Vila do Conde recebe Curtas em julho. Programação começa a ser conhecida

Em julho, Vila do Conde volta a receber o Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema. A 34.ª edição acontece entre 17 e 26 de julho de 2026 e apresenta uma programação que cruza diferentes tempos, formatos e formas de fazer cinema, com passagem obrigatória por Cinema Revisitado, New Voices e Stereo. Em…
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A 34.ª edição do Curtas Vila do Conde decorre entre 17 e 26 de julho, com cineastas, filmes e novas experiências cinematográficas. As secções em destaque são Cinema Revisitado, New Voices e Stereo.
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Em julho, Vila do Conde volta a receber o Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema. A 34.ª edição acontece entre 17 e 26 de julho de 2026 e apresenta uma programação que cruza diferentes tempos, formatos e formas de fazer cinema, com passagem obrigatória por Cinema Revisitado, New Voices e Stereo.

Em Cinema Revisitado, o foco está nos chamados “filmes de antologia”: longas-metragens feitas a partir de vários episódios, realizados por diferentes cineastas. Ao longo de seis sessões, o público poderá ver obras como “Dead of Night” (1945), “Boccaccio 70” (1962), “Kwaidan” (1964) ou “New York Stories” (1989), assinadas por alguns dos nomes mais marcantes da história do cinema. O programa inclui também “Loin du Vietnam” (1967), um filme coletivo com forte dimensão política, e “Seven Women, Seven Sins” (1986), realizado por sete cineastas mulheres.

O Curtas espera receber mais de 20.000 espectadores no conjunto das suas atividades, com mais de 90 filmes em estreia nacional e mais de 30 em estreia mundial.

A secção New Voices centra-se este ano no realizador espanhol Guillermo Galoe, cuja obra tem vindo a ganhar destaque internacional. O programa reúne duas longas e três curtas-metragens, incluindo “Frágil Equilibrio” (2016), distinguido com o Prémio Goya de Melhor Documentário, e “Aunque es de noche” (2023), que passou pelo Curtas. Um dos momentos principais será a antestreia nacional de “Ciudad sin sueño” (2025), estreado na última edição do Festival de Cannes.

Já em Stereo, o cinema é pensado em conjunto com a música, através de cine-concertos ao vivo. O músico britânico Alabaster DePlume apresenta um novo projeto em quinteto, com banda sonora original criada para “Time of the Heathen” (1961), um clássico do cinema independente norte-americano considerado uma obra redescoberta do cinema dos anos 1960.

Ao todo, estão previstas 86 sessões de cinema, 16 conversas com realizadores, quatro workshops e 12 atividades para famílias e crianças.

Também nesta secção, os Mão Morta Redux juntam-se ao realizador Pedro Serrazina para um cine-concerto que revisita várias das suas curtas-metragens, como “Estória do Gato e da Lua” (1995), “Os Olhos do Farol” (2010) e “Sombras de Nós Próprios” (2025), com novas composições tocadas ao vivo.

Para além da programação, o festival continua a apostar em iniciativas com a comunidade. A campanha Rebag It, dedicada à reciclagem de tote bags, já recolheu mais de 620 sacos e tem como objetivo chegar aos 1200, que farão parte do merchandising desta edição do festival.

O festival reserva também outras surpresas, com novas secções e programas, incluindo Cinema Expandido e Realizador e Artista In Focus, que a organização refere que serão revelados em breve.

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