Jorge Mendes, empresário dedicado à gestão de carreiras desportivas, continua de pedra e cal na lista dos mais ricos do País. O fundador da Gestifute aparece na 33ª posição do ranking de 2025 dos maiores patrimónios, com uma fortuna avaliada em cerca de 407 milhões de euros. O empreendedor subiu duas posições esta edição, apesar de ter mantido estável a sua avaliação face à de 2024. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na passada edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.
Jorge Mendes nasceu em Lisboa em 1966 e dedicou-se desde muito cedo ao desporto, tendo praticado futebol no Clube Petrogal. Aos 21 anos mudou-se para Viana do Castelo, tendo jogado no Vianense, no Amadores de Caminha e no Lanheses. Mas foi no jogo dos negócios que acabou por fazer fortuna.
Jorge Mendes subiu dois lugares na lista da Forbes, embora tenha mantido o seu valor face à lista de 2024. Ocupa a 33ª posição do ranking com uma fatia de 407 milhões de euros.
A sua veia empreendedora levou-o a explorar oportunidades como a de vender publicidade em campos de futebol. Porém, foi depois de jogar, já na casa dos 30 anos, que decidiu marcar golo ao abrir a sua primeira empresa dedicada à gestão de carreiras dos jogadores, já que tinha feito inúmeros conhecimentos nesta área. A Gestifute foi fundamental na transferência de alguns jogadores, nomeadamente na de Hugo Viana que deixou o Sporting rumo ao Newcastle, pela módica quantia de 12,5 milhões de euros, e na saída de João Félix do Benfica para o Atlético de Madrid.
Mas, a maior notoriedade surgiu pelo facto de ter sido, durante duas décadas, o super-agente de Cristiano Ronaldo, tendo estado envolvido, por exemplo, na sua transferência para a Juventus. Esta relação de confiança entre os dois foi, no entanto, quebrada em 2021, quando Cristiano Ronaldo saiu do Manchester United.
Em 2018 a revista Forbes atribuiu-lhe o segundo lugar da lista dos agentes mais poderosos do mundo. O empresário recebeu, durante anos, o galardão de melhor agente do mundo, atribuído pela Globe Soccer. Contudo, acabou por se ver envolvido no escândalo Football Leaks, que rebentou em 2016, e os seus negócios foram investigados em cinco países.
Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações
A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.
Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.
Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.
Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.
Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.





