Forbes/Os 50 Mais Ricos: Família Guimarães de Mello completa o pódio de 2025

A família descendente do industrial Alfredo da Silva está novamente no terceiro lugar dos maiores patrimónios nacionais, depois de, na lista de 2024, ter ascendido à segunda posição do ranking da Forbes Portugal. São 12 os descendentes de José Manuel de Mello – neto de Alfredo Silva, fundador da CUF – que partilham o legado…
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Com uma fortuna avaliada cerca de 3.100 milhões de euros, a família herdeira de José de Mello ocupa a terceira posição da lista de 2025 dos maiores patrimónios nacionais. Os negócios da família vão da saúde privada, com a rede CUF, passando pela Bondalti, pela Brisa até à área dos vinhos.
Líderes Listas

A família descendente do industrial Alfredo da Silva está novamente no terceiro lugar dos maiores patrimónios nacionais, depois de, na lista de 2024, ter ascendido à segunda posição do ranking da Forbes Portugal. São 12 os descendentes de José Manuel de Mello – neto de Alfredo Silva, fundador da CUF – que partilham o legado deixado pelo empresário falecido em 2009, e que está avaliado, esta edição, em cerca de 3,1 mil milhões de euros. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.

Vasco de Mello, chairman, e Salvador de Mello, CEO, são os dois rostos mais conhecidos do clã, pois lideram há vários anos os negócios familiares consolidados no Grupo José de Mello. Tendo sido nacionalizado em 1975, José de Mello reconstruiu o grupo CUF a partir de 1988, tendo criado o Banco Mello, em 1991. Seguiu-se a aquisição de empresas outrora da família: a Seguradora Império, a Soponata, a Quimigal, que marca o regresso da família à indústria química, retomando o nome CUF. Atualmente a marca CUF aplica-se apenas à área da saúde e a área química está sob o chapéu Bondalti.

A família do falecido empresário José de Mello detém uma riqueza de cerca de 3,1 mil milhões de euros, segundo a avaliação da Forbes Portugal em dezembro de 2025. O grupo familiar é dono da CUF, da Bondalti, de uma participação da Brisa, de residências sénior e de várias quintas e herdades.

O Grupo José de Mello atua atualmente em quatro áreas, com quatro marcas chave. O grupo é dono da marca CUF para a rede de hospitais e clínicas privadas, Bondalti para a indústria, e WineStone para a área dos vinhos. Por último, no setor das infraestruturas e mobilidade, mantém ainda uma participação na Brisa, através do consórcio Rubicone, ainda que já não seja maioritária, por ter desinvestido, em 2020, nesta área de negócio.

A rede CUF detém já 44 unidades de saúde, das quais 12 hospitais, 18 clínicas, 13 centros de saúde CUF e um instituto, situadas em várias localizações a nível nacional. Esta área é já a que mais contribui para a fortuna familiar. A atividade da Bondalti está também a crescer, ainda que de forma lenta, com um volume de negócios que já ultrapassa os 535 milhões de euros e um EBITDA de 70 milhões de euros. A holding dedicada à área dos vinhos está a investir nas propriedades da família e nas marcas mais conceituadas, como a Ravasqueira, a Quinta de Pancas, e a Quinta do Cottô, sendo o enoturismo uma das apostas para o crescimento futuro do grupo.

Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações 

A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.

Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.

Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.

Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.

Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.

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