Família de Tupac apresenta nova ação judicial relacionada com o assassinato do rapper em 1996

O meio-irmão do rapper Tupac Shakur, que foi morto num famoso tiroteio a partir de um carro em Las Vegas há 30 anos, intentou uma nova ação por homicídio contra o único suspeito acusado do crime e alega que novas provas apontam para uma conspiração mais ampla por trás do assassinato do rapper. Maurice Shakur,…
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A família afirma que os recentes acontecimentos apontam para uma conspiração mais ampla em torno da morte de Tupac.
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O meio-irmão do rapper Tupac Shakur, que foi morto num famoso tiroteio a partir de um carro em Las Vegas há 30 anos, intentou uma nova ação por homicídio contra o único suspeito acusado do crime e alega que novas provas apontam para uma conspiração mais ampla por trás do assassinato do rapper.

Maurice Shakur, que fez música com o seu meio-irmão nos grupos de hip-hop Outlawz e Thug Life na década de 1990, interpôs uma ação no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles esta semana, alegando que as transcrições do grande júri e um documentário da Netflix sobre as acusações contra Sean Combs, conhecido como Diddy, revelaram uma “conspiração mais ampla e complexa para assassinar Tupac, que envolveu muito mais do que uma mera retaliação por um conflito anterior”.

Os tiros que mataram Tupac foram disparados de um Cadillac branco onde se encontravam Duane Davis, Terrence Brown, Orlando Anderson e DeAndre Smith, e as novas provas incluem alegadamente transcrições do grande júri que sugerem que houve outras pessoas envolvidas além das que se encontravam no carro.

O processo judicial faz também referência às alegações apresentadas no livro “Sean Combs: The Reckoning” por executivos de alto nível da editora discográfica de Combs, que afirmam que o músico mandou matar Tupac e o produtor da Death Row Records, Suge Knight, por um milhão de dólares (alegações que Combs negou).

O processo pede uma indemnização por danos não especificada e cita Duane Davis, que deverá ser julgado este verão sob a acusação de homicídio qualificado pela morte de Tupac, e outros arguidos não identificados, referidos apenas como “John Does 1-100”.

A ação judicial afirma que a acusação não conseguiu identificar claramente os papéis de todos os envolvidos, mas prometeu “alterar esta queixa para indicar os nomes verdadeiros e as funções dos réus anónimos” quando forem obtidas mais informações através da fase de instrução.

Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Rita Meireles

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