Forbes/Os 50 Mais Ricos: Vila Galé e os milhões de Jorge Rebelo de Almeida

Jorge Rebelo de Almeida, fundador do grupo hoteleiro Vila Galé, desceu um lugar na edição de 2025 do ranking dos mais ricos de Portugal e está agora na 14º posição. A avaliação, realizada em dezembro de 2025, ficou abaixo da fasquia dos mil milhões de euros, depois de a ter ultrapassado ligeiramente em 2024. A…
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Jorge Rebelo de Almeida e a sua família estão na 14º posição da lista de 2025 dos mais ricos do país, segundo a análise da Forbes Portugal. O valor da sua fortuna desceu ligeiramente face à contabilizada em 2024, ficando nos 951 milhões de euros.
Líderes Listas

Jorge Rebelo de Almeida, fundador do grupo hoteleiro Vila Galé, desceu um lugar na edição de 2025 do ranking dos mais ricos de Portugal e está agora na 14º posição. A avaliação, realizada em dezembro de 2025, ficou abaixo da fasquia dos mil milhões de euros, depois de a ter ultrapassado ligeiramente em 2024. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.

O empresário é dono de um dos maiores grupos hoteleiros nacionais – o segundo, a seguir ao Grupo Pestana – e está ainda a meio da lista das 200 maiores empresas hoteleira, segundo a revista Hotels. Registou, em 2025, um volume de negócios de cerca de 321,5 milhões de euros.

Do grupo fazem parte atualmente 52 unidades hoteleiras, das quais 34 se situam em Portugal, 13 no Brasil, quatro em Cuba e uma em Espanha. Ao todo, a marca representa uma oferta de mais de 10 mil quartos e 25 mil camas. Com um ativo de cinco mil funcionários, a génese do grupo está na fundação de uma primeira unidade hoteleira no Algarve, na Praia da Galé, em 1986, projeto que arrancou pela mão de Jorge Rebelo de Almeida com mais dois sócios, que saíram, entretanto, do negócio.

O empresário Jorge Rebelo de Almeida soma uma fortuna avaliada em 951 milhões de euros, sustentada na rede hoteleira Vila Galé, que faturou cerca de 321,5 milhões de euros em 2025.

A Vila Galé – Sociedade de Empreendimentos Turísticos, é a principal empresa do grupo e dedica-se à exploração e gestão de todas as unidades hoteleiras que o integram e, ainda, à realização de projetos e à construção de novos empreendimentos turísticos. O grupo explora ainda os restaurantes Inevitável, as Pizzarias Massa Fina e os SPA Satsanga. Do portfolio do empresário, organizado na holding XPar, consta ainda a Herdade Santa Vitória, no Alentejo e a Quinta do Val Moreira no Douro, propriedades nas quais produz vinho.

O Brasil é um dos principais motores de crescimento do grupo, no qual faturou cerca de 800 milhões de reais (cerca de 128,7 milhões de euros) em 2025. Segundo Jorge Rebelo de Almeida, em entrevista ao Brazil Economy, as operações no Brasil cresceram cerca de 20% no ano passado, um crescimento muito superior aos 7% registados no mercado nacional. O empresário português tem planos para atingir os mil milhões de reais (cerca de 160 milhões de euros) de faturação no mercado brasileiro até 2028.

Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações 

A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.

Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.

Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.

Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.

Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.

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