Happy Boss: “O mais importante é que as pessoas sejam felizes a trabalhar”

A felicidade no trabalho continua a ser um pilar estratégico para as organizações. Cientes desta realidade a Forbes Portugal, em parceria com a Happiness Works, realizou mais uma edição da iniciativa que premeia as empresas portuguesas com melhores índices de felicidade e satisfação no trabalho. Mais uma vez foi distinguido o gestor que mais se…
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O prémio Happy Boss 2026 foi entregue a Altino Osório, da AMCO Intermediários de Crédito, distinção no âmbito da iniciativa Happiness Works que premeia as empresas portuguesas com melhores índices de felicidade e satisfação no trabalho.
Happiness Works Líderes

A felicidade no trabalho continua a ser um pilar estratégico para as organizações. Cientes desta realidade a Forbes Portugal, em parceria com a Happiness Works, realizou mais uma edição da iniciativa que premeia as empresas portuguesas com melhores índices de felicidade e satisfação no trabalho. Mais uma vez foi distinguido o gestor que mais se destacou pela liderança em prol das suas pessoas. Na edição de 2026 o prémio foi atribuído a Altino Osório que fundou há 20 anos a AMCO Intermediários de Crédito. A Forbes Portugal conversou, à margem da cerimónia de apresentação do estudo e entrega dos prémios Happiness Works, com o fundador da AMCO que não escondeu o orgulho em perceber que os colaboradores têm assumido a estratégia da organização e o reconhecem como um líder cujas decisões estão a dar frutos na empresa, nas pessoas e nos clientes. Altino Osório destaca o facto de a AMCO ter uma taxa de retenção de talento de 95%, o que prova que a liderança está no caminho certo.

Fundou a AMCO Intermediários de Crédito há 20 anos, em 2006. Na altura, que argumentos é que justificavam criar uma empresa de intermediação de créditos?

Realmente criei a empresa em 2006, tinha acabado a licenciatura há praticamente um ano. Entretanto percebi que havia uma carência, que havia a necessidade também de adquirir mais conhecimento, fiz a licenciatura em ciências económicas e empresariais, e já trabalhava nesta área numa empresa. Fui trabalhar após concluir a licenciatura como diretor comercial, e passado um ano percebi que realmente tinha capacidade para ter a minha própria empresa, e foi aí que iniciei sozinho este percurso. Ao fim de 20 anos, já somos mais de 40, e é um orgulho ter tido um crescimento sustentado, lento, mas acima de tudo bem reforçado ao nível de gestão e de exigência na gestão, e não só, mas também acima de tudo lidar com pessoas, que isso é o mais importante também.

Mas como é que a empresa se tem distinguido face à restante concorrência?

Nós somos o maior intermediário de crédito a nível nacional, tirando claro os grandes grupos de franchising. Temos uma qualidade de serviço de excelência. A prova disso é que temos também adquirido vários prémios, nomeadamente o Prémio 5 estrelas, esta creio que é a 6ª edição da empresa mais feliz, nos três últimos anos fomos considerados a empresa mais feliz a nível nacional, já fomos distinguidos também como a melhor empresa para trabalhar, PME Excelência, PME Líder, várias distinções. Isto prova que toda esta gestão, toda esta organização, a exigência acima de tudo e a qualidade de profissionais que temos.

Como têm apostado nas vossas pessoas para que vistam a camisola AMCO?

Na verdade, qualquer organização é um somatório de pessoas. Nós podemos tomar as melhores decisões possíveis, podemos ter os melhores team buildings possíveis, mas se não houver uma boa relação humana nada é possível. Por vezes, o ordenado é importante, ou quase sempre o ordenado é importante, mas o trato com o nosso recurso humano é o mais importante, a relação humana é o mais importante, estar ao lado deles, saber ouvi-los, eles ouvirem também a estratégia da empresa, conseguir encaixar qual é a estratégia da empresa, acreditar nela e, claro, que nas minhas decisões também. Perceberem que estamos no caminho certo e eles conseguem depois também seguir-nos. O mais importante para mim, de facto, é que as pessoas sejam felizes a trabalhar. Se estiverem felizes a trabalhar em termos de produção é claro que somos sempre ressarcidos com a maior empatia, com a maior dedicação para com os clientes, com o maior profissionalismo. E prova disso, como disse, somos pelo terceiro ano consecutivo a empresa mais feliz.

E como é que chega ao estatuto de Happy Boss, sabendo-se que hoje chefiar não é liderar?

Exatamente, chefiar não é liderar. A verdade é que eu nunca chefiei, eu sempre liderei. E o líder é aquele que consegue fazer com que as pessoas nos sigam. Tudo isto é um conjunto de decisões e de fatores. Nós temos de provar a quem trabalha connosco que estamos no caminho certo. Temos de provar às pessoas que todas as nossas decisões deram frutos: no ambiente de trabalho, no seu ordenado, que é aquilo que também é importante para eles, deram frutos na própria organização, na equipa, deram frutos no investimento que nós fizemos também na própria empresa. Relembro que fazemos este ano 20 anos e também mudámos as instalações em Famalicão. Isto é prova que também a empresa investe na qualidade do serviço, na qualidade das instalações. E isso faz com que haja uma retenção muito elevada. Nós temos uma taxa de retenção superior a 95%. Para nós é ótimo, porque aí estamos a falar de uma equipa coesa e vê-se isso nos team buildings que organizamos, que existe ali um fator comum que é a união. Todos trabalhámos em prol de algo. Tudo isso prova que o investimento das pessoas acaba por ser ainda, na minha opinião, é o fator decisivo para o sucesso.

