Jerónimo Martins: “Planeamos continuar a investir na modernização, expansão e integração tecnológica”

O grupo Jerónimo Martins fechou 2025 com lucros de 646 milhões de euros, mais 7,9% face aos resultados líquidos atribuíveis à dona do Pingo Doce em 2024. A conjuntura não estava favorável, mas ainda assim, o grupo liderado por Pedro Soares dos Santos revela que as vendas quase chegaram aos 36 mil milhões de euros,…
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Os lucros atribuíveis à Jerónimo Martins, em 2025, ascenderam a 646 milhões de euros e as vendas atingiram os 36 mil milhões de euros. O presidente do grupo, Pedro Soares dos Santos, admite que vai continuar a investir na modernização, expansão e integração tecnológica das lojas e da infraestrutura logística.
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O grupo Jerónimo Martins fechou 2025 com lucros de 646 milhões de euros, mais 7,9% face aos resultados líquidos atribuíveis à dona do Pingo Doce em 2024. A conjuntura não estava favorável, mas ainda assim, o grupo liderado por Pedro Soares dos Santos revela que as vendas quase chegaram aos 36 mil milhões de euros, depois de atingir um aumento de 7,6%.

No comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o presidente e administrador-delegado da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, admite que, no ano passado “apesar da pressão exercida pelos desafios geopolíticos e pelas tensões comerciais na economia internacional em geral e nos mercados onde operamos em particular, as nossas companhias demonstraram uma notável capacidade de adaptação, entregando um crescimento robusto das vendas, bons resultados e geração de caixa, e preservando o retorno ao capital investido”.

Pedro Soares dos Santos sublinha que, face ao contexto cada vez mais complexo, o grupo está consciente que será necessário “rever o sentido de prontidão das equipas que têm muito claras as prioridades: crescer de forma sustentável e rentável, mantendo a liderança em preço e continuando a trabalhar com o propósito de garantir produtos alimentares de qualidade para os milhões de consumidores que nos visitam diariamente”. Para o conseguir, o presidente da JM detalha a receita: “temos planeado continuar a investir na modernização, expansão e integração tecnológica das nossas cadeias de lojas e da infraestrutura logística que as suporta”.

No mesmo comunicado, a dona das marcas Pingo Doce, Biedronka e Ara, explica que o “crescimento robusto das vendas, aliado ao reforço da disciplina de custos, da eficiência operacional e das medidas de produtividade, permitiu proteger as margens em relação à forte pressão competitiva, aumento dos custos com remunerações, e outras fontes de inflação de custos”.

O EBITDA ascendeu a 2,5 mil milhões de euros, mais 11,1% em face a 2024 com a retalhista a admitir que “todas as insígnias contribuíram de forma sólida para o desempenho do grupo, quer ao nível do crescimento das vendas quer do EBITDA”.

Numa avaliação aos primeiros meses de 2026, a JM admite que “persiste o contexto de elevada incerteza geopolítica, afetando o sentimento das famílias e dos restantes agentes económicos”. Nos quatro mercados onde desenvolve negócios – Portugal, Polónia, Colômbia e Eslováquia –, o grupo retalhista antecipa “que os consumidores continuem a priorizar os preços baixos e as promoções, e que a intensidade da concorrência no retalho alimentar não dê sinais de abrandar”.

Expansão e novas aberturas

Para a marca Biedronka, na Polónia, a meta de “expandir e remodelar a rede de lojas continua a ser um pilar fundamental na estratégia da companhia, que prevê, ao longo de 2026, abrir mais de 120 lojas (líquidas) e realizar cerca de 250 remodelações”. Neste mercado a aposta na logística dará lugar ao projeto do primeiro armazém automatizado e à construção e abertura de um novo centro de distribuição, totalizando 18. No mais recente mercado de atuação, Eslováquia, a Biedronka deverá abrir cerca de 35 novas lojas este ano.

Para a marca de saúde e beleza, Hebe, a expetativa é que continue a consolidar a rede de lojas na Polónia com cerca de 30 novas localizações, sendo que, o canal de e-commerce mantém o papel central na estratégia de crescimento e de internacionalização.

Em Portugal, a cadeia Pingo Doce vai prosseguir a execução do plano de investimento, que contempla a abertura de cerca de 10 novas lojas e cerca de 40 remodelações. A insígnia de cash & carry Recheio já abriu no início de fevereiro uma nova loja na zona da Grande Lisboa, reforçando a presença num mercado estratégico para o canal HoReCa. Para a rede de parcerias Amanhecer o objetivo é continuar a trajetória de crescimento, contando agora com 758 localizações.

Na Colômbia, para a marca Ara prevê-se a abertura de cerca de 200 lojas, sendo que, no passado mês de janeiro foi inaugurado um novo centro de distribuição em Medellin.

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