“Que as lideranças permitam as pessoas crescerem dentro das organizações e não criem barreiras”

A Forbes Portugal realiza hoje, em Lisboa, a entrega dos prémios Forbes Maiores Líderes do Crescimento, uma iniciativa que distingue as empresas com melhor desempenho económico e maior capacidade de inovação em Portugal, reunindo líderes empresariais, gestores e decisores para uma manhã de reflexão e reconhecimento. Durante o evento, Ana Oliveira, CFO e Co-Founder da…
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Ana Oliveira, Érica Pereira e Pedro Lopes discutiram o tema "Liderar Ontem, Hoje e Amanhã – confronto de gerações" durante os prémios Forbes Maiores Líderes do Crescimento.
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A Forbes Portugal realiza hoje, em Lisboa, a entrega dos prémios Forbes Maiores Líderes do Crescimento, uma iniciativa que distingue as empresas com melhor desempenho económico e maior capacidade de inovação em Portugal, reunindo líderes empresariais, gestores e decisores para uma manhã de reflexão e reconhecimento.

Durante o evento, Ana Oliveira, CFO e Co-Founder da Fenix Capital Partners e Under 30 Forbes Portugal, Érica Pereira, Professional Talent Solutions Director da Randstad Portugal, e Pedro Lopes, Administrador Asseco, participaram num painel, moderado por Nilza Rodrigues, diretora executiva da Forbes Portugal, com o tema “Liderar Ontem, Hoje e Amanhã – confronto de gerações”.

E foi exatamente pelo “ontem” que a conversa começou. Numa altura em que as empresas lidam com as rápidas mudanças dos mercados, tecnologias ou na vida de cada um, é possível continuar a seguir um modelos de liderança desenhado há vários anos ou existem coisas em que a mudança também aqui tem de estar presente?

“Somos um conjunto de realidades muito próprias. Todo o historial tem impacto no que é o nosso presente e no que vai ser o nosso futuro”, sublinhou Pedro Lopes.

“A liderança do passado tem vantagens e desvantagens e eu consigo identificá-las, perceber aquilo que gosto e não gosto em certos tipos de liderança. Isso ajudou-me a configurar aquilo que seria a Fenix. A microgestão, aqueles processos que dão pouca autonomia às pessoas, é algo que eu gostava que ficasse no passado. O método, a própria estrutura hierárquica, acho que faz sentido que se mantenha. Mas que essas lideranças e vários níveis de chefias permitam as pessoas crescerem dentro das organizações, não criem barreiras”, acrescentou Ana Oliveira.

Para ultrapassar o ponto que mais gostaria de ver no passado, a Under 30 recorre à ferramenta que mais está a marcar o presente: a inteligência artificial (IA). “Nós somos muito aliados da tecnologia e acreditamos que serve como ferramenta de apoio diário. A componente humana é muito importante na relação com os clientes, temos contacto com os nossos clientes todos os dias. Esta componente humana não é substituível, mas a IA é um forte apoio do nosso dia a dia”, disse.

Outra das tendências que marca o presente e principalmente a preferência das gerações mais novas, entre os millennials e os Z, é a possibilidade de trabalho remoto. “O nosso modelo é híbrido, muito ajustado àquilo que é a realidade e que as gerações pedem. É um desafio, aqui reina a flexibilidade e o equilíbrio entre o que é a vida pessoal e profissional”, afirmou Érica Pereira. “O work life balance, a autonomia, acabam por ser o que faz reter as pessoas na nossa organização. O que sentimos do mercado de talento é que o facto de existir trabalho híbrido acaba por ter peso na decisão de ficar ou não. É verdade que as empresas estão a voltar ao presencial, mas também temos de olhar para a componente de atração de novo talento”.

Além do salário e desta flexibilidade, Ana realça também a importância de uma organização ter em conta o plano de carreira dos seus talentos. Para os mais ambiciosos, é importante que se criem condições para que o plano de progressão de carreira seja uma realidade.

“Nós tivemos de reestruturar a nossa área de recursos humanos e a evolução de carreiras. Já que não os consigo fazer crescer verticalmente, como os consigo fazer crescer horizontalmente? Dar uma carreira atrativa mesmo que não o consiga fazer passar a diretor”, acrescentou Pedro.

A pensar no futuro, Érica terminou o painel olhando para o perfil do líder de daqui a 10 anos: “Inclusivo, certamente. “Érica: Inclusivo certamente. É muito importante que seja orientado para o que é a inclusão da diversidade. Mas é mais importante focarmos no presente e percebermos de que forma podemos transformar o futuro”.

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