A literacia financeira é um tema onde têm apostado. Que papel é que uma empresa como a vossa pode ter para a fomentar, tendo em conta que os portugueses continuam a ter algum déficit em termos de literacia e os conceitos de poupança também estão aquém?

Nós temos um serviço completamente gratuito, em que, fazemos consultoria financeira, avaliamos a taxa de esforço das pessoas, conseguimos, por vezes, criar ali um disponível através da consolidação dos créditos que possam ter, concretizamos sonhos, fazemos pessoas felizes também. Como sabemos, por vezes, termos acesso a um crédito, comprar uma casa nova, uma viagem, o que for, para estudar, o que for, não deixa de ser, por vezes, uma concretização de um sonho. E nós, de uma forma gratuita, fazemos essa avaliação. Fazemos com que as pessoas também acabem por poderem reduzir as suas prestações, damos inputs, por vezes, em termos de poupança, não só nos financiamentos, mas também nos custos fixos que têm, normalmente, mensais, normalmente, da energia, das telecomunicações. Temos aqui uma ação de cariz social sempre presente, feita de uma forma proactiva e sensibilizadora para que as pessoas, de facto, reconheçam que, por vezes, têm alguns custos mensais que podem, perfeitamente, ser melhorados. Por exemplo, um seguro de vida, que é obrigatório no crédito de habitação, podem, perfeitamente, poupar muito dinheiro mensalmente com a redução do seu seguro, não diminuindo as suas garantias.

Não se trata apenas de avaliar a atribuição de créditos…

Como disse, nós temos aqui um papel muito ativo e importante na sociedade, de cariz social, sensibilizando as pessoas para a poupança, sensibilizando as pessoas para escolher a melhor opção no seu crédito, pode ser a habitação, pessoal ou até na própria consolidação, e é esse o propósito também que nos move essencialmente.

E ser distinguido como Happy Boss, traz uma responsabilidade acrescida?

Sim, traz uma responsabilidade acrescida com os nossos colaboradores, como sabemos que são eles que votam. Para mim é um motivo de satisfação e de orgulho, porque nestes 20 anos conseguir perceber que de facto estou no bom caminho na gestão de pessoas. E eles perceberem que de facto todas as decisões que tomo, por vezes que até não são muito do agrado deles, mas que acima de tudo é para o bom interesse da própria empresa e o bom interesse da equipa, nós não podemos tomar decisões individuais, temos de tomar decisões em equipa, e eles perceberem que ao longo destes 20 anos, também foram 20 anos de crescimento da empresa, de crescimento de recursos humanos, e somos mais de 40 pessoas. E eu realmente perceber que estou no caminho certo na forma como lido com as pessoas. No final de tudo, nós podemos fazer viagens, nem sempre as viagens são do agrado de todos. Podemos fazer team buildings, nem sempre por vezes é do agrado de todos. O salário é importante para todos. Mas acima de tudo, a relação humana que nós temos com os nossos colaboradores, e não podemos esquecer que, por vezes, os nossos colegas, os colaboradores, passam mais tempo dentro da empresa, na organização do que propriamente em casa. Então tem de ter lá um bem estar dentro da organização, boas condições para que possam também usufruir, possam relaxar. O facto de termos as novas instalações, que também foram todas pensadas para eles, com boas condições, que possam usufruir, que possam relaxar, que possam trabalhar num ambiente ótimo. E com isso tudo, perceber que de facto todas as decisões que eu tomei até hoje, certamente deram frutos, e este prémio é para eles, e agradeço-lhes imenso terem votado em mim para que pudesse ser aqui premiado hoje, como Happy Boss, para mim é um orgulho imenso, e este prémio, voltei a frisar, é deles. Muito obrigado.

Como tem evoluído a AMCO no mercado?

A AMCO tem vindo a crescer ao longo destes anos, tem vindo a crescer em termos também de faturação, aumentamos recursos humanos, aumentamos a faturação, é este o propósito também, e é claro que isto é muito bom, mas também eles receberem um bom salário, receberem prémios, também acaba por ser importante. Tudo é um conjunto de fatores que, por vezes, são decisivos para que nós tenhamos também uma taxa de retenção de mais de 95%. Tudo isto é refletido aí, e mais uma vez prova que de facto estamos no bom caminho.

E a ligação com o Sporting Club Braga, é uma ligação do coração ou da razão?

É do coração de parte, eu gosto muito do Braga, gosto muito das pessoas do Braga, gosto imenso do Presidente, isto é conhecido, portanto, e é claro que não deixo de ter aqui uma boa parceria, também já desde 2019, nós ganhámos com o facto de nós estarmos ali a patrocinar o Braga, pela visibilidade que temos, pela credibilidade também que ele nos dá. Mas o Braga, é claro que sim, também acaba por beneficiar pela nossa notoriedade, pela empresa que é, pela empresa que representa a nível nacional, não só em termos de contas, mas acima de tudo, o mais importante, é o serviço que prestamos ao consumidor, isso para nós é o mais importante.

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