um valor superior a três milhões de euros para os colaboradores e as suas famílias, ao qual se somou mais um milhão de euros de apoio à comunidade através da Estrutura de Missão logo no mês de fevereiro”, pode ler-se no comunicado divulgado pela Fundação.
A instituição considera que, “pela dimensão das intervenções e pelo modelo colaborativo, este programa representa um projeto de apoio filantrópico em larga escala, com poucos precedentes no país, e que tem como objetivo acelerar a reposição da normalidade e das condições de vida em Leiria, Marinha Grande e Ourém”.
A presidente da Fundação Jerónimo Martins, Marta Lopes Maia, realça que “nos dias seguintes à tempestade, a Fundação Jerónimo Martins apoiou de imediato os colaboradores do grupo afetados. Porque somos uma Fundação que atua no terreno, percebemos profundamente o nível de devastação nesta região, o que nos levou a ampliar o apoio à comunidade, numa parceria inédita entre a sociedade civil e as entidades regionais para garantir que ninguém fica para trás”.
O diretor executivo da Fundação Jerónimo Martins, Miguel Herdade, salienta que “a equipa da Fundação visitou, porta a porta, mais de 140 instituições que servem populações vulneráveis. Num trabalho de grande proximidade com as Câmaras Municipais de Leiria, Marinha Grande, Ourém e Estrutura de Missão, esperamos que este apoio demonstre o nosso esforço coletivo e responsabilidade da sociedade civil para resolver os problemas do país, neste caso apoiando as pessoas vulneráveis afetadas por esta tragédia”.





