Forbes/50 Mais Ricos: Irmãs Queiroz Pereira na 12º posição do ranking

As três herdeiras do empresário Pedro Queiroz Pereira ultrapassaram este ano a fasquia dos mil milhões de euros de património empresarial. Filipa, Mafalda e Lua Queiroz Pereira viram as ações das suas participadas subirem este ano face à avaliação em dezembro do ano passado. A 2 de dezembro de 2024, as ações da Semapa cotavam…
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Filipa, Mafalda e Lua Queiroz Pereira são as acionistas maioritárias do Grupo Semapa, dono da The Navigator Company, da Secil – que tem venda prevista para breve – e do Ritz Four Seasons. Detém uma fortuna que ascende a 1.223 mil milhões de euros.
Líderes Listas

As três herdeiras do empresário Pedro Queiroz Pereira ultrapassaram este ano a fasquia dos mil milhões de euros de património empresarial. Filipa, Mafalda e Lua Queiroz Pereira viram as ações das suas participadas subirem este ano face à avaliação em dezembro do ano passado. A 2 de dezembro de 2024, as ações da Semapa cotavam a 13,62 e a 2 de dezembro do ano passado comercializavam a 16,66 euros. Por este motivo, a sua fortuna conjunta subiu consideravelmente, atingindo uma avaliação de 1.223 mil milhões de euros.

A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.

A Forbes Portugal fez as contas e atribuiu cerca de 1,22 mil milhões de euros de património às três filhas do falecido empresário Pedro Queiroz Pereira. Filipa, Mafalda e Lua estão na 12ª posição do ranking de 2025.

As três irmãs Queiroz Pereira partilham entre si o legado do pai, falecido em 2017, aos 69 anos de idade, que construiu a pulso um grupo industrial atualmente sustentado sobretudo no grupo papeleiro Navigator Company, e na cimenteira Secil. As participações das três mulheres estão organizadas nas holdings Sodim e Cimo, que detêm a larga maioria das ações da Semapa, holding de investimentos cotada em bolsa desde 1995. Constituída em 1991, a Semapa concorreu e ganhou, em 1994, a privatização da Secil e da CMP, e em 2004 ganha também a privatização da Portucel Soporcel, hoje designada de Navigator Company. Em 2024, o volume de negócios da Semapa atingiu os 2.850 milhões de euros, ocupando um total de 7.150 colaboradores.

A Semapa vai vender a Secil por 1,4 mil milhões de euros e deverá encaixar 400 milhões de euros de mais-valias. 

No entanto, a Semapa está a diversificar os seus ativos, tendo anunciado, a 19 de dezembro de 2025, que assinou um acordo para venda da totalidade da Secil à espanhola Cements Molins, por 1,4 mil milhões de euros. A conclusão do negócio está prevista para o primeiro trimestre de 2026. A holding disse ainda, a propósito, que esta operação integra a estratégia de gestão ativa do portefólio da Semapa, fortalecendo a capacidade de investimento do grupo. A conclusão do negócio previsto para primeiro trimestre de 2026. Segundo noticias divulgadas na altura do anúncio de venda, a Semapa deverá encaixar uma mais-valia de cerca de 400 milhões de euros.

Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações 

A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.

Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.

Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.

Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.

Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.

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