Seguradora Mapfre apresenta lucros de 311 milhões de euros no primeiro trimestre

A seguradora Mapfre apresentou ontem os seus resultados do primeiro trimestre do ano, anunciando um lucro de 311 milhões de euros, valor que representou um crescimento de 12,7% face ao período homólogo do ano anterior. Para este resultado, a região Ibéria contribuiu com um incremento de 13,9%, atingindo os 138 milhões de euros de resultados…
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A região ibérica representou 3.429 milhões de euros de prémios no bolo total da seguradora. Relativamente aos resultados líquidos, o mercado espanhol contribuiu com 138 milhões de euros enquanto que o português registou uma leve perda de 400 mil euros, motivada tempestades registadas no trimestre.
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A seguradora Mapfre apresentou ontem os seus resultados do primeiro trimestre do ano, anunciando um lucro de 311 milhões de euros, valor que representou um crescimento de 12,7% face ao período homólogo do ano anterior. Para este resultado, a região Ibéria contribuiu com um incremento de 13,9%, atingindo os 138 milhões de euros de resultados líquidos. Fundada em 1933, em Espanha, a seguradora tem uma forte implantação na região ibérica, embora tenha já uma presença global.

No primeiro trimestre, a companhia de seguros liderada pelo espanhol António Huertas registou um total de 8,4 mil milhões de euros de prémios, que, no entanto, refletem uma ligeira quebra de 2,2%, devido ao impacto da da depreciação cambial – retirando este efeito, a quebra seria de apenas 0,2%. Relativamente aos resultados líquido, a companhia refere que todas as regiões e unidades contribuíram de forma positiva para os lucros. A região da América Latina obteve um lucro de 114 milhões de euros, o que representou uma quebra de 3,9%. No entanto o Brasil aumentou a sua contribuição nos resultados líquidos em 5,8% atingindo um total de 65 milhões de euros. Já a América do Norte cresceu de forma mais modesta, em cerca de 1,3% para os 30 milhões de euros.

O mercado português registou uma leve perda de 400 mil euros nos primeiros três meses do ano, motivada pelo impacto negativo das tempestades que ocorreram no trimestre. No período homólogo de 2025, o lucro em território nacional tinha sido de 1,6 milhões de euros.

Em termos de áreas de negócio, o ramo Não Vida cresceu 16,6%, como consequência de uma gestão prudente e ausência de grandes eventos catastróficos. Já a o ramo Vida contribuiu com 75 milhões de euros para os resultados, atingindo um índice combinado de Vida Risco de 85,8%. Já o índice combinado de Não Vida melhorou 0,9 pontos percentuais, atingindo os 93,2%.

Olhando para a Península Ibérica, os prémios nesta região alcançaram os 3.429 milhões de euros, o que representou uma ligeira queda de 0,2%. O exercício em Portugal apenas teve um impacto de 107 milhões de euros neste total.  Os prémios de Não Vida subiram 1%, com uma boa evolução em automóveis, que cresceu 2,3% e saúde e acidentes com um acréscimo de 3,8%. Por sua vez, a área de seguros gerais caiu 3,9%, devido à emissão extraordinária de empresas no primeiro trimestre de 2025.

Relativamente aos resultados líquidos, o mercado espanhol contribuiu com 138 milhões de euros enquanto que o português registou uma leve perda de 400 mil euros, motivada pelo impacto negativo das tempestades que ocorreram no trimestre. No período homólogo de 2025, o lucro em território nacional tinha sido de 1,6 milhões de euros.

Citado em comunicado, o presidente da Mapfre, António Huertas, referiu que “Encerramos um excelente primeiro trimestre, o que confirma que estamos no caminho certo para cumprir os compromissos do plano estratégico, apesar do complexo cenário geopolítico. A rentabilidade continua a melhorar de forma consistente na maioria dos negócios, e encaramos o exercício com um otimismo prudente, baseado na força do nosso modelo de negócio altamente diversificado”.

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