Worx estima que investimento em imobiliário comercial fique entre 2,6 e 2,75 mil milhões de euros este ano

Entre janeiro e setembro deste ano o volume de investimento em imobiliário comercial ascendeu a 2,1 mil milhões de euros, o que representou um crescimento homólogo de 11%. Este acréscimo revela que apesar da instabilidade internacional em termos económicos e geopolíticos, Portugal conseguiu continuar a atrair investimento, sendo que a perspetivas até ao final do…
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Nos primeiros nove meses do ano o setor comercial atraiu 2,1 mil milhões de euros de negócios, pelo que o ano deverá terminar com um valor de investimento entre 2,6 e 2,75 mil milhões de euros, segundo a consultora Worx.
Imobiliário Negócios

Entre janeiro e setembro deste ano o volume de investimento em imobiliário comercial ascendeu a 2,1 mil milhões de euros, o que representou um crescimento homólogo de 11%. Este acréscimo revela que apesar da instabilidade internacional em termos económicos e geopolíticos, Portugal conseguiu continuar a atrair investimento, sendo que a perspetivas até ao final do ano são também positivas. A consultora imobiliária Worx estima, no seu estudo WOutlook Q3, que o setor termine o ano com um volume de investimento situado entre os 2,6 e os 2,75 mil milhões de euros.

Assim, nos primeiros nove meses do ano, o capital estrangeiro manteve um papel determinante nas transações, representando cerca de 68% do investimento registado até setembro. Entre os investidores internacionais destacam-se origens como o Reino Unido, a França e a Espanha, refletindo o destes investidores por ativos imobiliários em Portugal.

No retalho, destacou-se como sendo a maior aquisição do ano a compra do Arrábida Shopping e do Gaia Shopping, que pertenciam à Sonae Sierra, negócio que totalizou um montante de investimento de 180 milhões de euros.

A consultora refere que, até setembro, o setor mais representativo na captação de investimento foi o do retalho, que atraiu 620 milhões de euros, o que correspondeu a 30% do total. Este setor foi seguido de muito perto pelo da hotelaria que atraiu 610 milhões de investimento, sendo que os dois em conjunto atingiram um volume de 1.230 milhões de euros. E o estudo destaca as principais operações destes dois setores. No retalho, destacou-se como sendo a maior aquisição do ano a compra do Arrábida Shopping e do Gaia Shopping, que pertenciam do portefólio da Sonae Sierra. As duas transações, concluídas no primeiro trimestre, totalizaram um montante de 180 milhões de euros. Do lado da hotelaria destaca-se, no segundo trimestre, a venda de uma participação de 72% no Corinthia Lisboa Hotel à Orion Capital Managers, por cerca de 150 milhões de euros.

Além disso, registou -se alguma atividade em investimentos em setores alternativos, que captou 10% do investimento total. Falamaos por exemplo das transações na área dos data centers. Falamos por exemplo do investimento de 120 milhões de euros feito pela Asterion na compra do data center da Covilhã que pertencia à Altice.

“Para o conjunto de 2026, o investimento imobiliário comercial deverá situar-se entre 2.600 e 2.750 milhões de euros, o que corresponderá a uma variação anual entre menos 5% e 0%. As projeções apontam para uma recuperação mais substancial dos níveis de investimento pré-pandemia em 2027.”, refere Silvia Dragomir, head of research da Worx.

Pedro Rutkwski é CEO da Work Real Estate Consultants. Foto/Gonçalo Madeira

Também Pedro Rutkowski, CEO da Worx Real Estate Consultants, considera que: “Apesar da incerteza económica e geopolítica internacional, Portugal continua a afirmar-se como um destino de investimento, sustentado pela sua localização estratégica, estabilidade e resiliência”. E refere, citado em comunicado, que o mercado imobiliário comercial mantém uma dinâmica positiva, com oportunidades nos vários segmentos. “Nos escritórios, a procura valoriza cada vez mais a localização, qualidade e conforto. No retalho, centros comerciais e retail parks continuam a atrair investidores e a logística beneficia da expansão empresarial e industrial. A afirmação internacional do país tem também impulsionado segmentos como as residências de estudantes, residências seniores, flex-living e hotelaria, incluindo novos conceitos ligados ao agroturismo e ao turismo de natureza”, diz.

Para finalizar, o responsável remata que para sustentar este crescimento, a confiança será determinante, sobretudo no setor residencial, enquanto a construção industrializada e as soluções de produção própria de energia poderão contribuir para aumentar a oferta, melhorar a eficiência e reduzir custos.

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