Zelensky: “Putin não alcançou os seus objetivos. Não quebrou o povo ucraniano. Não ganhou esta guerra”

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta terça-feira que o líder da Rússia Vladimir Putin não alcançou os objetivos de guerra na Ucrânia, quatro anos após a invasão russa do país. "Putin não alcançou os seus objetivos. Não quebrou o povo ucraniano. Não ganhou esta guerra", disse Zelensky, numa mensagem vídeo, gravada no 'bunker' do…
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Quatro anos após a invasão russa na Ucrânia, Zelensky afirma que Putin não alcançou os objetivos de guerra.
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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta terça-feira que o líder da Rússia Vladimir Putin não alcançou os objetivos de guerra na Ucrânia, quatro anos após a invasão russa do país.

“Putin não alcançou os seus objetivos. Não quebrou o povo ucraniano. Não ganhou esta guerra”, disse Zelensky, numa mensagem vídeo, gravada no ‘bunker’ do gabinete presidencial ucraniano.

“Preservámos a Ucrânia e tudo faremos para alcançar a paz e para que a justiça seja feita. Queremos paz, uma paz forte, digna e duradoura”, acrescentou o chefe de Estado.

O líder recordou uma conversa telefónica que teve, em 24 de fevereiro de 2022, com o então Presidente dos EUA, Joe Biden, na qual lhe disse que não fugiria da Ucrânia e que precisava de armas.

“Falei com o Presidente Biden aqui, e também o ouvi dizer: ‘Volodymyr, há perigo, precisas de sair da Ucrânia urgentemente. Estamos prontos para te ajudar com isso’. E eu respondi que precisava de armas, não de um táxi”, disse Zelensky.

Os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia deslocaram-se esta terça-feira a Kiev para assinalar o quarto aniversário da guerra, enquanto o Parlamento Europeu organiza uma sessão plenária extraordinária em Bruxelas.

António Costa e Ursula von der Leyen, que no ano passado já se tinham deslocado à Ucrânia em 24 de fevereiro, vão participar na cerimónia memorial oficial em Kiev e visitar uma infraestrutura energética bombardeada pela Rússia, antes de se reunirem com Zelensky.

Vão também participar, a partir de Kiev, numa reunião da Coligação da boa vontade sobre a Ucrânia, convocada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, a decorrer por videoconferência.

Em Bruxelas, o Parlamento Europeu decidiu também organizar uma sessão plenária extraordinária para assinalar o quarto aniversário da guerra, agendada para as 10:15 (09:15 em Lisboa) e com uma duração de cerca de uma hora.

A sessão vai começar com um discurso de Zelensky, feito por vídeo, passando depois os eurodeputados a debater a guerra e o apoio da UE à Ucrânia, antes de votarem uma resolução.

Por sua vez, a NATO também vai assinalar o quarto aniversário da guerra na Ucrânia com uma cerimónia no quartel-general da organização, em Bruxelas, que contará com declarações do secretário-geral da Aliança, Mark Rutte.

A Amnistia Internacional (AI) afirmou na segunda-feira que o povo ucraniano “suportou mais um ano de agressão” em grande escala, o mais devastador até agora em consequências humanitárias e o mais mortífero em vítimas civis desde 2022.

(LUSA)

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