O Rock in Rio Lisboa regressa este sábado ao Parque Tejo para a sua 11.ª edição portuguesa. Durante quatro dias e dois fins-de-semana (20 e 21 de junho; e 27 e 28 de junho), o evento junta artistas internacionais, nomes históricos da música portuguesa e uma operação logística desenhada para funcionar como uma pequena cidade temporária.
Criado no Brasil em 1985 por Roberto Medina, o Rock in Rio transformou-se, ao longo dos anos, numa marca global de entretenimento. Lisboa recebeu a primeira edição europeia em 2004 e tornou-se uma das “casas” permanentes do festival, ao lado do Rio de Janeiro. Desde então, o evento passou por diferentes espaços da capital até se instalar no Parque Tejo, zona que continua a ser explorada como palco para grandes eventos após a Jornada Mundial da Juventude que aconteceu em 2023.
Este ano, o recinto cresce mais 25 mil metros quadrados face à edição anterior. O Palco Mundo, estrutura principal do festival, tem capacidade para 100 mil pessoas, 25 metros de altura e quase 600 metros quadrados de ecrãs LED. O Music Valley, segundo maior palco, consegue receber até 60 mil pessoas, enquanto o Digital Stage reforça a aposta em conteúdos que nasceram nas redes sociais, podcasts e formatos híbridos entre música, humor e entretenimento digital.
O cartaz mistura diferentes gerações e estilos musicais. Katy Perry, Linkin Park, Rod Stewart e 21 Savage lideram os cabeças de cartaz internacionais, enquanto artistas portugueses como Xutos & Pontapés, GNR, UHF, Sam The Kid, Blasted Mechanism ou Valete ocupam várias zonas do recinto. Os Xutos & Pontapés mantêm uma ligação simbólica ao festival: são presença regular desde a primeira edição portuguesa e, este ano, assumem também a curadoria do palco Music Valley num alinhamento dedicado ao rock nacional.
Line-up de artistas no Rock in Rio 2026, em Lisboa
20 de junho
- Katy Perry
- Charlie Puth
- Pedro Sampaio
- Calema
- Alok
- Audrey Nuna
- Nena
- Maninho
- Bebe Rexha
- Bárbara Bandeira
- Napa
- Sofia Camara
- Zarko
- Carol Biazin
- Joyce Alane
21 de junho
- Linkin Park
- Cypress Hill
- The Pretty Reckless
- Grandson
- Kaiser Chiefs
- Hoobastank
- Blasted Mechanism
- Tara Perdida
- Sepultura
- P.O.D.
- Sam The Kid com Orquestra e Orelha Negra
- Dealema
- Samuel Úria
- Jimmy P
- Diego Miranda
27 de junho
- Rod Stewart
- Cyndi Lauper
- Shaggy
- 4 Non Blondes
- Xutos & Pontapés
- GNR
- UHF
- Jafumega
- Joss Stone
- Belo
- The Wailers
- Syro
- Bateu Matou
- Bia Caboz
- Bento Gil
- Melly
28 de junho
- 21 Savage
- Central Cee
- Rema
- Matuê
- Filipe Ret
- Dennis
- Carlão
- Irina Barros
- Lola Índigo
- CeeLo Green
- Valete
- Karetus
- King Bigs
- DJ Big & DJ Glue
- RIMA.PT
Há também um elemento geracional curioso nesta edição. O alinhamento cruza artistas associados aos anos 80 e 90, como Rod Stewart, Cyndi Lauper ou 4 Non Blondes, com fenómenos do streaming e do hip hop contemporâneo como Central Cee ou Rema.
Mais do que um festival de música
Mas o Rock in Rio deixou há muito de ser apenas um festival de música. A organização insiste cada vez mais na ideia de “experiência”, uma palavra que se tornou central na indústria dos eventos ao vivo. A aplicação oficial do festival funciona como mapa interativo, agenda personalizada e plataforma de serviços. Existe uma roda gigante, há zonas temáticas e ativações de marcas espalhadas pela chamada “Cidade do Rock”. De resto, entre segurança, restauração, montagem, transportes e produção técnica, o festival mobiliza milhares de trabalhadores temporários e atrai dezenas de marcas parceiras interessadas na visibilidade junto de um público jovem e altamente conectado. A própria organização posiciona o Rock in Rio como uma plataforma de lifestyle e não apenas como um evento musical.





