Casey Wasserman permanecerá como presidente do comité organizador dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 após uma análise da sua correspondência com Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epsteim, revelada em e-mails divulgados como parte dos arquivos de Epstein, que também provocaram um abandono de vários artistas da sua agência de talentos.
A direção executiva do Comité Olímpico afirmou que uma análise realizada com consultores externos determinou que “a relação de Wasserman com Epstein e Maxwell não foi além do que já foi documentado publicamente”.
O conselho afirmou que Wasserman teve apenas uma interação com Epstein, uma “missão humanitária a África no avião de Epstein a convite da Fundação Clinton” em 2002, além de seus e-mails com Maxwell terem acontecido, segundo o conselho, “antes de o Sr. Wasserman ou o público saberem dos crimes deploráveis de Epstein e Maxwell”.
“Com base nestes factos, bem como na forte liderança que demonstrou ao longo dos últimos dez anos”, o conselho afirmou que Wasserman “deve continuar a liderar o projeto LA28”.
Wasserman ainda enfrenta pressão na sua agência de talentos, onde alguns clientes de renome – incluindo a vencedora dos Grammy Chappell Roan e a lenda do futebol americano Abby Wambach – deixaram a agência, com alguns a pedir a demissão de Wasserman.
De acordo com documentos divulgados pelo Departamento de Justiça norte-americano, Wasserman trocou e-mails sedutores com Maxwell em 2003. Numa mensagem, Maxwell disse a Wasserman que poderia fazer-lhe uma massagem que a “deixaria um homem louco”, enquanto noutra, Wasserman disse: “Penso em ti o tempo todo. O que tenho de fazer para te ver com uma roupa justa de couro?”.
Wasserman também voou para África no jato de Epstein com a Fundação Clinton em 2002 para uma missão humanitária. Wasserman pediu desculpas na semana passada pelas suas interações com Maxwell e Epstein e disse que a viagem a África foi a única vez em que ele encontrou Epstein.
“Lamento profundamente a minha correspondência com Ghislaine Maxwell, que ocorreu há mais de duas décadas, muito antes dos seus crimes horríveis virem à tona”, disse Wasserman numa declaração a vários meios de comunicação, afirmando que “nunca teve uma relação pessoal ou comercial com Jeffrey Epstein” e que está “terrivelmente arrependido por ter qualquer associação com qualquer um deles”.
Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Rita Meireles.





