A família Gonçalves, dona da TMG, grupo têxtil da região norte, desceu 11 lugares na lista de 2025 dos 50 mais ricos da Forbes Portugal, ocupando agora a 47ª posição do ranking. A avaliação do universo familiar foi inferior esta edição, tendo passado dos 398 milhões de euros apurados em 2024 para os 314 milhões de euros em 2025. A explicação está na metodologia usada para as avaliações (ver em baixo) que utiliza os resultados das empresas do grupo no ano anterior ao da avaliação. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro passado, revista que se encontra ainda em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.
A origem da fortuna familiar está numa primeira numa primeira fábrica de fiação fundada, em 1937 por Manuel Gonçalves, em São Cosme do Vale, no concelho de Vila Nova de Famalicão. Mais tarde, em 1965, a fábrica viria a ser transformada em sociedade anónima e na década de 70 a Têxteis Manuel Gonçalves. era já a maior empresa têxtil nacional. A familia proprietária é composta por António Manuel Gonçalves, a sua irmã, Maria Helena Gonçalves, ambos filhos do fundador, e também os herdeiros do falecido filho Fernando. A cara mais mediática de momento é Isabel Furtado, neta do fundador, filha de Maria Helena, que lidera a TMG Automotive e tem liderado diversas entidades associativas, como a Cotec.
A família Gonçalves, dona do grupo têxtil TMG, está colocada na 47ª posição da lista de 2025 dos 50 mais ricos do País, com uma fortuna avaliada em cerca de 314 milhões de euros.
Numa área tradicional, que tem sofrido alguns revezes ao longo dos anos, a família conseguiu manter o negócio à tona, apostando na inovação e modernização. A TMG Automotive é exemplo disso mesmo, sendo já a empresa mais valiosa do grupo, tendo apostado na área automóvel e em têxteis técnicos de maior valor acrescentado. Trabalha atualmente para alguns dos maiores construtores automóveis do mundo, como a BMW, a Toyota, a Volvo, a Daimler e a Opel. A TMG tem duas fábricas a laborar em Portugal e uma na China, em parceria com a norte-americana Haartz Corporation. A empresa registou um volume de negócios de cerca de 140 milhões de euros. Com mais de 1.400 colaboradores, o grupo exporta cerca de 90% da sua produção, para mais de 40 mercados. Do universo empresarial da família fazem ainda parte negócios como a marca de vestuário Lightning Bolt, e um negócio de produção e distribuição vinícola, detendo neste setor duas sociedades, a Caves Transmontanas e Casa de Compostela.
Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações
A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.
Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.
Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.
Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.
Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.





