António Vila Nova continua imparável na subida de valorização do seu património. O empresário do Norte, acionista de negócios como o Grupo Trofa Saúde, a Cofemel, a Tiffosi e a Vilanova, está no 28º lugar da lista de 2025 dos 50 Mais Ricos da Forbes Portugal, com uma avaliação de 520 milhões de euros. Na avaliação de 2003 o empresário estava avaliado em 398 milhões de euros, e em 2024 nos 488 milhões de euros. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na passada edição referente a dezembro/janeiro e que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.
António Vila Nova partilha com a irmã Beatriz e o cunhado António Martins Carneiro a sociedade VNC – Vila Nova Carneiro, onde consolida os negócios, detendo a maioria do capital da mesma. Foi em 2008 que o empresário, também irmão de Filipe Vila Nova, com quem fundou a Salsa – marca de vestuário atualmente nas mãos do grupo Sonae – saiu do negócio e investiu depois, em sociedade, na compra da Cofemel, indústria têxtil dona da marca Tiffosi, que vivia dias difíceis.
Na avaliação de 2023 António Vila Nova teria uma fortuna de cerca de 398 milhões de euros, e em 2024 estava nos 488 milhões de euros. Em 2025, a Forbes Portugal coloca-o na 28ª posição do ranking com uma fortuna de 520 milhões de euros.
Em poucos anos o trio de acionistas recuperou a empresa, que cresceu rapidamente, tendo até inaugurado uma nova rede de lojas de roupa e acessórios, a Vilanova, que nasceu em 2016. A marca Tifosi tem perto de 100 lojas e a Vilanova cerca de 30 unidades. Já anteriormente a mesma sociedade investira no grupo Trofa Saúde, atualmente composta por 25 unidades de saúde, com especial implante na região Norte do país. O grupo teve origem na Casa de Saúde da Trofa, que inaugurou em 1999 pela mão do médico e irmão, José Vila Nova, hoje vice-presidente do grupo que tem crescido de forma acelerada.
Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações
A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.
Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.
Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.
Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.
Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.




