Fernando Pinho Teixeira voltou a descer no ranking dos maiores patrimónios nacionais. Na edição de 2025 da lista dos 50 Mais Ricos da Forbes Portugal, o empresário de Oliveira de Oliveira de Azeméis ocupa 42º posição do ranking, com um património avaliado em cerca de 365 milhões de euros. Porém, na lista de 2024, o empresário ocupava a 26º posição, com uma avaliação de 493 milhões de euros, motivada pelos bons resultados operacionais do ano anterior. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro passado, revista que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.
Nascido em 1936, Fernando Pinho Teixeira fundou o Grupo Ferpinta a partir de uma primeira unidade industrial que surgiu em Oliveira de Azeméis em 1972, a Ferpinta – Fábrica Nacional de Construções Metálicas. O selfmade man é o mais velho de quatro irmãos de uma humilde família da freguesia da Carregosa, tendo começado a trabalhar aos 17 anos de idade numa oficina de reparações automóveis, até que se lançou em nome individual na área metalomecânica. O empresário era casado com Lucinda Jesus Pinho, falecida em outubro de 2025.
Com uma fortuna avaliada em cerca de 365 milhões de euros, a família de Fernando Pinho Teixeira ocupa a 42ª posição na lista de 2025 dos 50 Mais Ricos da revista Forbes Portugal.
Atualmente o grupo que construiu a pulso é composto por várias empresas na área da Metalurgia e Metalomecânica, destacando-se na produção de tubos de aço. Fortemente internacionalizado, o grupo, que está organizado na holding Ferpinta SGPS e emprega cerca de 1.200 colaboradores, tem presença em 50 países. Tem investimento directo em Espanha, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Costa do Marfim e República Democrática do Congo. O Grupo Ferpinta estende ainda a sua atividade aos setores dos equipamentos agrícolas e turismo, com a inauguração do projeto Vila Baleira Hotels & Resorts, responsável pela gestão de duas unidades hoteleiras de quatro estrelas no Funchal.
Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações
A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.
Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.
Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.
Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.
Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.





