Quase metade dos profissionais identifica a IA como principal prioridade de investimento para os próximos 12 meses, mas apenas uma em cada cinco organizações já terá regras claras e formalizadas para a sua utilização. Esta é a ideia-chave do estudo “Leading the Future Economy”, conduzido pela consultora QSP – Marketing Management & Research junto de 290 profissionais ativos em Portugal.
Nesta análise, a Inteligência Artificial surge como a principal área de investimento para os próximos 12 meses, referida por 43,1% dos inquiridos, acima da tecnologia e transformação digital (34,1%) e da cibersegurança (26,2%). Apesar disso, apenas 21,2% dos participantes afirmam que a sua organização possui orientações claras e formalizadas para a utilização de IA. Outros 30,5% indicam que essas regras ainda estão em desenvolvimento, enquanto 19,3% assumem que a organização não possui qualquer orientação para utilização destas tecnologias.
De acordo com este inquérito, as principais barreiras à adoção são a resistência à mudança (33,1%) e a falta de conhecimento interno (31%), à frente das preocupações com privacidade e segurança (26,6%) e dos custos elevados (24,1%).
“Os resultados mostram um desfasamento entre a velocidade de adoção da IA e a capacidade das organizações para criarem políticas internas, prepararem equipas e integrarem estas ferramentas de forma consistente. A transformação tecnológica está a avançar mais depressa do que a adaptação das próprias organizações”, afirma Rosa Carvalho, Market Research & Project Lead da QSP e responsável pelo estudo.
IA deverá transformar funções mais do que eliminar empregos
Para 32,8% dos participantes neste inquérito, a Inteligência Artificial irá sobretudo transformar funções existentes. Já 24,7% acreditam que algumas funções serão eliminadas, enquanto 15,8% antecipam a criação de novos postos de trabalho.
As competências mais valorizadas para os líderes do futuro combinam literacia tecnológica com capacidade de adaptação e gestão de pessoas. A literacia digital e tecnológica, incluindo IA, surge em primeiro lugar (42,8%), seguida da gestão de pessoas e talento (35,5%), da abertura à mudança e aprendizagem contínua (33,8%) e da capacidade de adaptação e agilidade (33,4%).
O estudo “Leading the Future Economy” foi desenvolvido no âmbito da 19ª edição do QSP Summit, evento de gestão, marketing e estratégia empresarial, que se realiza entre 30 de junho e 2 de julho de 2026, no Porto e em Matosinhos.





