A cerimónia de tomada de posse de António José Seguro como novo Presidente da República portuguesa reúne em Lisboa vários líderes de países de língua oficial portuguesa, num momento que volta a colocar a diplomacia lusófona em evidência.
Entre as presenças confirmadas estão os presidentes de Angola, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. João Lourenço, Presidente de Angola, partiu este domingo de Luanda rumo a Lisboa para participar na cerimónia, segundo um comunicado da presidência angolana, que descreve a deslocação como “um dever protocolar” após convite das autoridades portuguesas.
Também estarão presentes José Maria Neves, Presidente de Cabo Verde, Daniel Chapo, Presidente de Moçambique, Carlos Vila Nova, Presidente de São Tomé e Príncipe, e José Ramos-Horta, Presidente de Timor-Leste.
A presença destes líderes significa que a maioria dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estará representada ao mais alto nível na mudança de chefia do Estado português, após os dez anos de mandato de Marcelo Rebelo de Sousa.
Entre as ausências mais notadas está a do Presidente do Brasil, Inácio Lula da Silva. Segundo fontes do Ministério das Relações Exteriores brasileiro citadas pela agência Lusa, Lula da Silva e o ministro Mauro Vieira não estarão em Lisboa em virtude da tomada de posse de António José Seguro coincidir com a visita oficial do Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, a Brasília no mesmo dia.
Apesar da ausência, Lula da Silva saudou a eleição de António José Seguro logo após o resultado das presidenciais, afirmando que representa “a vitória da democracia” e manifestando a intenção de continuar a trabalhar “em parceria” para reforçar as relações bilaterais entre Brasil e Portugal.
Outra ausência prende-se com a situação política na Guiné-Bissau. O país vive atualmente um impasse institucional após um autodenominado Alto Comando Militar ter protagonizado um golpe de Estado na véspera do anúncio dos resultados provisórios das eleições legislativas e presidenciais realizadas em novembro. O general Horta Inta-a foi entretanto designado presidente pelos militares, mas o governo não é reconhecido pela comunidade internacional nem pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Nos restantes países lusófonos, vários líderes já tinham felicitado António José Seguro pela vitória eleitoral. José Maria Neves, Presidente de Cabo Verde, referiu que os portugueses “acorreram às urnas e votaram esmagadoramente no republicanismo e na democracia”. João Lourenço, Presidente de Angola, afirmou que os portugueses “fizeram uma aposta segura” na relação de Portugal com o mundo.
Também Daniel Chapo, Presidente de Moçambique, e Carlos Vila Nova, Presidente de São Tomé e Príncipe, saudaram a eleição, manifestando a expectativa de que o novo mandato presidencial contribua para reforçar as relações bilaterais entre Portugal e os seus parceiros lusófonos. José Ramos-Horta, Presidente de Timor-Leste, considerou que o resultado eleitoral reafirma o compromisso de Portugal com os valores da democracia, da liberdade e do Estado de direito.
com Lusa





