A SIBS, dona do multibanco, anunciou que vai ser possível utilizar a plataforma MB WAY para fazer transferências para 13 países europeus até ao final de 2026, além que, em 2027, será permitido fazer compras em lojas físicas e online nesses mercados. Este acordo vai abranger 130 milhões de utilizadores, assegurando uma cobertura para 72% dos cidadãos europeus.
Num encontro com jornalistas a empresa de pagamentos portuguesa explicou que através do MB Way fechou um acordo com as entidades Bancomat (Itália) e a European Payments Initiative (EPI que detém a plataforma Wero e atua em França, Alemanha e Bélgica) para uma Prova de Conceito (PoC) conjunta que permite a interoperabilidade das suas respetivas soluções de pagamento móvel para transações transfronteiriças em lojas.
Durante a apresentação, a administradora executiva e COO da SIBS, Teresa Mesquita, o administrador do Bancomat, Massimo Itta e o administrador da EPI, Alfred Baroulier, fizeram uma demonstração em tempo real onde se provou a interoperabilidade entre estas soluções de pagamento.
Esta cooperação surge depois do Memorando de Entendimento (MoU) assinado no passado mês de janeiro entre a Bancomat, a Bizum (Espanha), a EPI, a SIBS e a Vipps MobilePay (países nórdicos), que visa acelerar a implementação de soluções de pagamento pan-europeias soberanas e interoperáveis.
A meta dos promotores da iniciativa é cobrir todos os mercados europeus. Teresa Mesquita admitiu que “nós teremos uma extensão da P2P [Peer-to-Peer] até o fim do ano, em 2026. Em 2027, teremos pagamentos nos mercados.
Para a administradora executiva da SIBS “esta prova de conceito constitui um marco para os pagamentos europeus. Acreditamos que inovação significa colocar os consumidores e os comerciantes em primeiro lugar, proporcionando uma experiência de pagamentos digitais pan-europeia segura e sem complicações”. E salientou que “aproveitando a confiança que milhões de europeus já depositam nas suas soluções de pagamentos nacionais e tirando partido da infraestrutura da SIBS, estamos a lançar as bases de um ecossistema europeu verdadeiramente interoperável, independente e resiliente”.





