A Sonae anunciou que terminou 2025 com resultados recorde, atingindo um volume de negócios de 11,4 mil milhões de euros, um crescimento de 14% face ao ano anterior, impulsionado pelo desempenho das operações em Portugal e pela expansão internacional do grupo.
A empresa liderada por Cláudia Azevedo registou também um EBITDA (lucro antes de juro e impostos) de 1,2 mil milhões de euros, mais 18% em termos homólogos, indicando ainda que a dívida líquida foi reduzida em 102 milhões de euros.
Na mensagem que acompanha os resultados, Cláudia Azevedo, CEO da Sonae, destaca o desempenho global e a evolução do portefólio: “2025 foi um ano extraordinário para a Sonae, reforçando a nossa confiança de que estamos a construir um grupo coeso de empresas líderes, com escala, capacidade e ambição para criar valor económico e social no longo prazo.” A gestora sublinha ainda que o grupo atingiu “máximos históricos, com o volume de negócios a alcançar 11,4 mil milhões de euros, crescendo 14%”, num contexto de reforço da eficiência e melhoria de margens.
Em Portugal, o desempenho foi fortemente sustentado pela MC, dona do Continente, que voltou a ganhar quota de mercado no retalho alimentar. O segmento alimentar registou um crescimento LfL (like-for-like) de 8,3%, impulsionado sobretudo pelo aumento de volumes, num contexto de inflação mais moderada. O volume de negócios do Continente atingiu 7,1 mil milhões de euros, mais 10% face a 2024, com a expansão da rede a contribuir para o crescimento, incluindo a abertura de 13 novas lojas.
A MC como um todo alcançou 8,9 mil milhões de euros em volume de negócios, um aumento de 16%, refletindo também o crescimento no segmento de saúde e bem-estar, onde as vendas cresceram 12% numa base comparável. A integração da Druni e a expansão da Wells reforçaram a presença do grupo na Península Ibérica, com a CEO a considerar que esta aposta “estabeleceu uma plataforma líder na Península Ibérica”.
Também a Worten contribuiu para os resultados em Portugal, com um volume de negócios superior a 1,5 mil milhões de euros, sustentado por ganhos de quota de mercado e pelo crescimento das vendas online, que passaram a representar 20% do total, face a 17% no ano anterior. A empresa manteve uma estratégia omnicanal, combinando lojas físicas e digital.
A nível internacional, a Sonae continuou a expandir-se, com destaque para a Musti, no segmento de produtos para animais de estimação, que cresceu 14% e reforçou a sua presença geográfica, incluindo a entrada em Portugal com a aquisição da ZU. Já a Sierra, braço imobiliário do grupo, consolidou a sua posição na Europa ao tornar-se o segundo maior gestor de centros comerciais de terceiros na Alemanha, após a aquisição de ativos à Unibail-Rodamco-Westfield.
No setor das telecomunicações, a NOS registou receitas superiores a 1,8 mil milhões de euros e melhorou a rentabilidade, beneficiando da aquisição da Claranet Portugal e da diversificação da oferta no segmento empresarial.
Cláudia Azevedo sublinha ainda o papel da colaboração entre negócios e da inovação: “Este desempenho foi também impulsionado pela colaboração entre as nossas empresas”, destacando iniciativas de fidelização cruzada e o reforço das capacidades digitais e de inteligência artificial.
Além dos resultados financeiros, a Sonae refere ter investido mais de 35 milhões de euros em apoio à comunidade, abrangendo mais de 1.400 instituições e cerca de 382 mil pessoas, e manteve o foco nas metas ambientais, com uma redução de 25% nas emissões de gases com efeito de estufa face a 2022.
Em função de todos estes resultados, o Conselho de Administração vai propor um dividendo de 6,217 cêntimos por ação relativo a 2025.





