Em todo o mundo, a Uber tem a visão de promover um ecossistema de mobilidade compartilhada e integrada, cada vez mais elétrica, onde as pessoas combinem TVDE com transporte público e mobilidade suave, reduzindo a pressão sobre a infraestrutura urbana. Francisco Vilaça, diretor-geral em Portugal, explica que a menor dependência do automóvel individual reduz a necessidade de estacionamento e liberta o espaço público para lazer, ciclovias ou esplanadas.
Como vê as cidades portuguesas antes e depois da Uber?
Chegámos a Portugal em 2014 e contribuímos para transformar a forma como as pessoas se deslocam nas cidades. Hoje, a mobilidade é mais multimodal, mais elétrica e mais flexível. Acreditamos que o transporte público é a espinha dorsal das cidades e posicionamo-nos como complemento, sobretudo na primeira e última milha. A nossa visão passa por integrar diferentes soluções de mobilidade e reduzir a dependência do automóvel próprio. Esta evolução não é apenas tecnológica, mas também cultural. Cada vez mais pessoas encaram a mobilidade como um serviço que está acessível quando precisam, e já não tem necessariamente de passar por um bem que têm de possuir. A nossa missão é clara: oferecer alternativas mais sustentáveis, acessíveis e eficientes, contribuindo para cidades com menos congestionamento e melhor qualidade de vida.
A Uber contribui, assim, para a transição energética global? Quais os planos para a meta 0 emissões em 2030?
A meta é inequívoca: 100% de km sem emissões até 2030. Já somos a maior plataforma de viagens com emissões zero do mundo e, nisto, Portugal destaca-se: Lisboa foi a primeira cidade do globo a lançar, em 2016, o Uber Electric (então Uber Green) tornando-se na primeira solução de mobilidade a pedido 100% elétrica”do mundo. No 3.º trimestre de 2025, mais de 40% dos km na nossa plataforma em Portugal foram realizados em veículos elétricos (VE), o que é 10 vezes superior à representatividade dos VE no parque automóvel nacional. Mas a eletrificação não basta. Em 2024 lançámos a única modalidade de viagens partilhadas na Europa, o Uber Share, que reduz emissões, custos e número de veículos em circulação.
Quais são os desafios dos motoristas quanto a esta meta?
Os principais desafios para os motoristas TVDE são muito concretos: (1) o preço ainda elevado dos veículos elétricos, (2) a falta de uma infraestrutura pública de carregamento suficientemente confiável e abrangente, e (3) o custo do carregamento, que pesa diretamente na rentabilidade diária. Nós fazemos a nossa parte com incentivos e parcerias, mas para atingir metas ambiciosas é fundamental haver políticas públicas mais consistentes e focadas em quem está na linha da frente desta transição. O nosso compromisso de continuar a acelerar a eletrificação o mais rápido possível, em conjunto com o setor e com as instituições, mantém-se.
Em termos de segurança do passageiro, quais são as medidas principais?
A segurança é uma prioridade absoluta para a Uber. Desenvolvemos mais de 20 ferramentas de segurança que protegem todos os utilizadores antes, durante e depois da sua viagem, que vão desde a Gravação Áudio das viagens e a sua partilha com as nossas equipas especializadas em segurança; o botão de emergência, que permite ligar diretamente para o 112; ou o RideCheck, quando ocorrem paragens demoradas ou desvios não previstos. Foi a Uber que criou estas ferramentas de segurança e que as trouxe para o mercado português. Fazemos, ainda, um escrutínio rigoroso de todos os documentos de motoristas, veículos e parceiros de frota, para garantir que todos cumprem com os requisitos legais. Em 2025 implementámos uma plataforma de partilha de dados com o IMT, que reforça a supervisão da atividade TVDE, baseada em dados fidedignos e atualizados. Temos equipas especializadas em segurança baseadas em Portugal, que investigam todos os reportes e dão seguimento às ações necessárias, além de uma equipa composta por 150 antigos agentes da autoridade, que atua na relação e coordenação com as autoridades. Para os motoristas, a lógica é a mesma: proteção antes, durante e após a viagem.
A inovação faz parte do DNA da Uber?
Claramente que sim. Estamos a construir um futuro elétrico, partilhado e autónomo. Os nossos mais de 20 parceiros de veículos autónomos já realizam milhões de viagens autónomas na plataforma da Uber. Nenhuma outra rede consegue oferecer acesso a um mercado global como este. Em Portugal, oferecemos 14 modalidades de transporte e uma grande diversidade de serviços e personalização. O Uber Séniores, por exemplo, confere mais autonomia aos mais velhos, mantendo os seus entes próximos informados sobre o estado da viagem em tempo real. As contas Sénior oferecem uma versão simplificada da aplicação e integram a Conta Família, uma solução única para apoiar todas as gerações, incluindo os adolescentes, com o Uber for Teens.
MODALIDADES QUE FAZEM A DIFERENÇA
Sabendo que as necessidades dos utilizadores não são todas iguais a Uber procura dar escolha e personalização além de aumentar eficiência e fiabilidade do sistema. Uma das 14 modalidades de transporte da Uber é a Women Drivers, que dá às motoristas a possibilidade de transportar apenas passageiras do sexo feminino e, às utilizadoras, a opção por viajar exclusivamente com motoristas mulheres. Lançada em Lisboa em julho de 2025, já está disponível no Algarve, em Aveiro, Leiria, Braga, Coimbra e Porto. Esta é uma das 14 modalidades de viagem Uber que, assim, promove uma experiência de viagem mais confortável e ajustada às preferências individuais.





