Rosália Teixeira, cofundadora e acionista da Porto Editora desceu dois lugares no ranking de 2025 dos mais ricos do país, mas manteve o seu património estável face à avaliação de 2024. A família Teixeira ocupa agora a 32º posição da lista com um património avaliado em cerca de 463 milhões de euros, contra uma avaliação similar – de 458 milhões de euros – em 2024. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na passada edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.
Aos 93 anos, Rosália Teixeira, licenciada em Química, partilha o controlo do grupo editorial com os seus três filhos, Graciete, Vasco e José António, todos na gestão executiva do mesmo. As várias participações estão organizadas na holding Urbagesta SA, na qual Rosália Teixeira detém 65%. A origem do grupo do Norte remonta a 1944 quando o seu falecido marido, Vasco Teixeira, professor universitário, criou uma pequena editora com vários sócios com interesses comuns. As pequenas participações foram sendo compradas pela família que hoje controla todo o negócio.
A família de Rosália Teixeira encontra-se na 32ª posição do ranking dos mais ricos do país, com um património avaliado em cerca de 463 milhões de euros, segundo as contas da Forbes Portugal.
O Grupo Porto Editora tem crescido aceleradamente nos últimos anos, sobretudo através da aquisição de pequenos negócios editoriais. Atualmente o grupo acumula, além da Porto Editora SA, editoras como a Assírio, Areal, a rede de livrarias Bertrand, a Circulo de Leitores, a Wook, e ainda várias filiais em Moçambique, Angola, Timor-Leste e Brasil.
Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações
A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.
Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.
Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.
Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.
Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.





