Imobiliário: Mercado dos escritórios recebeu 735 milhões de investimento em 2025

Com a confiança dos investidores em recuperação, o mercado dos escritórios está a recuperar em território nacional. Segundo um estudo apresentado esta semana pela consultora imobiliária JLL Portugal, o nosso país destacou-se no panorama europeu no segmento dos escritórios, tendo recolhido um investimento total de 735 milhões de euros, indicativo de que está a recuperar…
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Portugal apresentou um crescimento de 158% no investimento em escritórios durante o ano passado. Lisboa conta com um pipeline de 255 mil metros quadrados de escritórios em construção e o Porto 79 mil. A consultora JLL Portugal alerta, no entanto, que que poderá haver uma desaceleração da nova oferta nos próximos anos
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Com a confiança dos investidores em recuperação, o mercado dos escritórios está a recuperar em território nacional. Segundo um estudo apresentado esta semana pela consultora imobiliária JLL Portugal, o nosso país destacou-se no panorama europeu no segmento dos escritórios, tendo recolhido um investimento total de 735 milhões de euros, indicativo de que está a recuperar a bom ritmo. O crescimento, face ao investimento realizado em 2024, foi de 158%, o que contrasta com uma quebra de 20% na região EMEA. Mercados como o alemão, o espanhol e o italiano não conseguiram uma tão rápida recuperação, segundo a JLL.

Este segmento do mercado foi impulsionado sobretudo por capital nacional, que representou 73% do bolo total investido, seguido por investidores de origem espanhola, com uma fatia de 9%. A restante parcela está na mão de investidores de outras nacionalidades.

A JLL apresentou ainda, na sua sede em Lisboa, dados que mostram que 83% dos colaboradores que estão satisfeitos com o seu local de trabalho, manifestam uma atitude positiva face às políticas de presença no escritório. 

Augusto Lobo, head of Portugal Capital Markets Commercial da JLL Portugal, citado em comunicado, diz a propósito que “Portugal está hoje claramente no radar dos investidores internacionais, não apenas pela recuperação do volume de investimento, mas pela consistência dos fundamentais do mercado. O que estamos a assistir é a uma reentrada mais estruturada de capital, focada em ativos core e core+, num contexto em que a seletividade e a qualidade são determinantes para a tomada de decisão”.

A JLL apresentou ainda, na sua sede em Lisboa, dados que mostram que 83% dos colaboradores que estão satisfeitos com o seu local de trabalho, manifestam uma atitude positiva face às políticas de presença no escritório, sendo este espaço importante para agregar a cultura das empresas.

Lisboa com maior pipeline de escritórios em construção

Relativamente à oferta nacional, a JLL refere que Lisboa conta atualmente com cerca de 255 mil metros quadrados de escritórios em construção, e o Porto apresenta um pipeline de projetos em desenvolvimento de 79 mil metros quadrados. Ainda assim, a consultora afirma que poderá haver uma desaceleração da nova oferta nos próximos anos, antecipando um ponto de inflexão. Os custos de construção e de desenvolvimento continuam a assumir um papel determinante na viabilidade dos novos projetos.

Sofia Tavares, head of Leasing Advisory da JLL Portugal, refere: “Estamos a entrar numa nova fase do mercado de escritórios, marcada por uma procura muito mais informada e exigente, em que os ocupantes privilegiam não apenas localização, mas também qualidade, sustentabilidade e experiência. Esta pressão está a redefinir os padrões do produto e a acelerar a transformação do stock existente, ao mesmo tempo que coloca novos desafios à viabilidade de desenvolvimento”.

A JLL é uma multinacional de serviços imobiliários comerciais e de gestão de investimentos, com operações em mais de 80 países e um volume de negócios na ordem dos 26,1 mil milhões de dólares.

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