Brisa: crise dos combustíveis ainda sem impacto na mobilidade

A Brisa, que detém a concessão de autoestradas e dona da Via Verde, ainda não está a sentir o impacto da crise dos combustíveis na circulação. A garantia foi dada pelo CEO da Brisa, António Pires de Lima, durante a celebração dos 35 anos da Via Verde. Apesar do clima de incerteza que se vive,…
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O clima é de incerteza, mas o CEO do grupo Brisa, Pires de Lima, garante que ainda não se o impacto da crise dos combustíveis fósseis na mobilidade. No evento para assinalar os 35 anos da Via Verde, o gestor deixou a intenção de olhar para oportunidades na América do Norte e do Sul.
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A Brisa, que detém a concessão de autoestradas e dona da Via Verde, ainda não está a sentir o impacto da crise dos combustíveis na circulação. A garantia foi dada pelo CEO da Brisa, António Pires de Lima, durante a celebração dos 35 anos da Via Verde.

Apesar do clima de incerteza que se vive, Pires de Lima assumiu que “não estamos, pelo menos até agora, a sentir na mobilidade, na circulação das autoestradas, o impacto desta crise dos combustíveis fósseis”.

Sobre se a crise energética irá ter impacto nos resultados da concessionária assim como da Via Verde, o gestor sublinhou que “o que mais afeta a circulação dos portugueses nas estradas e nas autoestradas é o clima”. Pires de Lima lembrou que o comboio de tempestades que assolou o País em janeiro e fevereiro “tiveram um impacto negativo na mobilidade dos portugueses durante esses meses”.

Ainda assim, admitiu que “pode haver, obviamente, algum momento, como esta crise que estamos a ver do petróleo, que recomende uma menor mobilidade. Mas mobilidade está associada à qualidade de vida, à felicidade pessoal”.

O CEO da Brisa destacou que “a mobilidade tem uma relação direta com a atividade económica. Se há uma crise do petróleo, uma ameaça de escassez e de aumento de preços, é normal que existam orientações e conselhos no sentido de as pessoas evitarem as deslocações que não são necessárias”.

Ainda durante o encontro com os jornalistas, Pires de Lima não escondeu que. Em termos estratégicos, o grupo pretende ser um operador internacional na gestão de autoestradas. E admitiu que “estamos a olhar, desde há uns tempos, embora a evolução da geopolítica exija alguma cautela, para oportunidades, nomeadamente nas Américas: América do Norte e América do Sul”.

Via Verde entra no dicionário Infopédia da língua portuguesa

Numa altura em que a Via Verde celebra os 35 anos foi anunciado um marco simbólico para a marca detida a 100% pela Brisa: a entrada no dicionário Infopédia da língua portuguesa, em parceria com a Porto Editora. Com esta parceria, a expressão “Via Verde” passa assim a integrar o léxico do português, refletindo a presença consolidada da marca no quotidiano e na linguagem dos falantes da língua. No dicionário, a expressão é definida como: sistema eletrónico que simplifica e agiliza a cobrança automática de valores devidos pela utilização de infraestruturas e/ou serviços, tais como portagens e estacionamento, entre outros.

A plataforma está presente em todos os sistemas de cobrança eletrónica de portagens em Portugal, cobrindo uma rede de mais de três mil quilómetros.

Pires de Lima avançou a intenção de, nos serviços de mobilidade, através da Via Verde, de o grupo vir a “liderar o desenvolvimento de serviços de mobilidade, pay-per-use na Europa, tal como está hoje a acontecer em Portugal”. A presença internacional da empresa de pagamentos eletrónicos terá um peso de cerca de 30% nos números da Brisa. A recente aquisição da empresa francesa Axxès vai permitir desenvolver a atividade em 15 países europeus, entre os quais França, Alemanha, Países Baixos, Bélgica e Itália.

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